«Suicídio em frente ao Parlamento abala a Grécia», por Isabel Gorjão Santos, com agências
«Greek man shoots himself over debts», por Helena Smith
Somos todos gregos, cada vez mais...
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Daniel Melo
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Labels: austeritarismo, crise política, direitos humanos, esperança, Grécia, morte, suicídio
Anteontem diziam: os cortes nos subsídios de férias e Natal só vigorarão em 2012 e 2013.
Hoje dizem: «Função pública: Primeiro-ministro diz que subsídios de férias e Natal só serão repostos em 2015» (politiquês retorcido que significa que também vão retirar os subsídios salariais à função pública e aos reformados em 2014).
Que credibilidade tem um governo destes?
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Daniel Melo
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Labels: austeritarismo, crise económica, crise política, défice, demagogia, desigualdades construídas pelo Estado, governo, Pedro Passos Coelho
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Labels: austeritarismo, desigualdades construídas pelo Estado, Durão Barroso, governo, salários, UE
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Daniel Melo
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Labels: Câmara Municipal de Lisboa, caso Bragaparques, escândalo político, Feira Popular, Justiça, Lisboa, Parque Mayer
O n.º 202 da revista Análise Social, que acaba de sair, integra um texto meu com diagnóstico e propostas para renovar a política científica em Portugal, num quadro de crise aguda com indícios preocupantes também neste domínio das políticas públicas. Chama-se «Ciência para o futuro – a propósito do relatório estratégico do Conselho Científico das Ciências Sociais e das Humanidades» e, como o título indica, parte da leitura dum relatório central para a definição da política pública nesta área, «Ciências Sociais e das Humanidades: mais excelência, maior impacte», elaborado recentemente por um órgão consultivo da agência científica FCT e presidido por José Mattoso. Além de abordar criticamente as suas principais propostas e medidas, também avanço com propostas minhas. Escrevi esse comentário porque entendo que o relatório em apreço deve ser lido, estudado e, se for caso disso, apoiado para servir de documento estratégico na orientação e tomada de decisão política.No meu texto cito o testemunho dum físico belga e perito em política científica, Jean-Pierre Contzen, que nos interpela a todos: «Se não sairmos da crise em dois anos, vai haver problemas com a ciência portuguesa».
Entretanto, soube-se que a área dos Estudos Africanos deixou de ter um concurso específico no âmbito dos concursos de Investigação & Desenvolvimento que a FCT abriu este ano. Tal concurso específico surgiu em 2004 e foi um contributo decisivo para a consolidação impressiva desta área de estudos. Essa medida política deve ser motivo de perplexidade, por 4 razões principais: 1.ª) por ser uma área estratégica para o aprofundamento da lusofonia, eixo prioritário da política externa do Estado português; 2.ª) por ser uma das duas únicas áreas interdisciplinares existentes, num contexto em que se torna cada vez mais ingente reforçar a interdisciplinaridade; 3.ª) por ignorar o relatório supracitado do conselho consultivo presidido por José Mattoso; 4.ª) por não ter havido contacto directo com os principais visados por esta medida. Creio que estes são argumentos ponderosos que devem servir para repensar seriamente se se deseja que esta seja uma opção definitiva.
Para que não digam mais tarde que não houve chamadas de atenção e vontade em debater publicamente e construtivamente esta questão magna para o desenvolvimento do país.
