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sábado, 4 de junho de 2011

À atenção da Sra. Merkel

Os Europeus do Sul trabalham mais, e durante mais tempo do que os alemães segundo um estudo do banco francês Natixis.
Por exemplo: em média um alemão trabalha por ano 1390 horas, um grego 2119 horas, um italiano 1773 horas, um português 1719 horas, um Espanhol 1654 horas e um Francês 1554 horas. Para a reforma é parecido.
Pergunto-me onde é que uma pessoa que é primeira-ministro da Alemanha, um dos pilares da União Europeia vai buscar a sua informação. Será possível que a este nível de governação se baseia apenas no preconceito?

domingo, 30 de maio de 2010

Para compreender os tempos que vivemos

«(…) no liberalismo clássico, exigia-se ao governo que respeitasse a forma do mercado e que deixasse fazer [laisser faire]. Agora transforma-se o deixar-fazer [laisser faire] num não deixar o governo fazer [ne-pas-laisser faire le gouvernement] em nome de uma lei do mercado que vai permitir aferir e avaliar todas as suas actividades. O laisser-faire transforma-se e o mercado deixa de ser um princípio de autolimitação do governo; é um princípio que é voltado contra o governo. É uma espécie de tribunal económico permanente face ao governo. Enquanto que o século XIX se esforçara por estabelecer, face e contra a desmesura da acção governamental, uma espécie de jurisdição administrativa que permitisse aferir a acção do poder público em termos de direito, temos agora uma espécie de tribunal económico que pretende aferir a acção do governo em termos estritamente de economia e de mercado.»
Lição proferida Collège de France a 21 de Março de 1979
Michel Foucault, Nascimento da Biopolítica, Lisboa, Edições 70, 2010, pp. 311-312.