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terça-feira, 11 de maio de 2010

Ainda a Feira do Livro de Lisboa

É verdade que este ano, apesar da antecipação não favorecer os passeios de fim de dia, a Feira do Livro de Lisboa está com maior adesão.
Além disso, adaptou-se às crianças e tem uma novidade há muito anseada pelos bibliófilos: a prévia divulgação dos livros do dia!!! Aleluia, meu irmão!!!
Contudo, há aspectos que podiam ainda ser melhorados, a começar pelos livros do dia, pois a pesquisa no site é difícil, para não dizer desencorajadora (e não dá para estar a imprimir listas diárias durante não sei quantos dias a ver se vem lá o tal que queríamos comprar). Devia ser possível fazer pesquisa por autor, tema, género e editora.
Outro ponto são os espectáculos de fado ao ar livre, que não são estimados nem pelos organizadores, pois enquanto aqueles decorrem continua o altifalante irritante a debitar sessões de autógrafos e não sei quê naquela voz inaudível e fanhosa de estação de transportes, calamidade já ironizada oportunamente em filme do sr. Hulot. Seria útil que os promotores vissem este filme.
Também deveria haver mais lugares de descanso e mais espaço entre pavilhões, eventualmente só 3 filas, subindo um pouco mais a feira de ambos os lados. Quanto ao sítio, o Parque Eduardo VII, ainda bem que o mantém, faz sempre bem passear, além da ocasião para espairecer vistas...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Preguiça editorial



















Eu queria o da esquerda, mas na confusão da barraquinha na Feira do Livro, quase ia comprando o da direita. Será este um caso de descubra as diferenças?
É verdade que a preguiça editorial é, geralmente muita: pouca informação sobre os autores e os livros, ausência de notas de tradução, onde, muitas vezes, são precisas (talvez mesmo ausência de tradução), revisão duvidosa, mas agora até já chegou às capas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Feira do Livro de Lisboa entra hoje na edição 80

A abertura da 80.ª Feira do Livro de Lisboa ocorre às 15h de hoje. Finda a 16 de Maio. Além da antecipação, também o horário muda: os pavilhões abrem às 12h30 (11h nos fins-de-semana e feriados) e passam a fechar às 23h30 (todos os dias).

domingo, 3 de maio de 2009

A primeira frase

Hoje, o P2 do Público pediu a 12 escritores que escolhessem a primeira frase de uma obra de ficção.

Lembrei-me imediatamente da minha escolha. Conservo na memória a primeira frase de um livro que comprei há cerca de 20 anos numa Feira do Livro precisamente porque me apaixonei pela primeira frase (e pelo primeiro parágrafo). Não conhecia o autor, nem a obra. Já voltei a comprar livros num impulso depois de ler a primeira frase, mas só aquela ficou comigo para sempre.

Na barraca da Vega, peguei num livro e li:

"Todos conheceis a intratável melancolia que se apodera de nós ao recordarmos tempos felizes."

A frase.

"Todos conheceis a intratável melancolia que se apodera de nós ao recordarmos tempos felizes. Estes, porém, pertencem irrevogavelmente ao passado, e deles nos separa a mais impiedosa das distâncias. Todavia, as imagens parecem reflugir ainda mais sedutoras no seu reflexo; pensamos nelas como quem recorda o corpo de uma mulher amada já falecida, que repousa nas profundezas da terra mas que, como uma miragem, com um esplendor mais alto e espiritual, nos assedia e faz estremecer. E nunca nos cansamos de percorrer com os dedos o que passou em sonhos sequiosos, em todos os seus pormenores e circunstâncias. Parece-nos então que não tomámos ainda a medida plena da vida e do amor, mas não há arrependimento que traga de volta a oportunidade perdida. Pudesse este sentimento servir-nos de lição, mesmo em cada instante de felicidade!"

O parágrafo.

Ernest Jünger, Sobre as falésias de mármore, Lisboa, Vega, 1987.