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Labels: ciências sociais, debate público, emprego, governo, lusofonia, política científica, política externa, sustentabilidade
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Labels: carga policial, História, humor, Museu do Traje, violência
«Morreu Tabucchi, o escritor italiano que escolheu Portugal», por Sérgio B. Gomes, João Pedro Ferreira e Nicolau Ferreira
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Labels: agenda cultural, Antonio Tabucchi, cultura portuguesa contemporânea, ditaduras, Itália, literatura, memória colectiva, obituário
Para fintarmos o Portugal sentado, deixo-vos com mais 3 bons registos na cultura:
1) a descentralização continua por obra das novas redes culturais (5 Sentidos, Recentrar), como no-lo confirma Tiago Bartolomeu Costa («Em rede»)
2) os editores lusos de literatura infanto-juvenil foram as estrelas de feira em Bolonha, diz-nos a Rita Pimenta («Os livros infantis portugueses estão a conquistar o mercado internacional»)
3) o cineasta grego Angelopoulos, recentemente falecido, tem direito a retrospectiva na Cinemateca Portuguesa e é revisitado criticamente por Augusto M. Seabra («Olhar a Grécia»)
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Daniel Melo
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Labels: agenda cultural, cinema europeu, cultura portuguesa contemporânea, descentralização, livros, política cultural
Pois, pois, porque é já hoje a 3.ª edição dessa festa do livro e das suas gentes que o livreiro Manuel Medeiros organiza com tanto entusiasmo e rigor, sempre em Setúbal, na Av. 22 de Dezembro, 23, pelas 15h. Fica o desafio para quem puder, pois já são muitos os que prometeram comparecer. Este ano não posso, mas para o ano irei novamente.
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Daniel Melo
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Labels: agenda cultural, debate público, livrarias, livros, Manuel Medeiros
«Campo de Ourique à espera do centro cultural prometido», por Inês Boaventura
A informação detalhada está no blogue do movimento SOS Cinema Europa.
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Labels: Lisboa, política cultural, Propostas por Lisboa, terceiro sector
«Um vinho para testar a marca Salazar», por Graça Barbosa Ribeiro
«No mínimo, é de mau gosto, no máximo um insulto às vítimas do Estado Novo»: opinião de Filipe Ribeiro de Menezes, o historiador em voga do jornal Público
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Labels: Câmara Municipal de Santa Comba Dão, neo-realismos, Salazar, vinhos de colheita tardia
Mas como dizer a um desempregado, a um criador sem condições financeiras de produção, a um recém-licenciado sem emprego nos tempos próximos e com uma expectativa de vida de 75 anos que, sendo racional, deverá ser optimista? Claramente, dizê-lo seria cair na demagogia; há que ter bem presente que a tese bem fundamentada de Ridley [The rational optimist] é sobre a espécie humana e a sua longa história, não sobre o indivíduo em particular. Mas é sobre a situação de fragilidade individual que tem intervindo a maioria dos governantes europeus, e os portugueses em especial: ao construírem uma auto-representação negativa, miserabilista, culpabilizada das sociedades que actualmente governam, exercem uma chantagem emocional e condenam [...] as sociedades a que pertencem a uma extinção simbólica.
Este pessimismo apocalíptico [...] é resultado da incultura, da negação da democracia [...] e da atracção pela barbárie.
António Pinto Ribeiro, «O racional optimista», Público, 2/III/2012, p.39-Ípsilon
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Labels: António Pinto Ribeiro, biologia, citações, Cultura, democracia, elites, Ética
São combates de várias gerações, mas só uma celebrará amanhã o Dia do Estudante (na Reitoria da Universidade de Lisboa). Com legitimidade, diga-se: é que este sábado passam 50 anos sobre o dia que marcou o arranque do protesto estudantil em Lisboa contra a ditadura salazarista.A celebração nesse ano de 1962 foi abruptamente proibida pelo regime, para travar a propagação da acção anti-colonialista surgida em Coimbra, e os estudantes reagiram: a Reunião Inter-Associações decretou Luto Académico para 26 de Março. O protesto ressurgiu em Coimbra e deu origem a várias formas de luta: greve de fome com ocupação da cantina, manifestações de rua, panfletos, jornais, etc. O rastilho marcaria os anos 60.
O festejo nacional do Dia do Estudante foi, segundo o dirigente estudantil José Joaquim Fragoso (AEIST, 1945-52), uma ideia que surgiu em reunião entre academias, e pretendia ser mobilizador para todos os universitários. Nessa altura o dia escolhido foi 25 de Novembro, que então representava uma «tomada da Bastilha» na academia de Coimbra, nos idos de 1921. Pelo meio houve outros combates, como a reacção a diploma de 1956 que pretendia acabar com as associações de estudantes (refiro-me ao malfadado decreto-lei 40900). Só em 1974 é que ficou definido o dia 24 de Março, em tributo aos eventos.
