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terça-feira, 5 de junho de 2012

Ainda bem que reconsiderou, Olivença é ibérica

«Alcaide de Olivença retira carga bélica à recriação da Guerra das Laranjas», por Carlos Dias
Sobre o mesmo assunto vd. este post anterior.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Como um edil nacionalista consegue afrontar a memória do seu povo

«Território anexado por Espanha: PS reabre polémica de Olivença por causa da Guerra das Laranjas», por Luciano Alvarez

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ajude a recuperar a fortuna que Mubarak roubou

Caros amigos,
o Mubarak pode ter roubado até $70 bilhões dos egípcios - um terço da renda do país! A recuperação desta fortuna irá depender de ações imediatas de governantes ao redor do mundo.
Não há tempo a perder, os governos precisam congelar as contas do Mubarak antes que o dinheiro desapareça em um labirinto de contas bancárias obscuras - como as fortunas roubadas por muitos outros ditadores. A Suíça já congelou suas finanças e alguns ministros da União Europeia ofereceram ajuda - mas sem um chamado global imediato, a reação poderá ser lenta demais para impedir que os bilhões do Mubarak sumam completamente. 
Vamos convocar os líderes de todas as nações a garantir que o dinheiro do Egito seja devolvido ao povo. Se conseguirmos 500.000 assinaturas, a nossa petição será entregue aos ministros das finanças do G20 na reunião desta sexta-feira em Paris. Vamos assinar nossos nomes agora e divulgar a campanha! 

Assinar a petição «Congele a fortuna que Mubarak roubou»

Milhões de egípcios vivem com menos de $2 por dia e os peritos dizem que a corrupção no Egito custa mais de $6 milhões em dinheiro público todo ano. A família Mubarak se beneficiou enormemente por uma rede de contratos de negócios, esquemas de privatização e investimentos garantidos pelo governo, ao longo dos 30 anos da presidência do Mubarak. Estimativas da sua riqueza vão de 'meros' $2-3 bilhões até $70 bilhões, o que faria Hosni Mubarak o homem mais rico do mundo. 25 oficiais sênior do governo já estão sob investigação por alavancar fortunas enquanto trabalhavam para o Mubarak. 
Talvez este seja o fim da linha para governantes corruptos que escapam com fortunas intactas. A nova Convenção Contra a Corrupção da Nações Unidas, explicitamente pede que fundos adquiridos pela corrupção sejam devolvidos aos países de origem, e o governo militar do Egito já pediu para governos da União Europeia congelarem a fortuna do Mubarak. A pergunta chave no momento é se a reação será rápida o suficiente: nenhuma lei no mundo será capaz de ajudar se os bilhões do Mubarak forem espalhados e escondidos antes que as autoridades possam se apropriar deles. 
As nossas vozes como cidadãos pode ajudar o povo do Egito a continuar tendo esperança na sua revolução. Participe do chamado para devolver as riquezas do Egito ao seu povo. 
Milhões de egípcios arriscaram - e até mesmo deram - suas vidas pela democracia. Havia pouca coisa que pudéssemos fazer ao redor do mundo, além de enviar nossa esperança e solidariedade. Mas agora, nós devemos fazer o possível para restaurar a propriedade nacional roubada por uma ditadura que os nossos próprios governos toleraram por tanto tempo. 
O povo do Egito está agora preparado para construir uma nova nação. Vamos garantir que eles recuperem os fundos que foram roubados, enquanto eles constroem um futuro que poucos ousaram sonhar. 
Com esperança,
Ben, Alex, Ricken, Mia, Rewan, David e toda a equipe Avaaz.

Fontes:
Fortuna de Mubarak avaliada em 70 mil milhões de dólares»
Egito pede congelamento de bens de ex-dirigentes»
Mubarak desviou riqueza nos últimos dias no poder»
Londres investiga Mubarak mas não congela contas»
Em 30 anos, ditador obteve fortuna de US$ 70 bilhões»

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Iémen, a revolução que se segue

Enquanto na Tunísia a mudança alastra e no Egipto um poder cego lança as suas milícias contra o povo nas ruas, a revolta popular tornou-se irreversível no Iémen.
Tal como no Egipto, também agora o presidente que estava há 30 anos no poder diz com ar cândido que é contra mandatos vitalícios e por isso abandonará o poder (vd. aqui e aqui). Um discurso assim é sempre de desconfiar, até porque o ditador não desmarcou a apreciação parlamentar da sua revisão constitucional, marcada para a 1 de Março e susceptível de viabilizar uma eleição vitalícia do presidente e o poder hereditário (cf. aqui). E porque tem usado o dinheiro do povo para comprar lealdades e não para desenvolver o país. Por isso, o dia de hoje mantém-se como o Dia da Ira, apelando a grandes manifestações. Entretanto, a pressão popular e da oposição vai marcando pontos: o simulacro de legislativas que estava marcado para Abril foi adiado sine die, que exige uma reforma política séria antes da realização de eleições.
No Egipto, perante o aparente alheamento do Exército e a obstinação do ditador Mubarak em lesar o seu povo, a pressão popular e internacional aumentou dramaticamente nas últimas horas, dado o grau de violência das milícias governamentais (vd. acompanhamento aqui). Para sexta-feira está marcado novo dia de marchas a nível nacional, com o único fito de exigir a demissão do ditador. Será mais um ultimato pacífico.
Depois da Tunísia, o país-líder do contágio pela liberdade passou a ser o Egipto, como se pode ler nesta reportagem do El País.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O efeito dominó

