O Abrupto é um blogue que não leio, e do que não leio não gosto. Parece-me um blogue monótono, repetitivo e, sobretudo, previsível. Não fala do mundo, a não ser do mundo pessoal de Pacheco Pereira, que é o que menos me interessa. Se eu lesse o Abrupto regularmente não teria apenas uma vaga opinião, teria uma certeza, mas não vale o esforço. Não obstante quero aqui insurgir-me contra os falsos blogues pornográficos e toda a espécie de truques utilizados com o único intuito de impedir o Abrupto de ser o primeiro blogue nos rankings nacionais e (quiça?) internacionais. Fica portanto aqui o link ao Abrupto como testemunho da minha solidariedade.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Solidariedade para com o Abrupto
O Abrupto é um blogue que não leio, e do que não leio não gosto. Parece-me um blogue monótono, repetitivo e, sobretudo, previsível. Não fala do mundo, a não ser do mundo pessoal de Pacheco Pereira, que é o que menos me interessa. Se eu lesse o Abrupto regularmente não teria apenas uma vaga opinião, teria uma certeza, mas não vale o esforço. Não obstante quero aqui insurgir-me contra os falsos blogues pornográficos e toda a espécie de truques utilizados com o único intuito de impedir o Abrupto de ser o primeiro blogue nos rankings nacionais e (quiça?) internacionais. Fica portanto aqui o link ao Abrupto como testemunho da minha solidariedade.
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Zèd
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cerveja Tagus
Descobri no 0 de conduta que a cerveja Tagus tem uma nova campanha: http://www.orgulhohetero.com/
Descobri, ainda, que os Panteras Rosas fizeram uma campanha alternativa, a ver com atenção.
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vallera
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Despedida da Ginginha
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
O que é afinal a Democracia?
"Se eu tiver uma definição de "democracia" - como o Daniel pelos vistos tem ("eleições livres, liberdade de organização, liberdade de expressão, liberdade de imprensa e separação de poderes") - eu posso dizer se a Venezuela é ou não uma "democracia" independentemente daquilo que saiba sobre as opiniões subjectivas dos cidadãos venezuelanos."
Concordo com Pedro Magalhães que por uma questão de rigor analítico não se deve misturar realidades diferentes. Discordo sobre qual é a realidade relevante para avaliar a democraticidade de um regime. Na minha opinião a democraticidade avalia-se por um critério ainda mais minimalista do que o do Daniel Oliveira, mas é o critério que resulta da própria definição de Democracia: um regime é democrático se o exercício do poder pelo estado resulta da vontade livremente expressa dos eleitores. O principal elemento a ter em conta nessa avaliação é a opinião desses eleitores, com toda a subjectividade e contradições que isso possa acarretar. Convém aqui fazer uma separação clara. Se eu fosse um cidadão venezuelano a quem se perguntasse numa sondagem se estava contente com a democracia, eu levaria em conta para a minha resposta todos os elementos que Daniel Oliveira enunciou (eleições livres, liberdade de associação, de expressão e de imprensa) e mais algumas. A minha resposta seria um redondo "Não". Mas se me puser na pele do analista político que avalia exteriormente a democraticidade do regime venezuelano os critérios são outros. Se para os eleitores venezuelanos consideram que as medidas económicas e sociais são mais importantes do que aquelas liberdades, e se é por isso que escolhem o governo de Chávez, podemos estar em desacordo, mas não podemos dizer que não é democrático.
Pedro Magalhães refere que pode aferir-se a democraticidade pelos traços autoritários de um regime. Discordo. Se o autoritarismo é o resultado de uma escolha livre dos eleitores, então é democrático. Faço aqui uma distinção (semântica?) entre um regime autoritário e uma ditadura. A ditadura é quando o poder é exercido sem a consulta da vontade dos eleitores, logo nunca é democrática. Um regime autoritário pode, em teoria, ser o resultado de um processo democrático. Definir a priori quais são os valores fundamentais que regem uma democracia independentemente do que pensam os cidadãos é um raciocínio que pode legitimar o despotismo iluminado. Quem é que decide quais são os valores fundamentais da Democracia? E com que legitimidade?
Esclareço que este post não é de modo algum em defesa de Chávez (ou de qualquer outro regime, seja a Russia de Putin, ou a China comunista). O regime Chavista pode até ser democrático. Mas será que ser democrático é suficiente para nos contentarmos com um regime? A minha resposta curta é: Não. Ou, parafraseando Pedro Magalhães, é necessário mas não é suficiente.
