O frio deste Inverno deixou as ruas esburacadas e isso é mau para as bicicletas. O site Fill that Hole permite registar os buracos que por aí vão aparecendo para acelerar a resolução do problema. Mas um ciclista em Oxford decidiu ir mais longe e assinalá-los plantando bonitas primaveras ou prímulas. A ideia integra-se num projecto chamado "Subvert the familiar" e é fantástica!
quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Primaveras e buracos na estrada
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Paula Tomé
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Tchau Hermínia d'Antónia de Sal
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Manolo Piriz
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terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Quando a corda se rompe
No caso de Sócrates, o seu pragmatismo, a sua desenvoltura e instinto são bem um espelho dum certo modo de estar na acção pública, marcada pela excessiva mistura entre poderes político, económico, mediático e fáctico. Uma das facetas mais nefastas dessa promiscuidade tem sido a instrumentalização do Estado e do sector empresarial estatal (ou das empresas onde detém golden-share) para benefício do grupo político-partidário no poder.
Isso mesmo veio à baila com a recente divulgação de despacho dum juiz à margem do caso «Face oculta», o qual denuncia a existência duma conspiração para afastar chefias e jornalistas incómodos de certos media (TVI e Público, e, se necessário, também Correio da Manhã). Esse despacho foi tido superiormente como sem suficiente suporte probatório, daí ter sido afastada a abertura dum inquérito judicial.
A divulgação do mesmo e de escutas entre dirigentes de confiança do premiê envolvidos neste esquema manipulador foi tido como invasivo da privacidade e ilegal pelo próprio. Ademais, Sócrates mantém que nada tem a ver com essa tramóia. Porém, a maioria expressiva das opiniões nos media e blogosfera tem sido no sentido da prevalência do direito de liberdade de imprensa e do alto interesse público na revelação desta informação. Além disso, mesmo que Sócrates não saiba, este grave esquema foi levado a cabo por homens de sua confiança. A oposição não vai largar este caso, parte da opinião pública prepara uma manif, para esta 5.ª feira.
Este é mais um caso a juntar aos restantes em que Sócrates revelou arrogância, prepotência e/ou abuso de poder. Só que este vai mais longe e condensa muito do que está para trás sobre a vontade de controlo e perpetuação do poder a todo o custo. Daí a sensação de cansaço, de rarefeção da confiança e de ponto de não retorno que parece ter irrompido na sociedade portuguesa.
Voltamos então ao início: falta reforçar o debate público sobre como queremos que o poder funcione, sobre a necessidade de lhe dar mais qualidade, transparência e supervisão, de despartidarizar o Estado, de separar o económico do político, e duma maior participação e envolvimento dos cidadãos, grupos independentes e sociedade civil organizada.
Nb: cartoon «Apprehensão», de Rafael Bordalo Pinheiro (in A Paródia, 1902).
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Daniel Melo
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Música pelo Haiti
Entre os artistas que participam do projeto estão Leona Lewis, Rod Stewart, Susan Boyle, Miley Cyrus, Kylie Minogue, Jon Bon Jovi, Mariah Carey, James Blunt e Mika. O vídeo mistura imagens da gravação em Los Angeles com cenas da devastação provocada pelo terremoto no dia 12 de janeiro no Haiti.
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Manolo Piriz
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A Itália de Berlusconi: cidadãos de 1.ª (ele próprio), 2.ª (os italianos «à antiga») e 3.ª (os «imigrantes«)
Se não acredita veja aqui: «Somar 30 pontos vai valer aos estrangeiros autorização de residência em Itália».
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Daniel Melo
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Labels: fascismo, imigração, Itália, Silvio Berlusconi
segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Empreendedorismo social em alta
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Daniel Melo
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Estado e cultura: uma relação que já teve melhores dias
Essa é uma das conclusões que se pode retirar das Estatísticas culturais do Ministério da Cultura português para o presente decénio, recentemente disponibilizadas pelo OAC. É que, entretanto, a proporção da despesa com a cultura no orçamento estatal decaíu mais de 100%, passando dos 0,5% de 1995 pare 0,3% em 2009, depois de já ter estado em 0,7%, nos tempos de Carrilho, ainda assim um valor modesto, se comparado com outros países europeus. À excepção de 2005 (ano eleitoral...), a tendência é de queda gradual... O que nos devia preocupar, se aceitarmos que uma dimensão relevante duma política de desenvolvimento sustentável passa pelo reforço da criação, participação, divulgação e recepção culturais.Outro ponto negativo é o acentuar das assimetrias territoriais, com o sul do país (Alentejo e Algarve) a perder investimento estatal na cultura, a favor da regiões lisboeta e nortenha.
