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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Joaquim Vital (1948-2010): exilado em Bruxelas e Paris, mentor da Éditions La Différence

A biografia de Joaquim Vital é marcada pela prisão, aos 16 anos, pela ditadura de Salazar. Foge para Bruxelas, e, 7 anos mais tarde, para Paris, onde criaria a editora La Différence, em 1976, já depois de ter voltado a Portugal e de não ter gostado do rumo das coisas. A La Différence editou mais de 1600 títulos, incluindo c. de 120 pertencentes a autores portugueses, o que significa uma impressiva divulgação da literatura portuguesa em França. Foi ainda autor de 4 livros, dispersos pelo ensaio, memórias e ficção (vd. aqui).

+inf. em «Joaquim Vital: literatura portuguesa em França era com ele», por Vítor Belanciano; e «Joaquim Vital (1948 -2010)», por Maria Luiza Rolim.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Os filhos pródigos da liberdade, ou a evocação oportuna do exílio político português



segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Os soldados não gostam de planícies II

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

John McCrae, Ypres, 3 de Maio de 1915

sábado, 8 de setembro de 2007

Os soldados não gostam de planícies


A Bélgica é plana, mas a Holanda é excessivamente plana. Tão plana que entedia e nos provoca sonolência. Bicicletas, prados, vacas e água - tanta água de canais, rios, poças, chuva. Sentimo-nos sub-aquáticos, entre os diques, a afundar na lama, no pântano, numa planície lodosa de insectos de espécies várias (não no glamoroso fundo do mar).
Depois, ao fim do dia, para quebrar a monotonia da paisagem, existe a Heineken, a Palm, a Grolsch, e nada mais. Os holandeses bebem muito, não admira.
A Bélgica é plana, é verdade. Mas depois de estar na Holanda, as planícies Belgas surgem quase sinuosas. Qualquer acidente do terreno se torna belo, desperta-nos os sentidos para bebidas mais sofisticadas, como a Duvel, a Leffe, a Chimay, a Kriek, que acompanham pratos como moules ou steak au poivre, ou ainda, steak au roquefort. E depois existem as Ardenas. Bosques, florestas, vales. Rodeadas de quilómetros de planícies sem fim, as Ardenas lá estão a dizer que não. Não somos apenas planície, somos também terreno acidentado, que sobe e desce, e sobretudo, que esconde. Emociona tanto que até dói. Foi lá que se travou uma das batalhas mais sangrentas da II Guerra Mundial. Quem por lá passa, visualiza a batalha, instante a instante. Está lá tudo, é como um filme. A cada curva, a cada lomba, a cada árvore, surge um soldado, um fox hole, um bunker de metralhadora, um tanque. Se olharmos para o céu conseguimos rever os aviões em vôo picado, metralhando a estrada através das asas.
Estão lá os cemitérios e os memoriais para nos lembrarem que os soldados não gostam de planícies.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

le plat pays qui est (aussi) le mien

Lá estarei dentro de umas horas.















Jacques Brel, LE PLAT PAYS, 1962
Avec la mer du Nord pour dernier terrain vague
Et des vagues de dunes pour arrêter les vagues
Et de vagues rochers que les marées dépassent
Et qui ont à jamais le coeur à marée basse
Avec infiniment de brumes à venir
Avec le vent de l'est écoutez-le tenir
Le plat pays qui est le mien
Avec des cathédrales pour uniques montagnes
Et de noirs clochers comme mâts de cocagne
Où des diables en pierre décrochent les nuages
Avec le fil des jours pour unique voyage
Et des chemins de pluies pour unique bonsoir
Avec le vent d'ouest écoutez-le vouloir
Le plat pays qui est le mien
Avec un ciel si bas qu'un canal s'est perdu
Avec un ciel si bas qu'il fait l'humilité
Avec un ciel si gris qu'un canal s'est pendu
Avec un ciel si gris qu'il faut lui pardonner
Avec le vent du nord qui vient s'écarteler
Avec le vent du nord écoutez-le craquer
Le plat pays qui est le mien
Avec de l'Italie qui descendrait l'Escaut
Avec Frida la blonde quand elle devient Margot
Quand les fils de novembre nous reviennent en mai
Quand la plaine est fumante et tremble sous juillet
Quand le vent est au rire quand le vent est au blé
Quand le vent est au sud écoutez-le chanter
Le plat pays qui est le mien.