Quem diria, apenas há umas semanas atrás, que a revolução tunisina iria contagiar toda a arábia? Ainda por cima, feita pelo povo, contra ditaduras que se eternizavam. Com coragem e dignidade. Com e pela internet e a Al-Jazira. Com e pela rua. Por direitos básicos, incluindo a paz e sem transições amnésicas.
Apesar de percalços perigosos, a liberdade está a passar por aqui...

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Intifada do Jasmin (e a Wikileaks)

Segundo a Wikipédia, a Revolução do Jasmin é também conhecida pela "Revolta Sidi Bouzid" ou "Intifada de Sidi Bouzid". E porque não a "Intifada do Jasmin"? Intifada é um levantamento popular, e esta é-o na mais genunina das formas. Mas, por trágica que seja - e é - a morte de Mohamed Bouazizi, há algo de poético nesta revolta que começa pelo acto desesperado de um homem que se imola pelo fogo e acaba na queda da ditadura de Ben Ali. Se esta revolta se vai transformar em revolução é o que vamos ver nos próximos tempos. E já agora uma pequena questão acessória que me parece interessante: Qual a importância das revelações da Wikileaks sobre o regime de Ben Ali no desencadear desta revolta? Há pouco ouvi Mansouria Mokhefi (especialista em política do Margrébe) na BFM TV referir que as revelações da Wikileaks foram largamente retomadas pela blogosfera tunisina. Haverá uma ligação entre as duas coisas?

A revolução de jasmin

Foi preciso quase um mês de luta para derrubar 23 anos de ditadura na Tunísia. Caiu com dezenas de mortes, mas de modo pacífico pelo lado do povo. A luta foi por coisas simples: pão, trabalho, habitação, liberdade. O ditador, Ben Ali, fugiu e foi-se refugiar na Arábia Saudita. Onde é que já vimos isto?

Agora, o primeiro-ministro (e actual presidente interino) anunciou eleições dentro de meio ano.

Para o Magrebe e o mundo, é uma boa notícia. Os povos árabes têm aqui um bom motivo de esperança. Já os seus líderes têm um bom motivo de reflexão. Esta mesma opinião é avançada por estudiosos árabes. Melhor ainda; subscrevemos por baixo.

PS: para quem gosta de paralelismos, que tal pensar nesta frase dum manifestante: «Have you ever seeen!? A president who treats is people like idiots!!!».

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O povo exposto

Inaugurou no sábado passado uma das melhores exposições mostradas aqui no rincão (e não só). Chama-se POVOpeople, tudo pegado, para parecer mais moderno, e tem bons trunfos.
Registe-se alguns deles: muita criatividade, na concepção, montagem e selecção de materiais. Uma excelente articulação entre textos, arte e audiovisual (respectivamente comissariados por José Neves, João Pinharanda e Diana Andringa). Uma apropriada interactividade, presente, por exemplo, na cabine de fotos tipo passe, onde se pode tirar fotos gratuitamente, que figurarão de seguida numa grande tela de final de mostra, quadriculada em dezenas de televisores.
Além disso, e facto invulgar por cá (e não só), a exposição vem acompanhada por um catálogo transpirando arte 70's (embora de difícil leitura e arrumação...) e por 3 livros: Como se faz um povo (ensaios de história contemporânea de Portugal); A política dos muitos (antologia de textos teóricos sobre a temática do sujeito colectivo); e O que é o povo (colectânea de depoimentos de políticos, gestores, intelectuais e artistas portugueses). Os dois primeiros arriscam-se a tornar obras de referência (bom, eu sou suspeito pois colaboro no primeiro, por isso, podeis folhear numa livraria estes livros da tinta-da-china e avaliar por vós mesmos).
Para finalizar, uma instalação de Pedro Cabrita Reis à beira-rio, no seu estilo conceptual-desconstrutivo, que já deu origem a inesperados mal-entendidos... Em época de pato-bravismo, este perfil de obra está mais exposto a equívocos indesejados, é o que é...
A coordenação geral coube a José Manuel dos Santos (director cultural da Fundação EDP), que está de parabéns, pela aposta, pelo arrojo, pela oportunidade. Esperemos que outras mostras do género acompanhem esta, nós merecemos!