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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E 4 meses depois lá se concluiu o caldinho...

«Federação despede Queirós e convoca eleições»

Agora resta aguardar pelo novo cozinheiro. E que não nos dêem mais arroz de polvo. Queremos melhor. Marisco!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ainda se espera pelo resultado final mas o caldinho está preparado há muito


cartoon de GoRRo (c) 2010
nb: acompanhe o evoluir do cozinhado em «A Federação deve despedir Carlos Queiroz?»

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Adeusito!

Depois do desfecho desejado pelo mister (i.e., perder pelo mínimo possível, a seguir a ir a penalties), pouco resta a acalentar, a não ser o desejo que a estória não se repita, ainda que o mister se mantenha até ao próximo Europeu. Foi mauzote, não merecíamos tanto amedrontamento.
Queirós fez apostas de alto risco (dentro do seu conservadorismo em voga) e perdeu-as: insistiu em colocar um defesa central a lateral direito e foi por aí que sofreu o golo que ditou a derrota. Claramente, Ricardo Costa não tinha rotina nessa posição. Contra o Brasil podia arriscar isso, já contra os rojos seria demasiado. Então, o que estão lá a fazer os 2 laterais de raíz?
Depois, resolveu tirar o único ponta-de-lança, Hugo Almeida, quando ele estava a furar o cerco, colocando mais um médio em crise de inspiração. Resultado: a equipa encolheu-se e Portugal sofreu o golo de David Villa. Os espanhóis fizeram o seu jogo, mais bonito que o dos vizinhos, embora por vezes algo cansativo (às tantas perdíamo-nos nas fintas do carrossel rojo), e esperaram por um erro, o que surgiu mais cedo do que estariam à espera. E assim se concluíu o jogo.
É claro que nem tudo é responsabilidade do seleccionador, alguns jogadores estiveram abaixo do expectável, como Cristiano Ronaldo, que disse que ia explodir nessa competição e a única coisa que lhe vimos foi um tiro de pólvora seca. Manolo foi certeiro!
Hoje, o mister, na conferência de imprensa, voltou a repetir lugares-comuns dum yuppie encartado, esquecendo-se que já não estamos nesses tempos. Exige-se mais do que calculismo e boa retórica: temperança, risco, assunção de erros, qualidade actual em vez de cotação bolsista (leia-se, valor das transações) dos jogadores.
Enfim, resta-nos aturar este mister durante mais 2 anos... Haja saco...
ADENDA: acho que Queirós deve continuar (para que não haja dúvidas), embora seja mais responsável por erros clamorosos do que grande parte dos jogadores. Alguma continuidade é necessária para se poder avaliar o trabalho, seja de quem for.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

As escolhas dum seleccionador azulado demais

Carlos Queirós anunciou há um pouco os 24 futebolistas que escolheu para o Mundial de África do Sul e o mínimo que se pode dizer é que tomou opções discutíveis. O seleccionador português surpreendou convocando jogadores não esperados, convocando 4 do FC Porto (o maior contingente, incluindo um discutível Rolando e um guarda-redes que sofreu proporcionalmente mais golos do que o do Benfica: cf. aqui) e rejeitando todos os pré-seleccionados do Benfica, excepto Coentrão. De fora ficam jogadores centrais neste Benfica campeão, como Quim, Ruben Amorim e Carlos Martins (além de Nuno Gomes, que jogou menos). Miguel Veloso na vez de João Moutinho também não se percebe. Ver mais em: «Daniel Fernandes, Zé Castro e Ricardo Costa surpresas em lista de 24 convocados» e «Jorge Jesus: “Espero que no fim do Mundial Carlos Queiroz tenha razão”».
ADENDA: vd. ainda «E agora para algo completamente diferente», por Sérgio Lavos.

sábado, 5 de setembro de 2009

Portugal no seu labirinto

Um empate queirosiano obrigaria a invocar Fradique Mendes com uma pitada fatalista do género «O português não tem o impulso matador do seu vizinho ibérico». Mas não, é demasiado óbvio, rebobinemos. Deixemos o século XIX para outros escribas e fiquemo-nos despretensiosamente pelos tempos coevos.
Os tugas no seu labirinto. Ké ké isso, ó meu? Eu expilico, como diria Badaró.
O seleccionador português de futebol, Carlos Queirós, disse recentemente que os nativos têm um problema estrutural de finalização. Queria dizer que não sabemos rematar à baliza e marcar golos. Não subscrevendo o excesso essencialista, aceite-se que a formação de avançados-centro não é o forte dos tugas. Para tentar atenuar o problema, recrutou um português recém-naturalizado, o ex-brasileiro Liedson. O banzé que por se levantou, como se fosse um atentado à pátria.
Pois bem, aqui Queirós fez muito bem, parabéns (eu, que sou benfiquista, tenho orgulho em ter um jogador como Liedson nas quinas, tomara que outros fossem como ele). O problema veio a seguir.
Queirós enredou-se na teia do fado nacional: como temos muitos bons jogadores centro-campistas, toca de os enfiar lá todos. Resultado: jogou meia partida (ou mais) sem avançados-centro!!! Um alien piscaria os olhos de espanto, mas foi assim mesmo. Sucumbiu duplamente ao conservadorismo indígena: temeu colocar Liedson como titular, e, pior do que isso, abdicou de jogar com um avançado-centro desde início. Pequeno detalhe dispiciendo: os «patrícios» estavam obrigados a ganhar o jogo! Nuno Gomes lá ficou a ver o jogo do banco, quase até ao fim... Os restantes avançados (Danny, Hugo Almeida) estavam lesionados.
É verdade que a equipa portuguesa teve azar, foi a que mais procurou o golo e falhou muitas oportunidades. A selecção dinamarquesa pareceu inferior, mas jogou bem tacticamente e foi mais objectiva. O empate sabe a pouco, mas não nos podemos queixar. Também ajudámos à festa, com uma táctica, no mínimo, arriscada. Com a entrada dum avançado-centro lá marcámos um golo de consolação. Com a cabeça do «levezinho». Ao menos valeu isso. Isso, e o tinto açoriano que em boa hora arrebalhei.
Agora resta-nos um milagre, se é que ainda existem. E viva o Liedson!!!
Nb: cartoon de GoRRo, já publicado neste blogue há uns meses atrás, mas infelizmente ainda actual...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Comida requentada com os melhores ingredientes

cartoon de GoRRo (c) 2009