Do lado positivo, o destaque tem que ir para o reforço de equipamentos colectivos essenciais e que vão no sentido da descentralização cultural, como as bibliotecas públicas municipais e os teatros, coliseus e auditórios.
Uma chamada de atenção veio na notícia «Nos museus e teatros há cada vez mais acessos gratuitos». Aí se alerta para um alegado excesso de borlas, mas não se averigua a que se deve essa tendência: se a uma política premeditada de atracção de novos públicos (o que seria legítimo); se à costumeiras borlas aos domingos de manhã e certos dias especiais (o Dia dos Museus, etc.).
Mas a mesma notícia destaca, e bem, a ida ao cinema como hábito cultural esmagador dos portugueses, liderando o cinema norte-americano. Seguem-se-lhe as visitas a monumentos, museus e palácios (enfim, antes deverá figurar a ida a espectáculos musicais, cujos dados não são revelados). E cá mais para baixo, figura a frequência de teatro, dança e ópera.
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Daniel Melo
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23:23
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Eis um tema a debater, se quisermos eficiência na despesa pública
Porque não é só de poupança que se trata, mas da aplicação racional dos fundos públicos e do tipo de prioridades que apoiamos. Para evitar que o TGV (ou parte dele) e outras apostas oficiais (ou a sua forma: p.e., a actual Parque Escolar) sejam mais um buraco negro (ou «elefante branco»), seria bom que fosse tudo bem discutido.
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Daniel Melo
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Juntos por uma sociedade para todos
Este é o Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, por decisão do Parlamento Europeu e do Conselho da UE. O grande fito da iniciativa - «o combate à pobreza e à exclusão social continua a ser um dos compromissos políticos chave da União Europeia e dos respectivos Estados-Membros» - embora bem-intencionado, não passa disso mesmo.
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Daniel Melo
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Da degradação das relações laborais
Um dos lugares essenciais do nosso futuro, da nossa sanidade e qualidade de vida - individual e colectiva - é o trabalho, a empresa em que se trabalha. Para se ter uma ideia de como a relação directa do indivíduo com a sua empresa é uma tendência mundial (onde os sindicatos, contratos colectivos e outros modalidades colectivas são cada vez mais hostilizados) e está a assumir facetas bem preocupantes, é imperdível esta excelente reportagem com o psiquiatra e professor Christophe Dejours, «Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal». O lado positivo do depoimento é que há empresas, incluindo multinacionais, que dão prioridade a um bom ambiente para os seus trabalhadores, tendo algumas delas conseguido tornar-se mais competitivas quando afastaram o mal-estar causado pela avaliação individual e optaram por outros métodos, que implicam cooperação, sinergias, mas, que de par, estimulam a confiança, a lealdade e a crítica aberta. Donde, a tendência dominante não é uma fatalidade, apenas uma má opção...
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Daniel Melo
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John Dankworth (1927-2010)
O saxofonista e clarinetista do jazz britânico sir John Dankworth morreu neste sábado aos 82 anos. Dankworth, foi um dos grandes do Jazz britânico e acompanhou feras como Charlie Parker, Duke Ellington, Louis Armstrong, Nat King Cole, Ella Fitzgerald e muitos outros. Era casado com a cantora Cleo Laine por mais de 50 anos e com quem formou uma das duplas mais expressivas do jazz inglês. Entre os seus trabalhos mais expressivos, destaco a banda sonoro do filme “The Servant” de Joseph Losey.
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Manolo Piriz
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sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
140.000.000 de mulheres vivem com mutilação genital no mundo
Segundo estimativa das Nações Unidas, entre 120 milhões e 140 milhões de mulheres e meninas foram submetidas a esta prática dolorosa e perigosa que é alimentada por preconceitos sociais e religiosos.
O relatório conjunto realizado por agências da ONU, entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aponta que 3 milhões de meninas e adolescentes correm perigo este ano de sofrer esta prática.
Por causa do Dia Internacional contra a Mutilação Genital Feminina que será realizado amanhã, a OMS, Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a População e Unaids, entre outras, disseram que esta prática tem sido reduzida devido ao envolvimento das comunidades e das famílias nos países onde isso ocorre. Mas está bem longe de ser eliminada totalmente. Mais (castelhano)
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Manolo Piriz
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Viagem pelo surrealismo português
Amanhã será transmitido o documentário Cruzeiro Seixas: o vício da liberdade, na RTP2 (21h30), oportunidade para uma digressão pelo surrealismo português.