A geração de 62 criou um site muito interessante, o «Crise de 62», com notícias, cronologia, documentos, depoimentos & etc. Vale a pena vê-lo.
PS: destaques da cobertura pelos media: reconstituição da greve de fome (Expresso, já on-line); artigo grande na revista de domingo do Correio da Manhã; a RDP1 vai estar em direto da Reitoria no próximo sábado (das 12 às 13h).
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Labels: anticolonialismo, democracia, dia do estudante, protestos, resistência, tributo
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Já está no terreno a próxima greve geral em Portugal. Infelizmente, esta não é unitária, mas também não é só da CGTP: «A austeridade é a arma deles, parar é a tua». A intenção une os trabalhadores.
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Labels: CGTP, desemprego, greve, trabalho
Nem mais nem menos: em noite de jogo frenético, o SLB ganhou merecidamente ao FCP e, a haver justiça poética plena, teria ficado 4-2. Foi 3-2, mas o jogo foi bem disputado e emotivo. A Taça da Liga é troféu secundário, certo, mas o FCPorto veio com toda a força (o resto foi bluff descarado).
Perante tal perfume inibriante, a eminência parda do futebolês tuga correu a terreiro para o seu papel preferido deste último trinténio: o de fustigar a arbitragem e tutti quanti para condicionar as arbitragens das jornadas seguintes a seu favor. Já só cai quem quer, ou quem lhe deve. O problema é que, no duelo anterior, o FCP só ganhou com um 3.º golo em fora-de-jogo (o resultado justo desse jogo teria sido 2-2), mas com essa vitória passou a liderar o campeonato. E é dessas arbitragens que os dirigentes do FCP não falam. Não lhes convém.
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Labels: futebol, mitomanias, Sporting
Para os interessados é favor consultar o Barómetro Político Marktest.
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Labels: crise política, governo, PSD, sondagens
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Labels: alternativa política, António Costa, Congresso do PS, democracia participativa, ilusionismo, livros
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Labels: agenda cultural, livros, resistência
«Morreu Jean Giraud, o autor que mais influenciou os criadores do seu tempo», por Carlos Pessoa
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Labels: banda-desenhada, ficção científica, obituário
«Sarkozy diz que há demasiados estrangeiros em França».
E que tal começar por si e a sua família?
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Labels: demagogia, política de imigração, Sarkozy, xenofobia
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Labels: cidadania, escrutínio público, terceiro sector
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Labels: desigualdades construídas pelo Estado, governo, justiça social
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Labels: Dia internacional da mulher, feminismo, festa
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Labels: interesses particulares, RTP, serviço público
Mais detalhes no site da SPA.
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Daniel Melo
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Labels: agenda cultural, exposição, Guerra Colonial
Na próxima 2.ª feira será inaugurada a mostra «Livros que tomam partido: editoras de caráter político na transição da ditadura em Portugal (1968-1982)», na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa (Estrada de Benfica, 419).Em paralelo, decorrerá um ciclo de debates, organizado pelo historiador Flamarion Maués. Tenho o prazer de coordenar a 2.ª sessão, dedicada a testemunhos de representantes de editoras da resistência, como Sérgio Ribeiro (Prelo Editora), José Antunes Ribeiro (Ulmeiro e Assírio & Alvim) e João Barrote (Paisagem, Publicações Escorpião e Textos Exemplares). Deixo-vos em baixo o programa completo dos 3 debates.
Sessão 1 – 6 de março de 2012, às 18h30
A edição de caráter político em Portugal no período 1968-1982, por Flamarion Maués (doutorando na Universidade de São Paulo e investigador do IHC-FCSH-UNL)
– comentadores: profs. Maria Inácia Rezola (Univ. Nova Lisboa) e José Manuel Lopes Cordeiro (Univ. Minho)
Sessão 2 – 13 de março de 2012, às 18h30
Relatos de experiências: as editoras da resistência, 1960-1970
- Sérgio Ribeiro (Prelo Editora)
- José Antunes Ribeiro (editoras Ulmeiro e Assírio & Alvim)
- João Barrote (editoras Paisagem, Escorpião e Textos Exemplares)
- comentador: prof. Daniel Melo (FCSH-UNL)
Sessão 3 – 20 de março de 2012, às 18h30
Relatos de experiências: as editoras da Revolução, 1974-1976
- Francisco Melo (UNICEPE e Editorial Avante!)