O livro.

sábado, 14 de junho de 2008

A Feira do Livro de Lisboa


A Feira do Livro de Lisboa tem aguentado os dias de mau tempo, a concorrência do Rock in Rio e a descida do nível de vida. Recomenda-se, apesar de tudo.
O «tudo» começou por ser uma polémica, em meu entender sem sentido, por causa da exigência de pavilhões diferenciados pelo grupo Leya. Teoricamente, a realização da Feira do Livro esteve em perigo. Na prática, causou-lhe um atraso. Não percebi a polémica porque as barraquinhas da Feira nunca foram exactamente iguais. Basta pensar na «tenda dos pequenos editores», no espaço de edições da Assembleia da República ou, este ano, no pavilhão dedicado ao livro brasileiro. A questão é que a concorrência temia um pavilhão megalómano e esmagador do Grupo Leya. Tratava-se, portanto de uma falsa questão. Se o grupo Leya falhou no processo foi no timing da proposta, demasiado em cima do acontecimento e sem dar tempo aos outros editores de reagirem. Falhou também, em minha opinião, no resultado. A praça Leya é constituída por uma série de pequenos pavilhões em roda de uma caixa central. Quando por lá passei, em dia de calor e de abundante afluência de público, senti claustrofobia e quase tive de abrir caminho às cotoveladas. Os pequenos pavilhões permitem – pouca gente de cada vez – circular entre livros luzidios. É o estilo «montra de livraria de centro comercial» aplicado à Feira do Livro. Há quem goste e não é o meu caso. Para mim, a Feira de Lisboa cruza o espírito de um «salão do livro» e o espírito de alfarrabista, em sentido lato – proporciona o gosto de encontrar livros já desaparecidos dos escaparates das livrarias e a oportunidade de comprar a preço mais baixo livros com pequenos defeitos. Não se percebe como um grupo com catálogos tão ricos como o das editoras Caminho, Publicações Dom Quixote, Asa, etc, só expõe ao público os títulos mais recentes.
Outros percalços da edição deste ano são de assinalar: o sistema de som nem sempre funcionou; o restaurante habitual na Feira desta vez não existiu. Ainda assim, que prazer passear entre livros, numa solarenga tarde de Lisboa.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Feira do livro

Para não repetir, leiam aqui. É que a minha opinião é a mesma e o Eduardo Pitta escreve melhor.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A dar barraca

Não sendo Lisboa uma cidade particularmente agradável, sempre melhora por alturas de Maio com a Feira do Livro (e a chegada dos caracóis nas esplanadas). Só que todos os anos, os lisboetas vivem o sobressalto da Feira poder não se realizar.
Desta vez, a discussão está centrada nas barracas (pavilhões para não ofender editores e livreiros): os grandes grupos querem escolher o design das barracas/pavilhões à sua vontade, os pequenos sentem-se complexados. Desconheço se o caso dos «megalómanos X complexados» que tem colocado a Câmara de Lisboa como psicóloga já está resolvido, mas este drama anual tem sempre um toque de ridículo e expõe os grupos profissionais em questão ao descrédito.
Por uma vez podiam estar de acordo e poupar a angústia aos lisboetas.
P.S. - A imagem é do cartaz do ano passado. No site a informação para este ano estará «brevemente disponível».

segunda-feira, 11 de junho de 2007

No domingo passado...

O domingo passado foi o último dia da 77.ª Feira do Livro de Lisboa.
Ficam na retina os jacarandás no seu esplêndido espectáculo lilaz.
O bolso mais leve. Mais fólios em casa.
Agradáveis passeatas e encontros ao sol. E a vista do Tejo, claro.

Portanto, o local é excelente, não dá para 'inventar' outro.
Agora, dá para melhorar o que há, lá isso dá.
Aqui ficam umas dicas desgarradas. É de graça, e nunca se sabe. E se fizessem sentido, queres lá ver?

Primeiro que tudo, dar nexo àquilo, meu santo Olegário! Todos os anos muda a ordem. Porque não deixarmo-nos do preguiçoso sorteio e trabalharmos para os visitantes? O espaço dos alfarrabistas já existe, mas é modesto, não vem sinalizado no mapa e em lado nenhum, portanto, sinalizar os espaços sectoriais; haver um só espçao para editoras institucionais; outro só para o ensaio; outro só para a ficção (no caso de editoras híbridas, dividiam a produção); um para pequenas editoras (que deviam ter descontos), etc.. Faz sentido haver um grande espaço infanto-juvenil, sim, mas todo concentrado num dos lados.
Depois, espaços para descansar no meio dos estaminés, dos próprios organizadores, onde se pudessem folhear catálogos, jornais, etc..
Mais programação cultural avulsa. A CML devia concentrar aí o arsenal cultural neste período.
Em certos fins-de-semana valeria a pena abrir mais cedo do que as 15h costumeiras.
Nb: imagem retirada daqui.