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Daniel Melo
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quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Na era pré-télélé, ou quando nada parecia inverosímil
Estou agora a ver um filme antigo made in Hollywood, o 48 hours, e estou a divertir-me, pelo cómico voluntário... e pelo involuntário. O involuntário é o seguinte: o descuido habitual em filmes de acção, com ladrões a escapulir-se airosamente quando estavam debaixo das barbas da autoridade, e a reaparecer quando menos se espera... E, detalhe dos detalhes, um dos polícias protagonistas a telefonar para o outro, que está numa discoteca e atende de imediato o telefone... duma cabine telefónica...Ó meuze amigoze! Então, o tipo tinha deixado um recado sem hora marcada, e estava logo ali à mão de semear, à espera da chamada num telefone de cabine telefónica em plena discoteca?!
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Daniel Melo
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FCPorto B
Nem é preciso darmo-nos ao trabalho de confirmar esta leitura minuciosa de pmramires dum video que será sempre apenas um ângulo e parte do 'filme' para dizermos aquilo que ressaltou logo a quem viu o jogo na altura: uma agressividade desproporcionada por parte da equipa da casa, nunca antes vista e nunca depois repetida com qualquer outro adversário; picardias e bocas à margem do jogo, estimuladas por certos 'agentes'; não me lembro dum jogo anterior em que o SLB ou outro clube tenham sido assim recebidos em Braga; há muitos anos que o SLB não tinha assim uma recepção, sendo que a maior parecença se verificou em jogos com equipas do FCPorto onde jogava o actual treinador do SCB, nos idos de 90.
Isto tudo porque o SCB vem agora fazer-se de vítima a propósito de penalizações a 3 jogadores seus, as quais demoraram meses e meses infindos a ser efectuadas....
Para bom entendedor, o título deste post e o sentido do post de pmramires chegam... As imagens são apenas um ponto de partida para o que se quiser, dependendo da boa fé, experiência e subjectividade de cada um...
Jogos Lolímpicos 2010
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quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
O regresso em força da emigração?
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Desenvolvimento vs. ambiente?
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O mais antigo clube europeu de jazz reeencontra-se na praça da Alegria
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Labels: Cultura, Hot Clube de Portugal, música jazz
Ai-Pád, que estamos desgraçadinhos...
A acompanhar por «Défice deverá situar-se nos 8,3%» [o de 2010, que o de 2009 foi de 9,3%...].
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Daniel Melo
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Labels: cartoon, cartoonista GoRRo, choque tecnológico, défice, humor, José Sócrates, política económica
Transparência e igualdade de oportunidades: para acabar com o país do jeitinho, dos ajustes, da discricionaridade da intervenção estatal
Já não era sem tempo: «Petição lançada por arquitectos exige fim dos ajustes directos nas obras da Parque Escolar». A petição sobre os Ajustes Directos da Parque Escolar surgiu ontem e já vai em 600 subscritores.
Quem não acompanhou este tortuoso processo sempre apresentado como virtuoso pode ver este excelente trabalho de denúncia, debate e reflexão do blogger e arq.º Tiago Mota Saraiva.
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Labels: blogosfera, debate público, desigualdades construídas pelo Estado, governo, igualdade de oportunidade, livre concorrência, transparência
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
A ganância, até ao fundo dos abismos...
«Governos e banqueiros aproveitam Davos para enterrar a proposta de lançamento de uma taxa Tobin mundial».«A ideia, ressurgida com a crise, parece estar a ser substituída pela hipótese de criação de um seguro contra grandes crises financeiras».
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Daniel Melo
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Labels: Avarento, cartoon, cartoonistas Sean Hastings e Paul Rosenberg, crise económica, crise política, especulação financeira, humor, Que grande banquete
O olho do big brother, versão lusa
A ler, com apreensão: «Os cidadãos são cada vez mais tratados como se fossem todos suspeitos».Um excerto: «O presidente da Comissão de Protecção de Dados Pessoais diz que a lei chega sempre mais tarde que as tecnologias e que a concentração da informação é um cocktail explosivo».
A acompanhar pelo post «Como dizia o outro, quem abdica de uma liberdade…bem, vocês sabem o resto».
Na imagem, mural de Bansky, em Londres, entretanto destruído?