- João Soares (Perspectivas & Realidades)
- Fernando Abreu (Edições Base)
- comentador: prof. Nuno Medeiros (FCSH-UNL)
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Daniel Melo
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Labels: agenda cultural, censura, ditaduras, Estado Novo, livros, repressão política
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Labels: chico buarque, in memoriam, Lucio Dalla, música, tributo
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Anónimo
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Labels: Josep Pla, literatura
Eles enterram o País o povo aguenta
Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais
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Labels: desemprego, música de intervenção, revolta
Começou agora, na RTP2, um documentário dedicado ao grande arquitecto modernista e antifascista Nuno Teotónio Pereira.
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Daniel Melo
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Labels: antifascismo, arquitectura, Documentário, humanismo, Nuno Teotónio Pereira
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Daniel Melo
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Labels: A casa do sono, Crianças, José Afonso
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Labels: agenda cultural, José Afonso, música de intervenção, tributo
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Daniel Melo
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Labels: água que passarinho não bebe, demagogia, desperdício, parlamento, política ambiental
«Território anexado por Espanha: PS reabre polémica de Olivença por causa da Guerra das Laranjas», por Luciano Alvarez
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Labels: Espanha, História, identidade, memória colectiva, nacionalismo, Olivença, ordenamento do território, Portugal, povo
Impossível não gostar de alguém que diz não precisar de dar a volta ao mundo, mas apenas de dormir com uma pessoa de cada nacionalidade.
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Anónimo
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Labels: Tracey Emin
O título em epígrafe refere-se a um livro que antologia textos doutrinários de Maria de Lourdes Pintasilgo (1930-2004) e que será hoje apresentado por Maria de Belém Roseira no Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza, Rua Viriato, 13), pelas 18h.Esta é uma compilação de textos escritos entre 1990 e 2004, prefaciados por Marcelo Rebelo de Sousa, posfaciados por Maria João Seixas e editados pela Fundação Cuidar O Futuro e Edições Afrontamento. Mais inf. nesta reportagem de São José Almeida.
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Daniel Melo
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Labels: agenda cultural, livros, Maria de Lourdes Pintasilgo
***Neste estaminé temos cardápio para todos os gostos. Não nos contentamos com pratos únicos: temos vários, e combinados, para estômagos cosmopolitas! Nesta estação propomos o ratatouille troikó passos, com alho porro, couves-de-bruxelas, muita parra verde e umas ervinhas secas submissas. Bon appetit!
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Labels: demagogia, governo, portugueses, receita culinária
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Labels: cartoon, cartoon (série Politicirco), cartoonista Glauco, humor, sistema financeiro (banca
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Labels: exploração, morte, neoliberalismo, sistema financeiro (banca
O livro em questão é Representações da portugalidade, resulta dum colóquio realizado em 2010 e será lançado em Lisboa já amanhã, na Livraria Bucholz, às 18h30. A apresentação cabe ao jornalista Paulo Pena.
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Daniel Melo
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Labels: agenda cultural, editoras, identidade, livros, Portugal
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Daniel Melo
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Labels: cartoon, cartoonista Henrique Monteiro, futebol, humor
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Labels: artes plásticas, cultura portuguesa contemporânea, obituário
Então, sempre são 40 anos de serviço abnegado! De dedicaçón ao publicozinho, ós cidadõns.
Deslarga, ó lapa do poder central!!!
Deixem-nos trabalhar outros 40 anos no mesmo poleiro, que já está aconchegado às nádegas do seu usuário habitual.
