Afinal a dívida da Madeira ao Estado português não é de €5800 milhões, como dizia Jardim e o seu sec.º regional do Plano e Finanças há 7 dias atrás, mas de €6328 milhões, anunciou esta noite o ministro das Finanças. Ou seja, uma diferença de quase €500 milhões.sexta-feira, 30 de setembro de 2011
É fartar vilanagem
Afinal a dívida da Madeira ao Estado português não é de €5800 milhões, como dizia Jardim e o seu sec.º regional do Plano e Finanças há 7 dias atrás, mas de €6328 milhões, anunciou esta noite o ministro das Finanças. Ou seja, uma diferença de quase €500 milhões.
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Daniel Melo
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Esta reforma administrativa é válida?
Pelo que deu para ler sobre o respectivo livro verde, sim e não. Eu ex-pi-li-co.
Sim, porque pretende cortar em desperdício de fundos públicos e em racionalizar parte da máquina da administração local, como p.e., reduzindo os executivos camarários via lógica monocolor, cortando no absurdo de vereadores da oposição (essa tem espaço próprio na assembleia municipal). A extinção dos governadores civis é de aplaudir, mas já fora aprovada há umas semanas atrás.
Não, porque mantém um n.º elevado de vereadores (8 para executivos monocolores não é demais?), porque corta nas freguesias aparentemente sem um critério coerente e adequado, porque não avança um critério adequado para a fusão dos municípios. Mas os principais limites são outros.
Em primeiro lugar, porque mantém o princípio das empresas municipais, que são o grande cancro da administração local, pois é daí que vem o grande buraco, isto segundo a troika. Devia-se, pura e simplesmente, extinguir TODAS as empresas municipais, as direcções-gerais servem perfeitamente para o serviço.
Em segundo e último lugar, porque recupera a figura das comunidades intermunicipais, que nada fizeram nos tempos dos governos Durão Barroso/ Santana Lopes, e que são, sobretudo, um modo demagógico de ocultar a necessidade da existência dum poder político-administrativo intermédio legitimado entre os poderes central e local para a boa racionalização dos recursos públicos e para o envolvimento dos cidadãos na coisa pública, dois pontos fulcrais de qualquer democracia digna desse nome.
E mais não digo, já deve chegar para meditação.
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Um yes man dos especuladores em discurso directo, ou como funciona a cabecinha dos tipos que estão a afundar a economia mundial
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domingo, 25 de setembro de 2011
Mudanças no mapa político europeu
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Júlio Resende (1917-2011): o pintor da ribeira
Júlio Resende, que hoje faleceu, teve uma longa vida como artista plástico, com parte da sua obra ocultada pela nobre pintura: refiro-me à ilustração e bd para diários portuenses nos anos 40-50, com personagens como «Matulão e Matulinho», «O Fagundes Arrepiado», «O Senhor Freitas» e «O Feli-Feli». Para a revista O Papagaio fez uma bd adaptando Robinson Crusoe. Nada mau. Merece uma retrospectiva na BD Amadora.
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A esquerda no seu labirinto
Discutiu-se hoje uma proposta de Lei de Bases da Economia Social no parlmento português. A ideia não foi lançada pela esquerda, mas sim pelo PSD. Para maior espanto, toda a esquerda parlamentar (PS, BE, PCP e Verdes) recusou em Fevereiro passado esta mesma proposta.
A proposta visa «delegar mais atribuições ao sector social» quanto a oferta e creches, centros de dia e lares de idosos. Neste momento, o Estado apenas cobre 4,6% destas áreas (leram bem). Isto já é assim há décadas. Tenham sido os governos PS, PSD, PREC ou Estado Novo. Leram bem, novamente.
Neste âmbito, o PSD quer dar um novo enquadramento jurídico às associações voluntárias que mais colam com o seu ideário, i.e., IPSS, ong's, fundações, além de associações ambientalistas e cooperativas.
A oposição, pela voz do PCP, é contra, porque acha a proposta de lei «desnecessária» e porque «o funcionamento destas organizações está consagrado na Constituição», além de significar «uma desresponsabilização do Estado».
É verdade que é um alheamento do Estado, mas ele vem do PREC, quando o PCP também era governo. Quanto à Constituição, é o PCP o partido que mais se bate para que haja regulamentação do articulado referente às organizações da sociedade civil, às organizações populares de base territorial. E esta hein?
A ideia de que uma posição de esquerda implica obrigatoriamente um intervencionismo estatal só serve para reforçar quem há muito tem o poder através do Estado, e não é a esquerda. O jacobinismo pavloviano é o alibi perfeito para quem tem uma noção paternalista dos povos, acha que tudo tem que ser dirigido do topo (sejam elites ou vanguardas esclarecidas) e não quer pensar o mundo tal qual ele existe hoje e não há 200 anos atrás.
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sábado, 17 de setembro de 2011
Até quando continuará este sr. impune?
O forróbodó continua na Jardimlândia, agora com a ajuda da administração pública regional na ocultação de despesas desde 2008, caso inédito em Portugal.«Desvio [nas contas da Madeira] igual ao dobro da sobretaxa do Natal»
«Dívidas da Madeira obrigam a revisão dos défices entre 2008 e 2010», por Ana Rita Faria
Adenda: para se perceber até que ponto isto só foi possível com muitas altas cumplicidades vd. o ex. do PR: «Cavaco Silva entre o silêncio e o elogio à Madeira».
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Isto é uma democracia?! A sério?!