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Daniel Melo
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Labels: Banksy, liberdade, securitarismo, televisão, violência
É no que dá a excessiva proximidade entre políticos e jornalistas, e não é só em termos metafóricos, não...
Aqui o suco da última polémica, já carimbada como caso Crespo vs. Sócrates.
Já agora, qual é o restaurante de luxo que tem esta péssima acústica(?!) e/ou as mesas tão encavalitadas umas nas outras que se fica debaixo do cotovelo do vizinho?
ADENDA: «Sócrates queixou-se de Crespo a director da SIC»...
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Daniel Melo
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Labels: caso da perseguição política ao jornalista Mário Crespo, democracia, imprensa, jornalismo, liberdade de expressão
segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Manuel Serra (1931-2010), católico progressista, antifascista delgadista, socialista popular e otelista
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Daniel Melo
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Labels: antifascismo, democracia participativa, obituário, resistência, socialismo
Ainda a República, agora a propósito da sempre pulsante veia retórica
O mais engraçado foi que o PR português, obcecado pela simulação da sua aversão pública ao confronto e entalado pelo comemorativismo republicano, conseguiu a «quadratura do círculo» ao afirmar, no fim dum discurso a propósito da República, que o seu discurso era pela união de todos os portugueses, como se a divisão monárquicos vs. republicanos não existisse, ainda que minoritária. Um caso bicudo, mas já previsível.
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Daniel Melo
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22:56
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Labels: cartoon, cartoonista GoRRo, Cavaco Silva, celebrações, debate público, humor, Linguagem, República
domingo, 31 de Janeiro de 2010
Em caso de dúvida, marque tripla
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Daniel Melo
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Labels: celebrações, debater o debate, democracia, República, revolução
sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
David Copperfield kind of crap
Imagens: William Holden e Jane Caulfield. Da junção dos dois nomes surge o de Holden Caulfield que detestava cinema. «If there's one thing I hate, it's the movies. Don't even mention them to me.»
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Sofia Rodrigues
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Labels: Catcher in the rye, J. D. Salinger, literatura, obituário
JD Salinger 1919 - 2010
“What really knocks me out is a book, when you're all done reading it, you wished the author that wrote it was a terrific friend of yours and you could call him up on the phone whenever you
felt like it.”
in "The Catcher in the Rye"
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Paula Tomé
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quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Dignidade
Apesar do terremoto, o Haiti deve pagamentos exorbitantes pela “dívida externa da ditadura” de anos atrás. Assine a petição para cancelar a dívida externa do Haiti, a Avaaz e parceiros irão entregá-la ao FMI e Ministros das Finanças semana que vem.
É chocante: mesmo com ajuda sendo direcionada para as comunidades desesperadas do Haiti, o dinheiro sai por outro lado para pagar a dívida externa exorbitante do país. Mais de $1 bilhão de uma dívida injusta acumulada anos atrás por credores e governos inescrupulosos.
O chamado pelo cancelamento total da dívida externa do Haiti está ganhando força ao redor do mundo e já convenceu alguns governantes. Porém, rumores dizem que outros países credores ainda estão resistindo. O tempo é curto: os Ministros das Finanças do G7 irão tomar uma decisão semana que vem em um encontro no Canadá.
Vamos gerar um chamado global por justiça, compaixão e bom senso para o povo do Haiti neste momento de tragédia. A Avaaz e parceiros irão entregar o chamado pelo cancelamento da dívida externa diretamente no encontro. Clique abaixo para assinar a petição e depois divulgue para os seus amigos: http://www.avaaz.org/po/haiti_cancel_the_debt/?vl.
Mesmo antes do terremoto, o Haiti já era um dos países mais pobres do mundo. Depois que os escravos Haitianos ganharam a independência em 1804, a França demandou bilhões em indenização – lançando uma espiral de pobreza e dívidas injustas que já duram dois séculos.
Há alguns anos, campanhas globais pelo cancelamento de dívidas externas despertaram a consciência do mundo. Nos últimos dias, sob uma pressão crescente, financiadores começaram a dizer a coisa certa sobre o cancelamento da dívida externa do Haiti, que ainda é um fardo devastador para o país.
Porém o problema está nas entrelinhas. Depois do tsunami em 2004, o FMI anunciou um alívio no pagamento da dívida externa dos países atingidos – mas os juros continuaram a acumular. Quando a atenção pública diminuiu, os pagamentos da dívida eram maiores do que nunca.
