Hoje, dia 14, pelas 22 horas, a Eterno Retorno, livraria de Filosofia e Teatro, e a Ler Devagar, inauguram uma nova livraria comum na antiga Fábrica de Braço de Prata.
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Atenção!
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Hugo Mendes
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Blogosfera da semana
O funcionário cansado, com excelentes posts sobre a feira do livro, e não só. E, ainda, o magnífico sound + vision para quem gosta de música e de cinema. Que me dizem, amigos peões, de pôr na coluna da direita estes dois blogues?
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vallera
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
40 anos de erros
A semana passada por ocasião dos quarenta anos da Guerra dos Seis Dias o Courrier International publicou um número especial com um excelente dossier sobre esse conflito e as consequências que teve para o Médio Oriente nos últimos quarenta anos. Sem re-inventar a roda este número traz uma visão algo nova (pelo menos para mim), e coloca a Guerra dos Seis Dias como momento fundador do confilto Israelo-Palestiniano como o conhecemos hoje. A estrondosa vitória de Israel em 1967 tornou-se no seu maior problema. Israel ocupou então os territórios palestinianos, podia depois ter trocado Terra por Paz mas ficou com a Terra. Não oferece qualquer contestação a necessidade que Israel tinha de fazer a Guerra dos Seis Dias para a sua própria sobrevivência naquele momento. A questão é a de saber o que fazer depois com a vitória. Os Partido Trabalhista, força política claramente dominante na altura, preferiu perseguir o sonho da Grande Israel, ocupou e começou de imediato a contruir colonatos (enganando o aliado americano, para depois fazer a política do acto consumado). A prazo não conseguiram nem a Grande Israel nem a Paz, o que ditou a destruição do próprio Partido Trabalhista e abriu a via para as forças políticas religiosas. Aliás o fenómeno simétrico aconteceu do outro lado, entre palestinianos como entre israelitas o conflito asfixiou os movimentos laicos e catapultou o extremismo religioso.Do outro lado também abundaram os erros. Os países Árabes vizinhos nunca souberam (nel quiseram) negociar a Paz com Israel, nem os Palestinianos tão pouco. Arafat sempre foi muito mais um chefe de um movimento de resitência armada do que um Chefe de Estado. Nunca hesitou em comprar alianças e dividir as hostes para manter o poder (o que provavelmente não é alheio aos conflitos entre palestinianos que se vêm hoje).
Este número do Courrier International têm testemunhos dos que viveram a Guerra dos Seis Dias de ambos os lados. E sobretudo, o que apreciei bastante, apresenta opiniões de israelitas e palestinianos críticos para com o seu próprio campo. Como por exemplo o psiquiatra palestiniano Eyad Al-Sarraj que escreve um artigo de opinião defendendo que os palestinianos não aprenderam nada com os seus próprios erros, nem com as vitórias e derrotas de outros povos (como África do Sul e Argélia por um lado e Somália por outro). Apresenta também a visão de uma nova geração de historiadores do conflito. Por exemplo é Gershom Gorenberg, um desses historiadores, que refere que os Trabalhistas enganaram os governo americano com respeito aos colonatos, para levar a cabo a política do facto consumado.
No final a opinião consensual é, tragicamente, que nada de substanical mudou nos últimos quarenta anos. A Guerra dos Seis Dias criou um problema que persiste, sem melhorias e sem solução à vista. Para resumo vale a pena ler o editorial (na coluna da direita) de Philippe Thureau-Dangin, e este outro no The Economist a que o primeiro faz referência.
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Zèd
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terça-feira, 12 de junho de 2007
atmosferas
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vallera
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Histórias de vida (agenda)
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Daniel Melo
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
Fórum Sociológico
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Hugo Mendes
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Descubra as semelhanças
Pista: Aparentemente Vodka constava do menu da refeição antes de ambas as conferências de imprensa.
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Zèd
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No domingo passado...
O domingo passado foi o último dia da 77.ª Feira do Livro de Lisboa.Ficam na retina os jacarandás no seu esplêndido espectáculo lilaz.
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Daniel Melo
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domingo, 10 de junho de 2007
"La gauche doit sortir du pessimisme social"
Enquanto a UMP de Sarkozy se preparar hoje para obter mais uma verdadeira landslide eleitorial, a esquerda devia ler as reflexões do politólogo Zaki Laïdi numa entrevista de hoje no Le Monde. E, já agora, o livro que assina com outro politólogo, Gérard Grunberg, intitulado Sortir du pessimisme social : Essai sur l'identité de la gauche (Paris, Hachette, 2007).
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Hugo Mendes
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Little Portugal
Hoje é feriado nacional, Dia de Camões [1524? - 10.06.1580], de Portugal e das Comunidades Portuguesas (gosto desta ordem: o indíviduo, a nação, a diáspora). O Público destacou as Comunidades e eu lembrei-me da festa do ano passado em Kennington Park, South Lambeth, Londres. Fui consultar o programa deste ano e tudo na mesma: missa, rancho folclórico, música pimba e fados. Tal como nas festas religiosas e profanas que se sucedem nos meses de Verão, um pouco por todo o país. Não me identifico com as 'atracções' do programa, mas iria lá na mesma, pela companhia, pelas sardinhas, pelo caldo verde... Sabendo que ali se cruzam múltipas identidades e, mesmo a identidade partilhada pelo maior número de foliões (ser português), tem significados muito distintos para cada um.
