Com este artigo, Francisco José Viegas pretende defender a ideia que o rigor ortográfico é fundamental para a compreensão de um texto mas acaba por provar que não o é.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Rigorosamente paradoxal
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João Caetano
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O todo e a parte da "facilidade em despedir"
Título da SIC Notícias on-line sobre a intenção do Governo querer "facilitar" os despedimentos por justa causa: Mais facilidade em despedir
Também podiam ter posto: Mais facilidade em contratar. Ou: Mais protecção fora do emprego. Ou: Mais aposta na formação.
Isto é importante porque o está em causa - uma relativa aproximação ao dá pelo nome de "flexisegurança" - são mudanças múltiplas no desenho das instituições do mercado de trabalho. Ver as coisas apenas pelo prisma da maior facilidade dos despedimentos é bastante redutor e tendencioso - quanto mais não seja porque, convém não esquecer, Portugal é dos países da Europa com o mercado de trabalho mais regulado e onde os despedimentos são, por lei, mais complicados, em particular nos trabalhadores com contrato sem termo. Já o tinha referido aqui. Depois posso voltar ao assunto, que é sempre mais complicado do que parece, em particular a diferença entre a rigidez da lei e a relativa arbitrariedade na sua aplicação - o que mostra a fragilidade e ilusão de termos leis que contemplam uma forte protecção.
Recupero parte de um post que escrevi em Junho do ano passado no Véu da Ignorância, e que apresentava um gráfico que ajuda a perceber alguns dos dilemas inscritos no desenho de uma política de mercado laboral, em particular o trade off existente entre os a protecção social fora do emprego e a pro
tecção laboral em alguns países na Europa: a maior protecção de um lado tende a variar inversamente com a protecção do outro. Nos países nórdicos opta-se por reforçar o apoio às pessoas no desemprego em detrimento de criação de dificuldades excessivas aos despedimento; nos países do Sul adopta-se a solução inversa.
Convém lembrar que é nos países do Norte da Europa que taxas de desemprego são mais baixas e onde as fronteiras entre insiders (empregados) e outsiders (desempregados) são mais ténues.
*Gráfico retirado de um working paper da Columbia University, intitulado "Civic Attitudes and the Design of Labor Market Institutions: Which Countries can Implement the Danish Flexicurity Model?", da autoria dos economistas franceses Yann Algan e Pierre Cahuc.
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Hugo Mendes
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segunda-feira, 4 de junho de 2007
Campos de bola forever
Fim de semana de bola.
Vi, em diferido, os rapazes Quaresma, Nani, Deco e Postiga a darem um bailarico a' Belgica (pobre Belgica de Van Den Berg, de Gerets, de Pfaff, de Scifo). Pobre Belgica, grandes rapazes.
Depois vi, em directo, o Genoa (de Genova) perder com o Mantova (de Mantua) no ultimo minuto dos descontos, a jogar contra 10, e depois de ter falhado para ai uns 8 golos feitos no segundo tempo. Agora o jogo contra o Napoles, no proximo domingo, em Marassi, e' absolutamente decisivo, com o Genoa a ter de ganhar para poder subir. Tornei-me, por afinidade, um adepto genoano, o que quer dizer procurar sempre, inevitavelmente, o caminho que leva ao sofrimento e, no fim,...
(para quem nao tenha percebido estou a falar da segunda divisao do campeonato italiano, que acaba no proximo domingo, depois de 42 extenuantes jornadas. E', sem sombra de duvida, o campeonato mais dificil do mundo).
E por fim recomendo-vos esta serie de fotografias a campos de bola do holandes Hans Van den Meer, tiradas durante jogos amadores um pouco por toda a Europa, incluindo no Porto, Perafita e Valadares. Para quem, como eu, acha que um relvado de futebol e' o arquetipo da beleza rural, estas fotos sao uma maravilha bucolica, virgiliana.
(raios, o Virgilio era de Mantua)
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andre
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domingo, 3 de junho de 2007
E para quem acha que hoje em dia já não se marcam golos espectaculares
Do renascido enfant terrible do futebol francês: Nicolas Anelka.
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Zèd
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15:08
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Womenage A Trois
Aqui um excelente post da FuckItAll . E já agora, parabéns aos 3: à FuckItAll , à Shyznogud e ao
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vallera
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sábado, 2 de junho de 2007
Brincadeira de mau gosto
Afinal o tal Reality Show da TV holandesa sobra a doação de orgãos era falso, uma farsa portanto. A suposta doadora de rins não é uma doente em fase terminal, é apenas uma actriz e não vai doar orgão nenhum. Já os três concorrentes que lutavam por um rim novo são de facto doentes que necessitam da doação, e vão continuar a necessitar. Foi "apenas" uma brincadeira de mau gosto. Dizem os produtores que o objectivo era chamar a atenção para o problema da falta de orgãos para transplantes. De caminho fazem mais um espectáculo sórdido (que diferença faz que seja uma simulação?), conseguem audiências brutais, encaixam um milhões em publicidade nos intervalos, tudo por uma causa nobre.Mas o mais triste mesmo é que os produtores têm razão. Conseguiram muito provavelmente, através deste triste espectáculo, fazer mais pela doação de orgãos do que milhentas campanhas de sensibilização.
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Zèd
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sexta-feira, 1 de junho de 2007
Dia da Criança
Lembram-se quando o Dia da Criança era uma celebração socialista e pintávamos com digitinta e cantávamos «Uma gaivota, voava, voava...» ?