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Pé-ro-las do mi-nis-tro Ras-par
«Tem de se começar por reconhecer que é fundamentalmente diferente anunciar medidas de corte de despesa e efectivar cortes de despesa» [1-0 contra La Palisse]«neste momento, essa possibilidade [novas subidas de impostos] não faz parte do cenário central» [prémio de encenação 2011]
«Existem sempre limites aos sacrifícios. Estou convencido que os limites que os portugueses estão dispostos a aceitar para resolver esta verdadeira crise nacional são elevados. Os portugueses estão determinados a fazer o que for necessário para superar a crise e para colocar Portugal num caminho de prosperidade e afirmação na Europa e no Mundo» [então, existem limites ou não?]
Fonte: «Medidas do lado da receita são as únicas concretizáveis em tempo útil».
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domingo, 4 de setembro de 2011
Fim de férias
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Anónimo
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Um stakhanovista inesperado
Ele foi o folhetim da semana, à míngua de revelações pelas bandas telenovelescas. Saiu, foi empurrado, fugiu, emboscado. A coisa tinha todo o suspense do mundo. A sombra pairava sob uma estrela.Até que... Até que o mister tranquilidade veio dizer que a pessoa em causa desertara. Oh! Que coisa feia!!
Contudo, há algo de errado neste desfecho ingrato. A bem dizer, algo de deslocado. Na origem esteve uma genuína e indesmentível vontade de trabalhar em prol da pátria, ressoando a gesta produtiva dos stakhanoves de outrora.
Abelhinha workaholic, talvez. Agora, militar desertor? Vindo dalguém também conhecido por ser formiguinha no meio do campo?
Vá, revejam lá o guião, que a coisa está mal contada. Mereceis melhor.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Um dia de vassalagem em Berlim
O passeio do premiê luso à capital da Eurolândia fica como aquele em que aceitou a derradeira cláusula do diktat germânico.Para finalizar bem o dia, um esclarecimento urgente: as novas medidas que retiram uns tostões aos ricos são só por 2 anitos. Doutro modo, os pobres e remediados ainda podiam ficar mal habituados...
Portanto, nada de modernices como as pedidas por milionários dos EUA, Alemanha e França, que exortaram os respectivos governos a cobrarem uma taxa sobre as grandes fortunas. Ou pelo inesperado presidente Cavaco Silva. Segundo a imprensa, «a posição do primeiro-ministro português é um "não" rotundo». E porquê? Ora, muito simples: «"porque precisamos de atrair fortunas, investimento e capital externo", argumenta Passos Coelho, numa entrevista publicada hoje pelo diário espanhol El País».
E prossegue: «Em relação à assimetria fiscal em Portugal entre os rendimentos do trabalho e do capital (a taxa dos primeiros é o dobro da dos segundos para o mesmo nível de rendimentos), Passos lembra que "a assimetria fiscal é patente em toda e UE"».
Ainda bem que há puros que não sabem que países como Portugal têm muito mais desigualdade que a maioria dos restantes países. Corriam o risco injusto de os apelidarem de anti-patrióticos...
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domingo, 28 de agosto de 2011
À descoberta do arinto (para o Sérgio)
Não é fácil topar o vinho pretendido quando se procura uma casta em particular, isto em Portugal e Espanha, que noutros países não sei o que se passa. A maior parte das empresas não identifica as castas, ou as percentagens, ou então há pouca informação na imprensa especializada sobre os chamados vinhos varietais ou monocastas.
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sábado, 27 de agosto de 2011
Dois povos, dois Estados, dois países, agora!
A Avaaz fez um pequeno, mas emocionante vídeo [vd. em baixo] mostrando que essa proposta legítima é de fato a melhor oportunidade para acabar com o beco sem saída das infinitas negociações mal-sucedidas e abrir um novo caminho para a paz.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Depois da Tunísia e do Egipto, a Líbia, finalmente...
Deu-se ontem a tomada de Trípoli pelos líbios revoltosos. Menos um ditador a poluir o meio ambiente. Menos uma ditadura a pesar no ainda desfavorável balanço entre ditaduras e democracias no mundo. Demorou meio ano, 4 meses após a participação da NATO no esforço de guerra dos insurrectos.O jornal Público pergunta na sua manchete de hoje se «Está o país preparado para governar sem Khadafi?». Como sucede no imediato pós-ditadura em muitos países, surge um vazio de poder. Acontece e costuma ser bem aproveitado para o combate democrático. Parece-me que a pergunta mais importante a fazer é qual o papel que os Estados democráticos estão dispostos a desempenhar para ajudar a Líbia a seguir no bom caminho. Essa sim, parece-me a questão certa. Já chega de sacudirem a água do capote.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A palavra a quem percebe da poda
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Daniel Melo
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Afinal, estava certo quem contestava a negociata do terminal de Alcântara
«Alargamento do terminal de contentores de Alcântara chumbado por razões ambientais», por Ana Henriques
nb: vd. historial do caso aqui.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A propósito de desportos radicais e de pilhagens, doutro jaez, claro (não sei porquê mas acho que conheço este tipo...)
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
E entretanto no Pacific Northwest
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Zèd
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Um bom Ramadão!
Desejo aos amigos muçulmanos por esse mundo fora um bom Ramadão. Esperemos que no fim do mês o Kadhafi, o Salem e o Bashar já tenham ido à vida.
... entretanto há mais um país do Médio Oriente que é atingido por uma vaga de contestação social. Isto vai ser interessante de seguir.
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Zèd
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