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Labels: conservadorismo, democratização, limitação de mandatos governativos, política municipal, Tintin
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Labels: Cavaco Silva, filantropia, jogo
«"Sim, eu amo-o", confessou a mulher que foi vista com o comandante do Costa Concordia», por Isabel Gorjão Henriques e agências
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Labels: acidentes, neo-realismos
O escândalo em torno do afastamento do jornalista Pedro Rosa Mendes, que aqui destacámos, chegara a um tal ponto que se tornou insustentável a manutenção do director da RDP, Luís Marinho, o autor do acto censório. Mas este só saiu após resignação do subdirector Ricardo Alexandre, de conferência no Parlamento Europeu convocada pelo eurodeputado Rui Tavares e da demissão em bloco de toda a direcção, este um facto de última hora. Ou seja, teve que ser empurrado.
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Daniel Melo
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Labels: censura, delito de opinião, governo, Pedro Rosa Mendes, rádio, retaliação política no emprego
«Piada no Twitter leva dois turistas britânicos para a cadeia nos Estados Unidos», por Alexandre Martins
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Labels: EUA, invenções fantásticas, liberdade de expressão, telecomunicações, Terrorismo, Twitter, violência
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Labels: austeritarismo, citações, economistas, neoliberalismo, Paul Krugman, política económica
É um trabalho de sapa aquele que este blogue tem feito para nos revelar o maravilhoso mas intrincado mundo do assessor nova geração, pró-troika mas imune à partilha de penalizações salariais (isso é para o comum dos mortais).Perante esta tendência com algum déjá vu, há quem ache que o perigo é a «esquerda caviar» ou, na expressão mais chã de Fátima Bonifácio, a «esquerda champagne». É que esta, se fosse poder, seria a «nomenclatura da nova situação». E, temor dos temores, concretizaria a ameaça letal: «Não fariam parte [os seus amigos ricos socialistas], como eu faria, se isso acontecesse, dos lumpen intelectuais a ganhar 25 tostões para dar dez horas de aulas por dia».
Pessoas como a insigne historiadora do século XIX dizem-se há muito vacinadas contra o esquerdismo dos anos 70, em que militou cegamente. No seu armário, contudo, é só fantasmas desse período. Aqueles que assim se expressam vivem todos nesse passado, como se não tivessem vivido mais nada, como se não houvesse mais referenciais do que um certo pensamento dualista desse tempo.
Entre o real e o imaginário, há todo um campo de opções. Optar pelo cenário mais inverossímil para neutralizar o dissenso político actual (ou, simplesmente, para evitar alongar-se sobre a situação actual) não deixa de ser o mais irónico possível para alguém que se «pela» por polémicas, gosta de política e se afirma provocadora.
Nb: para ler outras pérolas vd. aqui.
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Labels: citações, crítica, demagogia, direita, esquerda, historiadores, liberdade, neocons, neoliberalismo, Política
Há cerca dum ano atrás, o Rui Tavares teve a ideia de financiar umas bolsas de investigação científica, como modo de apoiar aqueles que precisam de amparo mínimo em tempos difíceis.Foi uma iniciativa meritória, pela ousadia, pela carência existente e por vir de quem vinha, alguém 'de dentro', que também faz pesquisa e se disponibilizava para apoiar, seleccionar e avaliar as candidaturas. Mais ainda perante os excelentes resultados que o Rui referiu há um mês atrás, no jornal Público e também no seu blogue.
Agora prepara-se para aprofundar essa iniciativa com o projecto Plataforma Inter-Bolsas, de novo apoiado pelos comediantes dos Gato Fedorento e agora também pela eurodeputada Ana Gomes. E por quem quiser, através do patrocinato de ideias na internet. Cada vez melhor! Toda a informação estará disponível em site próprio a partir de Março próximo. Se posso dar um conselho, seria útil que o valor do apoio incluísse o pagamento da segurança social e pudesse ter um período de vigência mais extenso.
Parabéns ao Rui e seus cooperantes. Que mil ideias destas floresçam. Seria bom sinal. Não tem que ser o Estado a fazer tudo. A sociedade civil também pode (e deve) dar exemplos. Não é assim tão difícil. E a esquerda portuguesa está muito atrasada neste âmbito. Por isso, a quem diz que isto foi um golpe político, eu digo: ai é? Então façam também! Quantas mais iniciativas destas melhor!!