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Anónimo
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As eleições afinal são para todos
Eis o 4.º e último assunto do balanço de Maio: a decisão do Tribunal Constitucional sobre as eleições intercalares em Lisboa e a reconfiguração do xadrez político nacional.Nunca houve tantos candidatos ao município da capital. Desde que uma parte tenha qualidade não vem mal ao mundo. Quanto a coligações, não vale a pena fingir: na actual conjuntura era inviável. Mas estes 2 anos até às eleições municipais gerais deviam propiciar o amadurecimento de consensos. O que está em jogo agora pode ser algo mais profundo: a reconfiguração do espectro político-partidário nacional. Esqueçam as balelas do VPV e as suas sentenças sobre populismos, distribuídas a metro por todos e indistintamente; a questão é bem mais séria.
À esquerda, trata-se de afirmar um espaço de socialismo democrático que talvez nunca tenha existido dum modo sustentado neste último trinténio, pelo menos nos campos programático, social e cultural.
À direita, trata-se de autonomizar 2 áreas: a liberal e a conservadora, assumindo esta uma postura mais intervencionista. Aqui será mais complicado: onde se situará, por ex., Bagão Félix? Ou será que se trata tão-só de salvaguardar a existência duma direita (face à influência anestesiante dum centro corrosivo), personificada no populismo peronista de Santana Lopes, Filipe Meneses, Carmona e demais seguidores?
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Daniel Melo
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quinta-feira, 31 de maio de 2007
Estaline e a Guerra Civil de Espanha (agenda)
A pedido de um proto-peão, aqui fica o anúncio duma conferência sobre a Guerra civil de Espanha (esta 5.ª, às 17h30, no ISCTE), por Daniel Kowalsky, um dos maiores especialistas da actualidade:"No âmbito do seminário permanente que tem vindo a decorrer desde o mês passado dedicado ao tema Comunismos: História, Poética, Política e Teoria, tem lugar na próxima quinta-feira, no auditório B203 do ISCTE (edifício novo), às 17,30h., a sessão dedicada ao tema «Comunismo na guerra civil de Espanha».
O conferencista é desta vez DANIEL KOWALSKY, Professor da Queen’s University de Belfast e actualmente um dos mais reputados especialistas mundiais sobre este tema. A sua tese de doutoramento realizada na Universidade de Wisconsin, Stalin and the Spanish Civil War, mereceu o American Historical Association's Gutenberg-e Prize em 2001. Actualmente desenvolve também pesquisa sobre cinema espanhol na época da transição para a democracia e é ainda o editor da série respeitante à União Soviética da publicação oficial dos Documentos Britânicos de Política Externa. Tem orientado seminários de investigação na Sorbonne e na London School of Economics, bem como em Espanha e nos EUA.
Em conclusão da sua tese, defende que «em todas as facetas do envolvimento soviético nas questões espanholas durante a guerra civil, a posição de Estaline nunca foi de força, mas antes de fraqueza». A iniciativa conta com o apoio do British Council e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia."
Nb: mais informações sobre a restante programação do seminário aqui; imagem retirada daqui.
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Daniel Melo
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Labels: comunismo, Daniel Kowalsky, Guerra Civil de Espanha
MECENAS, MECENAS
Uma leitura encenada, pelos Artistas Unidos.
Começa entre as 14h30 e as 15h00.
Depois, e até por volta das 23h, vão ser lidas mais peças e mais textos, em tom animado.
Para mais informações, veja aqui o site.
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vallera
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00:37
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Retaliação no funcionalismo público (balanço do mês)
Em 3.º lugar, cabe falar da punição de um funcionário público (da Direcção Regional de Educação do Norte) por contar uma anedota alegadamente «lesa-majestade».
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Daniel Melo
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quarta-feira, 30 de maio de 2007
Sindicalismo precisa-se!
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Renato Carmo
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Labels: greve, sindicalismo
O fim de uma luta
Cindy Sheehan perdeu um filho, Casey, na Guerra do Iraque. Casey morreu dias depois de ter desembarcado no Iraque como soldado. Cindy Sheehan tornou-se conhecida quando comprou um terreno em frente ao rancho de George W. Bush no Texas, e lá montou um acampamento de protesto. Exigiu ser recebida por Bush para que este lhe explicasse por que nobre razão morreu o seu filho, nunca foi recebida. Tornou-se uma das figuras emblemáticas do movimento anti-Guerra nos EUA, e dedicou-se a tempo inteiro ao activismo. Depois de ter perdido três anos, o seu casamento, todo o dinheiro da indemnização devida pela morte do seu filho e pela venda de livros, e ter passado por problemas de saúde, Cindy Sheehan resolveu parar. Ou talvez tenha resolvido tentar a última tática: o silêncio.Escreveu um post muito amargo onde explica a sua decisão.
"The most devastating conclusion that I reached this morning, however, was that Casey did indeed die for nothing."
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Zèd
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18:20
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Labels: Cindy Sheehan, EUA, Iraque, pacifismo
Trinta e tal anos para escrever uma tese que no fundo se podia resumir num sms:
Tudo dpende d tudo.As 5 na creche,ok?Bjs
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andre
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14:36
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David Bordwell
Para quem gosta de cinema, especialmente do teórico David Bordwell, aqui fica o site, repleto de críticas, blogues, livros, etc..
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vallera
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Labels: cinema, cinema americano, David Bordwell
Debates de St.ª Engrácia (balanço do mês)
Eis o 2.º assunto que ficou por falar, o putativo aeroporto da Ota.Enfim, foi abordado via cartoons, mas vale a pena aprofundar.
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Daniel Melo
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00:30
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Vida (às vezes) com TV
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Anónimo
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Labels: Câmara Clara, Jorge Silva Melo, televisão
Voos ministeriais... rasantes (balanço do mês)
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Daniel Melo
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Labels: cartoonista GoRRo, humor, Ota
Here we go again...
Vai uma Guerra Fria como nos velhos tempos?
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Zèd
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Labels: Guerra Fria, Política


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