faria hoje 120 anos. Fiquei a saber pela homenagem do Google, em que o G até ostenta um bigodinho à Poirot.Este Verão foi a «memória arqueológica», Na Síria, que me acompanhou nas viagens de avião; noutros Verões, mais juvenis, os seus livros enchiam as intermináveis horas que era preciso esperar entre o almoço e o mergulho seguinte, de crime.
Na Síria, Agatha Christie faz um espirituoso relato das expedições arqueológicas em que acompanhou o marido nos anos 30 do séc. XX. Desde as primeiras páginas que descrevem os preparativos, as compras na «Secção Tropical», ou os tormentos da viagem, «o meu intelecto fica sempre diminuído pelas travessias marítimas», p.35, ou mais à frente quando descreve a vivência do Médio Oriente e o quotidiano das escavações, até o regresso ao conforto de Paris, a escritora mantém um delicioso tom sardónico de viajante que raramente se deixa deslumbrar, mas que, ao mesmo tempo, reconhece «que foi um modo de viver muito feliz», p. 281.