Chegou a hora de cancelar a dívida externa do Haiti incondicionalmente para garantir que a ajuda enviada seja em forma de doação e não empréstimo. Uma vitória agora irá afetar a vida das pessoas do Haiti, mesmo depois que a atenção do mundo se dissipar. Participe do chamado pelo cancelamento da dívida externa e depois encaminhe este alerta para pessoas que se preocupam também».
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Daniel Melo
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Labels: exploração, Haiti, petição, Solidariedade, terceiro sector, tragédias humanitárias
O focinho não engana: Tom Ripley
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vallera
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terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
É impressão minha ou o minº das Finanças está na tv há +1h para disfarçar o facto da líder da oposição ter dado em 1.ª mão os maus défices de 2009-10?
PS: Já na fase de perguntas e respostas do inusitado briefing, um jornalista pergunta porquê só agora a apresentação do orçamento para 2010.
Ao que o ministro responde, triunfante, sem pestanejar: «Ainda é dia 26 [23h56], portanto, ainda estamos dentro do prazo. Eu trabalho 24h por dia, se for preciso.».
Por mim, não é!! Poupem-nos ao folclore!
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Daniel Melo
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23:49
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Labels: défice, governo, ministros, política financeira, Portugal, propaganda, redistribuição
Nos carris de Kafka...
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Daniel Melo
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segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Um trio memorável
Foi memorável a série de 4 concertos que juntou Fausto, Sérgio Godinho e José Mário Branco em Lisboa e Porto no outono passado. Por várias razões: a projecção dos artistas e sua diversidade de estilos; a riqueza da selecção do repertório (combinando músicas de que cada um gostava, de si e dos outros dois, com inéditos individuais ou em parceria, além de José Afonso); a qualidade das letras, músicas e arranjos; a valia do alargado conjunto de músicos acompanhantes; o caloroso público intergeracional (pese a maior presença de cinquentões e sexagenários); a raridade deste tipo de encontro, após os momentos de comunhão revolucionária de 1974/5 (mas também do exílio parisiense, no caso de SG e JMB). E, last but not least, a pertinência da música de intervenção e da sua articulação com baladas e outras canções.A barca dos amantes 4 Olha o fado
Mariazinha 5 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Rosalinda 6 Foi por ela
Quatro quadras soltas 7 Que força é essa
Canto dos Torna-Viagem 8 Eu vi este povo a lutar (Confederação)
A ilha 9 Maré alta
Não canto porque sonho 10 Inquietação
O charlatão 11 Na ponta do cabo
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Daniel Melo
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23:32
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sábado, 23 de Janeiro de 2010
Lino Neto, um católico peculiar na I República
Foi lançado nesta semana o livro António Lino Neto: Intervenções Parlamentares (1918-1926), que inclui uma biografia deste político católico pela laboriosa pena dum peão nosso conhecido... O qual nos traz deliciosas revelações sobre as 'construções' mitológicas dum outro católico bem menos dialogante e desempoeirado...Num dos vários estudos que publicou, A questão administrativa (o municipalismo em Portugal), Lino Neto tem esta tirada certeira que, infelizmente, continua actual: todos defendem em tom vigoroso a descentralização, sem que ninguém apareça a defender o centralismo; mas, uma vez no poder, ninguém concretiza a descentralização (ap. reportagem de A. Marujo no Público, 22/I, p.9-P2).
Em época de celebrações, é positivo não ficarmos só pelo elogio dos vultos republicanos, pois não foram só eles que trouxeram contributos válidos para a sociedade portuguesa, como bem aponta o prefácio de D. Manuel Clemente ao livro ora divulgado.
A obra resulta do projecto de investigação «Os católicos portugueses na política do século XX», e é coordenada por António Matos Ferreira e por João Miguel Almeida (vd. +inf. aqui).
Aos autores aqui ficam os meus parabéns!
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Daniel Melo
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Labels: descentralização, História, Igreja católica, João Miguel Almeida, liberdade, livros, Política
sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
Democracia de fachada
O quadro político angolano está tão viciado que poucos se deram ao trabalho de reprovarem a entorse democrática por detrás da recente aprovação da 1.ª constituição do país. E, no entanto, o facto do futuro presidente angolano vir a ser eleito pelo parlamento significa, na prática, carta branca para a perpetuação de José Eduardo dos Santos, o sr. todo-poderoso que se mantém no poder há 31 anos e que nunca venceu uma eleição própria. Um presidente vitalício não se usa em democracia. Eis o perverso paradoxo: o parlamento escolhe, mas quem manda é o escolhido! Perante este cenário, a nova lei fundamental já é conhecida como «a Constituição do Presidente». Que se junta assim ao novo bilhete de identidade, com uma foto do Pai da nação, como deve ser.