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Jorge Palma
Eu andava a tentar não escrever sobre Jorge Palma para não revelar a minha condição de fã incondicional, destituída de qualquer sentido crítico e apenas capaz de proferir afirmações sentimentais, mas depois do concerto no Coliseu já não só capaz de tanta discrição. Só por ter dois sóis
E anda sempre alguém por lá
Só por inventar
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Outras globalizações: o olhar do cartoon
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Daniel Melo
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Herói americano
Num dos episódios mais marcantes desta última série dos Sopranos, Tony mata o seu sobrinho após um acidente de automóvel antecedido por um negócio gorado. Estamos à espera do acidente, mas não esperamos o que se segue: o assassinato brutal de Chris perpetrado por Tony a sangue frio. Tony até ía ligar para o 911, mas a mea culpa de Chris, a de ter reincidido no vício, foi-lhe fatal. O acidente é um mero pretexto para uma morte anunciada mas não premeditada. Sabíamos que mais cedo ou mais tarde, Tony se iria desembaraçar de Chris. Não sabíamos é que seria assim.Neste mesmo episódio, surge na TV do quarto de Tony e Carmela, um programa estilo talk show com Katharine Hepburn. Aliás, em todas as temporadas da série, a alusão directa e indirecta ao cinema clássico americano são qualitativamente e quantitivamente impressionantes. Afinal os Sopranos estão imbuídos dessa característica do cinema clássico, quer na sua forma, quer no seu conteúdo. Os géneros (Gangsters, Western, Noir, Screwball, etc..) e os planos clássicos (unidade fechada e percurso linear das cenas) percorrem todos os minutos da série, e Tony é o herói americano por excelência, aquele que percorre o quotidiano on the road cruzando fronteiras no território perpassado, e que não se limitam às fronteiras territoriais do genérico.
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Blogofrase da semana
A morte é o que nos faz esgalhar o carapau.
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Cuidado com as generalizações abusivas...
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Bad news
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Faltar Levas: o novo super-herói das escolinhas lusas
Cartoon de Antero
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Cousas lindas
Ó meus amigoze,
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domingo, 18 de novembro de 2007
Chegou o Beaujolais Nouveau
Esta coisa de Beaujolais Nouveau é uma tradição ancestral, que remonta nos seus moldes actuais a 1985, e na sua origem a 1951, e só pode ser compreendida no seu contexto étnico-cultural francês. Por um lado a modéstia endémica dos franceses leva-os a celebrar efusivamente o vinho que permite demonstrar ao mundo que nem todos os vinhos franceses são bons, o que os livra da maldição de ser vistos de fora como sendo um povo arrogante. Por outro lado existe a crença profundamente enraízada de que beber um mau vinho do ano em curso proveniente de uma determinada região vai permitir saber se todos os vinhos do país nesse mesmo ano serão bons ou não. Na realidade parece-me que a verdadeira razão pela qual se festeja a chegada do Beaujolais Nouveau é tão simplesmente porque isso quer dizer que continua a produzir-se vinho. Isso em si mesmo é uma razão mais que suficiente para uma celebração, porque pior que mau vinho é não haver vinho de todo.
O Beaujolais Nouveau propriamente dito, para quem tem curiosidade de saber, tem paladar que faz lembrar a áqua pé (sem qualquer desprezo pela água pé, que - como todos sabemos - não é vinho), se for bebido imediatamente após resrolhar a garrafa. Se se deixar respirar umas horas já se tem algo que se assemelha vagamente a vinho (se se deixar respirar uns dias tem um vinagre bastante suave de um paladar muito agradável, apropriado sobretudo para saladas).
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sábado, 17 de novembro de 2007
A gripe pneumónica: porquê o silêncio?
Retomando a pneumónica de 1918/19, o silêncio que sobre ela se abateu em todo o mundo (tanto por parte dos seus contemporâneos como por estudiosos) foi uma perplexidade recorrente no colóquio específico ontem findo.José Sobral preconizou que as suas vítimas teriam sido remetidas para o espaço da memória familiar, enquanto as vítimas da I Grande Mundial teriam sido lembradas pelos Estados (dias comemorativos, monumentos, placas, etc.), por se tratar do reconhecimento pela participação num esforço colectivo de índole nacional. David Killingray aludiu a outros silenciados pela academia até há pouco tempo: os pobres, as mulheres, os negros, etc.. Estas são linhas explicativas pertinentes.
