Mostrar mensagens com a etiqueta matemática. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta matemática. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Desenvolver a mente através do jogo


Chamam-se "jogos de tabuleiro" e estimulam processos mentais equivalentes aos da prática matemática. Por isso ajudam as crianças a usar a cabeça com prazer. Quem disse que uma boa actividade intelectual tem de ser chata?


Assim começa o apelativo texto «Jogar com a cabeça», de Rita Pimenta. Como o acesso ao resto é só para subscritores, deixo aqui as referências dos jogos e links de livre acesso. Além de lista de livros com truques de magia e outras maravilhas!

1) jogo do semáforo (um jogo do galo maiorzito...)
2) lobisomens d'Aldeia Velha (para quem gosta de cluedos e afins)
3) jogo real de UR, da Babilónia (o mais antigo)
4) cartas (é isso mesmo, o velho baralho de cartas...)
5) surakarta, da ilha de Java
6) shakes up (da família do tangram, com tabuleiro, ampulheta e peças coloridas)
7) traverse (versão práfrentex do jogo das damas)

Leituras: Os matemágicos (de Jorge Nuno Silva e filhos, Apenas Livros, 3€); Jogos velhos, regras novas (João Pedro Neto, Clássica Editora, 13,50€).

terça-feira, 13 de abril de 2010

«Génio louco» ou um cientista brilhante com convicções éticas?

A propósito do matemático russo Grigori Perelman, autor na berlinda por não ter logo aceite prémios vultuosos que distinguiam o seu contributo para a transformação da conjectura de Poincaré num teorema, passou a imagem dum dum «génio louco» em muitos media.
O último texto a apresentá-lo assim é um aprofundado trabalho de Ana Gerschenfeld. Por ser aprofundado, este texto permite entrever que as reservas do cientista têm a ver com a sua dificuldade em aceitar o atropelo de normas éticas no trabalho científico. Um outro cientista procurou, de modo incorrecto, ficar com parte dos louros daquele proeza científica e, como os restantes matemáticos não denunciaram a situação, Perelman ficou desiludido e resolveu afastar-se deles. A versão de Perelman foi revelada pelo próprio a uma jornalista que escreveu a biografia doutro grande matemático. Parece mais uma questão de ética no trabalho e na vida do que propriamente loucura.
O próprio diz achar esquisito que os prevaricadores passem por gente normal e aqueles que não aceitam atropelos a normas éticas sejam vistos como bichos-do-mato. É que ele até vai apanhar cogumelos no bosque! Pois é, so pode ser louco! Mas, espera aí; então e as pessoas que apanham cogumelos nos bosques para que todos nós os possamos comer também são loucas?
Que grande confusão...

terça-feira, 21 de abril de 2009

O BES e a Matemática

Assisti ontem a uma informativa reportagem no telejornal sobre a motivação para a aprendizagem da matemática que o banco BES promove. Até parecia uma pequena e inofensiva improvisação teatral com uma caixa multibanco de papelão, à frente de uma impecável assembleia de alunos da primária, exclusivamente rapazes e todos de gravata. Só que no final, o jornalista pergunta a um desses impecáveis alunos o que ele tinha aprendido e a resposta foi que quando emprestamos dinheiro alguém, a pessoa não nos devolve exactamente a quantia emprestada, mas um pouco mais... Na imagem seguinte surge Nuno Crato também de gravata a falar das maravilhas desta acção escolar, porque as crianças adoram a Matemática.
O BES adora o dinheiro, as crianças adoram a Matemática e o Nuno Crato adora aparecer na televisão.