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Daniel Melo
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Labels: Angola, Cosmética, ditaduras, José Eduardo dos Santos, realpolitik
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Caderno de memórias coloniais
Porque a história do colonialismo português tem sido um dos meus temas de estudo e investigação, estou atenta ao que se vai publicando nesta área. Também procuro ler os livros de memórias e os romances históricos sobre o período colonial que vão aparecendo. Interessam-me, particularmente, as memórias, pois abordam as expriências de vida, as emoções, o quotidiano, aspectos que as fontes documentais oficiais, regra geral, não reflectem.Por estar atenta a essa literatura autobiográfica ou memorialística sobre África, escrita por portugueses que regressaram à antiga metrópole depois das independências africanas, posso dizer que Caderno de memórias coloniais (Coimbra, Angelus Novus, Dez. 2009), de Isabela Figueiredo (autora do blogue Novo Mundo), é um livro fora do comum. Ao contrário da esmagadora maioria da «emergente literatura dos 'retornados'» (como lhe chamou Sheila Khan), é um exclente livro em termos literários. E esse será o melhor motivo para ler e recomendar a obra. Acresce que consegue dar um contributo significativo para a desconstrução de uma imagem hegemónica e monolítica das vivências dos colonos portugueses em África. A partir das memórias de infância e adolescência, trabalhadas literariamente, somos confrontados com a sua visão do sistema colonial, do racismo, da sexualidade, do «retorno», da sociedade portuguesa... Como pano de fundo e elemento catalizador, a sua relação com o pai; figura que, para ela, a partir de certa altura, passou a personificar o colonialismo. Não obstante a educação e os valores cristãos que sempre lhe transmitiu.
O colonialismo português paternalista do pós-II Guerra Mundial, que a um ideário humanista (fundado numa suposta vocação ecuménica dos portugueses) continuava a aliar uma prática de violência, discriminação e exploração dos africanos, ganha corpo neste livro.
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Cláudia Castelo
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Museus transferidos para os municípios
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Daniel Melo
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Labels: descentralização, museologia, política cultural
Hope For Haiti Now
Em resposta ao terremoto que afetou o Haiti, a MTV Networks apresenta amanha, a partir das 21 horas, o concerto “Hope For Haiti Now” (Esperança para o Haiti Agora). Este show global foi organizado pelo ator George Clooney e terá a presença de mais de 100 artistas, com o objetivo de arrecadar fundos pras vítimas do terremoto.Até o momento, já estão confirmadas as presenças de Wyclef Jean, Bruce Springsteen, Jennifer Hudson, Mary J. Blige, Shakira e Sting, em Nova Iorque. Em Los Angeles, irão se apresentar Alicia Keys, Christina Aguilera, Dave Matthews, John Legend, Justin Timberlake, Stevie Wonder, Taylor Swift e uma perfomance conjunta de Keith Urban, Kid Rock e Sheryl Crow. No palco de Londres, se apresentarão Coldplay e uma atuação conjunta de Bono, The Edge, Jay-Z e Rihanna.
O programa será transmitido por todos os canais MTV e a estimativa e de atingir aproximadamente 640 milhões de lares em todo o mundo, incluindo a sua primeira cadeia na China, assim como outras grandes redes como a CNN, ABC, CBS e Fox.
O concerto também será transmitido ao vivo através de sites como YouTube, Hulu e MySpace e por algumas operadora de celulares (Estados Unidos e Europa). Além disso, no sábado, todas as apresentações estarão disponíveis para dowlond pago no iTunes.
Toda a renda será distribuída (em partes iguais) para as organizações que estão trabalhando efetivamente no Haiti: Oxfam America, Partners in Health, Cruz Vermelha, UNICEF e Fundação Yele Haiti.
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Manolo Piriz
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Da enciclopédia ao museu?
A monumental Enciclopédia da música em Portugal no século XX é hoje apresentada em Lisboa (Teatro S. Carlos, 19h), após 12 anos de trabalho duma equipa de 151 colaboradores dirigida pela Prof.ª Salwa Castelo-Branco (do Instituto de Etnomusicologia da FCSH-UNL). A obra, em 4 volumes, tem 1440 páginas, mais de 1250 entradas, 550 imagens e índices temático e onomástico. Segundo nota informativa, abrange as músicas erudita, popular, tradicional, o folclore, o pop-rock, o jazz, o fado, a canção coimbrã e a música nas comunidades migrantes. Aborda ainda «modos expressivos em que a música desempenha um papel central, como a dança, o cinema e o teatro». Por tudo isto, e pela qualidade do trabalho, é a 1.ª «grande obra de referência dedicada à música praticada em Portugal» no século passado.