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Daniel Melo
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Labels: ciência, filantropia, política de investigação, Rui Tavares, Solidariedade
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Daniel Melo
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Labels: Cavaco Silva, demagogia, desigualdades construídas pelo Estado, Ética
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Labels: agenda cultural, Daniel Oliveira, desigualdades, desigualdades construídas pelo Estado, Le Monde Diplomatique, livros, Renato Carmo
E o tira-teimas é:
«Este Acordo [de concertação social relativo à fixação e evolução do salário mínimo nacional], subscrito em Dezembro de 2006, pelo Governo e por todas as confederações sindicais e patronais, fixou uma trajectória de evolução do salário mínimo de modo a que este alcance 500 euros em 2011»
nb: cartoon de Fernão Campos, retirado deste seu blogue.
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Daniel Melo
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Labels: cartoon, cartoonista Fernão Campos, CGTP, citações, governo, humor, memória colectiva, negociações sindicais, Pedro Passos Coelho
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Daniel Melo
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Labels: clientelismo, Ética, transparência
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Daniel Melo
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Labels: alternativa política, Arábia, citações, democratização, ditadura militar, Egipto
«Há uma crise no modo como o cidadão percebe a justiça», entrevista do ex-conselheiro Superior de Magistratura Rui Patrício à jornalista Mariana Oliveira
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Daniel Melo
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Daniel Melo
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Labels: Alberto João Jardim, crítica, humor, liberdade de expressão

Dez anos depois da morte de Pierre Bourdieu, a editora por ele criada – Raisons d’Agir – e Le Seuil publicam as aulas dadas pelo sociólogo, nos anos 1989-1992, no Collège de France.
O título é claro : « Sur l’Etat ». Se Bourdieu publicou vários trabalhos sobre o Estado e a génese do Estado, a edição crítica permite aprofundar o olhar crítico – e por vezes ambíguo – do sociólogo sobre o Estado. Para melhor indicar a “universalidade” da obra de Bourdieu, tanto Le Monde como Libération pediram à académicos estrangeiros – Craig Calhoun e Abram de Swaan - uma análise da obra de Bourdieu.
Em suma, uma boa leitura para o início do ano.
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Victor
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«A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa, 1850-1955» (Lx, FCG, acaba a 8/I). 2.ª parte duma grande mostra dedicada à natureza-morta, um tema recorrente na arte, mesmo na contemporânea, embora aqui em novos moldes. Este é o fim-de-semana final, gratuito! Com pintura, fotografia e cinema, Matisse, Picasso, Amadeu, Leger e muitos outros.
AmadoraBD 2011 (Brandoa, Fórum Luís de Camões, etc.). Este ano foi a 22.ª edição e uma das melhores de sempre, com mostras para a «Sociedade dos Humoristas Portugueses» (centenário), «O Humor na Banda Desenhada Internacional», «Os Peanuts, 60 anos» (Shultz), «Astérix entre os Portugueses», «As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy», etc.
Para uma agenda futura recomendo visitas ao site Galerias de Arte em Portugal.
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Daniel Melo
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Labels: agenda cultural, exposição, museus
As escutas ilegais da imprensa de Murdoch chegaram a ser relativizadas sobre o argumento de que só pretendiam apanhar «celebridades», aquela fauna que apenas vive de aparecer nos media, donde, tomem lá o troco.
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Daniel Melo
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Labels: cartoon, escândalo político, Ética, humor, imprensa, Rupert Murdoch
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
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Daniel Melo
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Labels: Ano novo, Carlos Drummond de Andrade, poesia
Voz quente, pé descalço, coração de embalar.
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Daniel Melo
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Labels: Cabo Verde, Cesária Évora, música, obituário
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Labels: agenda cultural, ciências sociais, Henrique Barreto Nunes, História, prémios, tributo, Victor de Sá
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Labels: agenda cultural, cinema documental, João Pedro George, livros, Luiz Pacheco, tributo
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Labels: editoras, Igreja católica, pornografia