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Cláudia Castelo
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Continuas a vestir-te mal
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Renato Carmo
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Labels: Portugal, Sérgio Godinho
O meu mote para o 10 de Junho
"Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo". (Sócrates-o-original)
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Hugo Mendes
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Portugall
Portugal
Eu tenho vinte e dois anos e tu às vezes fazes-me sentir como se tivesse oitocentos
Que culpa tive eu que D. Sebastião fosse combater os infiéis ao norte de África
só porque não podia combater a doença que lhe atacava os órgãos genitais
e nunca mais voltasse
Quase chego a pensar que é tudo mentira que o Infante D. Henrique foi uma invenção do Walt Disney
e o Nuno Álvares Pereira uma reles imitação do Príncipe Valente
Portugal
Não imaginas o tesão que sinto quando ouço o hino nacional (que os meus egrégios avós me perdoem)
Ontem estive a jogar póker com o velho do Restelo
Anda na consulta externa do Júlio de Matos
Deram-lhe uns electro-choques e está a recuperar
àparte o facto de agora me tentar convencer que nos espera um futuro de rosas
Portugal
Um dia fechei-me no Mosteiro dos Jerónimos a ver se contraía a febre do Império
mas a única coisa que consegui apanhar foi um resfriado
Virei a Torre do Tombo do avesso sem lograr encontrar uma pétala que fosse
das rosas que Gil Eanes trouxe do Bojador
Portugal
Se tivesse dinheiro comprava um Império e dava-to
Juro que era capaz de fazer isso só para te ver sorrir
Portugal
Vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém
Sabes
Estou loucamente apaixonado por ti
Pergunto a mim mesmo
Como me pude apaixonar por um velho decrépito e idiota como tu
mas que tem o coração doce ainda mais doce que os pastéis de Tentúgal
e o corpo cheio de pontos negros para poder espremer à minha vontade
Portugal estás a ouvir-me?
Eu nasci em mil novecentos e cinquenta e sete Salazar estava no poder nada de ressentimentos
o meu irmão esteve na guerra tenho amigos que emigraram nada de ressentimentos
um dia bebi vinagre nada de ressentimentos
Portugal depois de ter salvo inúmeras vezes os Lusíadas a nado na piscina municipal de Braga
ia agora propôr-te um projecto eminentemente nacional
Que fôssemos todos a Ceuta à procura do olho que Camões lá deixou
Portugal
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe
Portugal
gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca.
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Daniel Melo
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sexta-feira, 8 de junho de 2007
Livre acesso ao conhecimento
Foi recentemente apresentado na Câmara dos Deputados do Brasil um projecto-lei que requer que todas as instituições de ensino superior público e as unidades de investigação fiquem obrigadas a construir os seus repositórios institucionais, onde deverá ser depositada toda a produção técnico-científica dos seus corpos docente, discente e de pesquisa. O diploma estabelece ainda que esses conteúdos deverão ser divulgados através da rede global, a internet, de forma livre, para que qualquer pessoa possa consultar, copiar, descarregar. À atenção do Conselho de Reitores e do Conselho dos Laboratórios Associados.
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Cláudia Castelo
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Labels: arquivos, livre acesso ao saber, política científica
Diz que é uma espécie de compromisso sem compromisso
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Zèd
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Labels: ambiente, aquecimento global, G8
quinta-feira, 7 de junho de 2007
O ADN da esquerda
James Watson, biólogo que descobriu a sequência do ADN, entrevista ao Público (31/3/07).
Citação chegada por email (obrigado Zé!).
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Renato Carmo
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17:52
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Separados à nascença
Há umas semanas, passei umas boas horas a rir ao ler um dos blogues de que o Carlos Leone tinha deixado referência: http://ceposdos90.blogspot.com. As descrições são de ir às lágrimas, e de repente ficamos nostálgicos de ver jogar estrelas como Luiz Gustavo, Horvath ou Paulinho Santos (esse grande caceteiro).
Ao ler hoje a crónica de Santana Castilho, fina e sofisticada como sempre, no "Público", fez-se, de repente, luz: cheguei à conclusão de que ele é o mais caceteiro opinion-maker que por aí escreve, o verdadeiro Paulinho Santos do nosso espaço público.
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Hugo Mendes
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Labels: cacetada, futebol e opinião de péssima qualidade, Santana Castilho
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Babyji
Abha Dawesar é uma escritora indiana que vive em Paris (creio). Estou a ler uma obra intitulada babyji, comprada na feira do livro, e que saiu há pouco tempo traduzida. Estou a gostar muito do livro, da narração de uma adolescente, que faz com que o leitor se aperceba que está a ser guiado por uma perspectiva totalmente juvenil. Através da personagem principal, entramos no vasto mundo da trama. Vemos o que ela nos mostra, sendo que ela se pauta por uma avidez de mostrar, de conhecer, de viver e de amar.
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vallera
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03:38
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