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Daniel Melo
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Um divertidíssimo vídeo amimado sobre sexo seguro
A Aides, uma ONG francesa da luta contra a SIDA/AIDS, criou uma peça publicitária simplesmente genial para promover o sexo seguro e o uso da camisinha. Trata-se de uma animação onde um pênis pintado na parede de um banheiro público procura desesperadamente por um uma vagina... O vídeo é divertido, bem original, curto e pode ser visto por todas as idades. Veja-o até o fim.
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Manolo Piriz
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terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
A ver vamos no que dá em concreto
«Governo dá prioridade ao sector social no relançamento da economia» [no quadro das negociações do orçamento estatal português para 2010]
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Daniel Melo
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Labels: emprego, governo, política económica, política social, promessas, terceiro sector
Risco de pobreza subiu na UE, e rapa-se frio no ameno Portugal
Segundo dados revelados pelo Eurostat, 17% da população europeia está em risco de pobreza, sendo o risco maior entre crianças e idosos. Portugal está acima da média (18%), havendo países em pior situação (26% na Letónia, 23% na Roménia, 21% na Bulgária e 20% na Grécia, Espanha e Lituânia).Ainda quanto a Portugal, lidera um indicador bastante desagradável: 35% dos seus habitantes não tem capacidade para manter a casa adequadamente quente (face a 10% da Europa a 27; vd.+ aqui e aqui). Nem o aquecimento global resolve o problema...
Nb: imagem retirada daqui.
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Daniel Melo
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21:51
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Labels: desigualdades sociais, qualidade de vida, UE
segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
Místicos Cristãos
Místicos Cristãos - Janeiro a Julho de 2010
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Sofia Rodrigues
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21:55
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Labels: cristianismo
domingo, 17 de Janeiro de 2010
Apologia da democracia participativa
Os 80 anos do nascimento da única primeira-ministra portuguesa, Maria de Lourdes Pintasilgo, estão a ser celebrados com uma série de iniciativas importantes, a que se junta um alerta para a salvaguarda do Centro de Documentação Elina Guimarães, um espaço único de cultura e intervenção feminista em Portugal, obra da UMAR. Pintasilgo, que foi uma feminista convicta, decerto apoiaria esta causa, ela que também foi uma lutadora por causas progressistas e pela democracia participativa.Sobre o tributo a Pintasilgo, arrancou na 2.ª feira passada com a estreia do documentário Maria de Lourdes Pintasilgo, de Graça Castanheira, na FCG. O documentário, que traça um retrato da vida pública e privada de Pintasilgo, foi também exibido ontem na RTP2 (+inf. aqui). Para quem ainda pretenda (re)vê-lo, há pelo menos um servidor de tv por cabo que permite visualizar a programação da RTP mesmo após a sua transmissão.
O ciclo de debates «Cuidar a democracia, cuidar o futuro» foi delineado pela própria Pintasilgo em 1996 e visa reflectir sobre que tipo de democracia queremos. Concretizado pela instituição que divulga o seu legado, a Fundação Cuidar o Futuro, começa amanhã, na FCG, e decorre até 25/II, num total de 6 debates em distintos locais (vd. programa na imagem anexa ou aqui). Para mais informações sobre o conteúdo de cada sessão vd. aqui e aqui.
O centro feminista da UMAR, sediado em Lisboa, está em risco de desaparecimento desde 2005, e bem faria a edilidade em disponibilizar um espaço condigno para este tão relevante projecto, em vez de esbanjar o dinheiro em foguetórios Red Bulls e quejandos (vd. «Apelo ao presidente da câmara e ao governo»). Aproveita-se para indicar a petição: «Por um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa».
Para abrir o apetite, aqui fica um excerto certeiro do esboço de Pintassilgo para o seu ciclo de debates:
A mobilização das forças sociais é um novo factor a ter em conta no desenho e implementação das políticas públicas. Por isso um novo contrato social é exigido, extensível aos governos e à população, à própria natureza e a todas as nações do mundo.