Quanto ao caso português, na minha comunicação procurei alertar para o contexto político, social, cultural e científico, em particular para a conturbada conjuntura político-social então vivida. Aquelas limitaram grandemente a reflexão e combate à epidemia. A situação económico-social dos desfavorecidos era então grave: elevada subnutrição e más condições de vida facilitaram muito a difusão do vírus e o seu efeito mortal. É verdade que este tipo de doença teria um alcance interclassista, mas as assimétricas condições de vida ter-lhe-ão conferido um efeito classista. Não há muitos dados sobre isto, mas da minha pesquisa em dezenas de livros de memórias e de estudo, e na Internet, apenas consegui detectar algumas vítimas das classes médias e alta. Esta situação terá sido extensiva a outros contextos em que a maioria da população vivia em piores condições de vida: p. e., Espanha, América Latina, África do Sul, Índia e China.
Na altura, o deficiente sistema de saúde pública pouco pôde fazer. Eram poucos os hospitais, médicos e enfermeiros, não havia vacina (ainda não há...); a maioria das pessoas faleceram em suas casas, incluindo pessoas como o pintor Amadeu de Sousa Cardoso (que ainda mudou de casa, mas sem sorte). Era uma morte privada, distante dos outros e evitada por estes. A situação agravou-se com o não fecho atempado de fronteiras (a doença veio para Portugal via Espanha) e a desmobilização de milhares de soldados para as suas terras (ao arrepio das directivas da Direcção Geral de Saúde), espalhando a doença por todo o país. O governo sidonista aumentou os preços dos produtos agrícolas, agravando o acesso a bens de 1.ª necessidade. A partir daqui pouco se pôde fazer, a não ser informar sobre medidas preventivas, que nem chegavam a todo o lado, e algum auxílio social (reforço oficial da «sopa dos pobres», apoio da sociedade civil). A impotência foi, por isso, a nota dominante.
Por outro lado, a doença foi limitada no tempo e com breves picos fulminantes, tendo em Portugal atingido picos em Outubro/ Novembro e, com menor impacto, em Janeiro e Abril/ Maio. Ora, esta efemeridade dificultou a sua assimilação.
A própria imprensa foi condicionada pela censura política (instaurada pelo Presidente da República Sidónio Pais em Abril de 1918) e pela actividade do reputado epidemologista Ricardo Jorge que, em regulares notas informativas emanadas da Direcção Geral de Saúde, relativizava a situação ("surto conhecido e transitório"; ainda assim foram 14 meses e c.100 mil mortes). Ademais, a imprensa de referência era então dominada pela agenda político-partidária do establishment e pouco sensível à agenda social. A doença afectou sobretudo a população entre os 15 e os 40 anos: o sistema político e intelectual gerontocrático não foi afectado.
A impotência (dos médicos, políticos e da população), a relativa efemeridade da doença, a gerontocracia, a conjugação com a epidemia do tifo, a grande conflitualidade política e social (com repressão da oposição republicana anti-sidonista e do sindicalismo, as greves e o assassinato de Sidónio), o recolhimento junto da Igreja, a resignação e o avanço de ideias messiânicas (que Sidónio encarnou), a selecção histórica feita posteriormente pela ditadura (valorizando Sidónio e um certo país político, mas olvidando o país social e o resto), foram terreno fértil para o esquecimento, primeiro, e o silenciamento, depois. Eis um quadro que aqui deixo para reflexão. Pode não explicar tudo, mas ajuda a compreender o contexto.
Nb: imagem de mendigo pedindo esmola na beira da estrada (s.d., fotógrafo não identificado, AFML).
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Daniel Melo
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
As coisas que os cientistas descobrem
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quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Asa, o pequeno falcão ioruba
Nascida em Paris e criada em Lagos,
Nigéria, Asa (pronuncia-se Asha em
ioruba e significa pequeno falcão)
lançou o seu primeiro disco no final do
mês passado, na França. Com delicado
suingue na voz e uma mistura bem dosada
de vários ritmos, seu pop tem um
o elétrico se fundem sutilmente.
Sem mais comentários, veja aqui.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
As outras globalizações: a gripe pneumónica de 1918/19
Em 1918 eclodiu uma devastadora gripe pneumónica, que rapidamente se tornou planetária. Esta pandemia foi das piores da História da humanidade: em 14 meses tirou a vida a c. de 40 milhões de pessoas, mais do dobro dos vitimados da I Guerra Mundial e c. de 1/3 da mortandade causada pela peste em 6 séculos. O médico Ricardo Jorge chamou-lhe então o "maior flagelo epidémico dos tempos modernos". Em Portugal levou entre 70 a 100 mil vidas.
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Daniel Melo
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
1001 posts
Só para dizer que o post anterior, do Manolo, foi o milésimo post publicado aqui no Peão.
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Zèd
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Por que te callas, Hugo Chávez?

Chávez é
..........
[1]
Nb. Na
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Sappo
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