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Daniel Melo
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15:30
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Labels: agenda cultural, democracia participativa, Documentário, feminismo, Maria de Lourdes Pintasilgo, petição, políticas da memória, Propostas por Lisboa, sustentabilidade, terceiro sector, tributo
sábado, 16 de Janeiro de 2010
Plantar árvores

Hoje no Parque Natural Sintra-Cascais foram plantadas 1000 árvores, à semelhança aliás do que já havia sido feito em Novembro. Há um provérbio chinês que diz qualquer coisa como "A melhor altura para se plantar uma árvore foi há vinte anos ou então é agora". A iniciativa está portanto de parabéns.
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Paula Tomé
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23:41
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Lourdes Castro
Ainda o fim de semana para ver a exposição de Lourdes Castro no Centro de Arte Manuel de Brito, Palácio dos Anjos.Exposição pequena, sem as suas, e minhas favoritas, «caixas» de memórias (col. CAM), onde harmoniosamente convivem artefactos de um Portugal acanhado, quando Lourdes Castro vivia já numa Paris artística.
Em Algés estão as sombras recortadas, fotografadas, bordadas numa multiplicidade de técnicas e com um espírito muito Arts and Crafts, só que Pop e em plexiglass.
Também um vídeo, inspirada entrevista à RTP, em que a autora conta o início da sua experiência artística em «caravana» para a Alemanha (o mesmo vídeo estava na exposição sobre o anos 70 no CAM).
Do folheto da exposição as palavras de Maria Arlete da Silva: «Conheci Lourdes Castro em Paris nos finais do anos 60 e a sua atitude perante a vida, os seu despojamento das coisas materiais, o proporcionar felicidade aos outros com pequenos gestos e o seu contacto com a natureza influenciaram profundamente a minha maneira de ver o mundo. As casas onde morou eram lugares mágicos. Recordo o sótão onde morou em Paris porque apesar de muito pequeno e nele morarem e trabalharem duas pessoas, a artista e o seu marido René Bértholo, tudo estava devidamente estruturado para as necessidades do casal. Ao fundo um jardim de vasos, depois uma cama com um lençol bordado com os contornos dos corpos dos dois artistas. Numa parede estava inserida uma pequena mesa tendo desenhadas na parede as silhuetas sentadas do casal. Havia ainda uma zona de trabalho para cada um deles. Num armário uma colecção enorme de carimbos.»
Depois, em Março, outra exposição em Serralves da sua faceta gráfica no grupo KWY. E é bom ver mostras mais ou menos sistemáticas de uma artista maior como Lourdes Castro.
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Sofia Rodrigues
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sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Ninguém pára o Alegre, ninguém pára o Alegre, alé ô!
Como republicano, quero uma República moderna, escola pública, serviço nacional de saúde, protecção social, direitos políticos individuais articulados com os direitos sociais, culturais e ambientais. Como socialista, acredito na possibilidade de construir uma sociedade mais justa e solidária, através de serviços públicos geridos, não pela lógica do lucro, mas pela realização do interesse geral, e através de um novo modelo económico onde se conjuguem planeamento e concorrência, iniciativa pública e iniciativa privada.
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Daniel Melo
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22:09
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Labels: candidatura, democracia, democracia participativa, esquerda, Manuel Alegre, socialismo
Momentos «jamais» da nova temporada
O ministro que afiançou «jamais» se construir o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete já saiu de cena, mas parece ter contaminado os seus correlegionários. Ora vede aqui 2 exemplos recentes: o edil António Costa em piruetas com o dinheiro do mexilhão («A “indignação” dá-lhe asas») e o ministro António Mendonça em delírios turístico-tecnológicos, que saltam do futuro («Lisboa pode-se transformar por exemplo na praia de Madrid») para o passado enquanto o diabo esfrega um olho, e sempre com grande sentido de oportunidade e argumentação (vd. balancete em «Dos carroceiros tristes aos burros felizes»).
Madrid?! Qual quê! Riviera do Mundo e mai nada!
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Daniel Melo
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21:50
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Sardinha da costa portuguesa já tem certificado de qualidade
Parabéns à sardinha que se banha nesta costa atlântica: desde hoje passa a ter certificação de qualidade, para defender a sustentabilidade dos recursos e valorizar a espécie no mercado. O selo de garantia é atribuído pela MSC, uma «organização internacional sem fins lucrativos responsável pelo único programa de certificação mundial do pescado» (+aqui). Que simples e boa ideia esta!Já agora, dizer que a sardinha tem, desde 2005, um grupo de fãs especialistas, a Confraria da Sardinha.
A imagem de Nuno Saraiva tem esta suculenta explicação.
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Daniel Melo
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21:32
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