Mostrar mensagens com a etiqueta 5 de Outubro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 5 de Outubro. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Casa da Achada: que melhor festa do que esta para o dia da República?

Termina hoje a semana de abertura da Casa da Achada- Centro Mário Dionísio, um pólo cultural criado em nome deste pintor e escritor, na Mouraria lisboeta. Nada mais apropriado para celebrar o 5 de Outubro do que este espaço e o inagural ciclo de tertúlias (hoje à tarde, sobre a República, com António Reis e João Bonifácio Serra), exposições e música (com cantos republicanos por um coro de música popular italiana).
Um espaço e um projecto que prolongam o que de melhor procurou fazer um certo republicanismo, por um grupo de herdeiros críticos desses mesmos sonhos, utopias e desejos duma sociedade mais livre, culta, solidária e progressista.
O edifício que acolhe este novo espaço levou um ano a ser reabilitado, graças ao sonho e generosidade de Eduarda Dionísio, filha do autor a quem o espaço é dedicado e que albergará o seu espólio. Este é de consulta livre, tal como a biblioteca e videoteca da Casa, formadas por obras doadas por amigos. Tem ainda uma galeria de arte e um quintal para dois dedos de conversa.
O Centro prosseguirá, com uma programação regular em diversas áreas culturais (vd. programação no site institucional).
Uma história da concretização deste sonho pode ser lida na reportagem «Casa da Achada: a cultura não é para amanhã», de Alexandra Lucas Coelho.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A República tem futuro


A 5 de Outubro de 1910 teve lugar um movimento revolucionário para derrubar a Monarquia e, em sua substituição, estabelecer a República. Esse movimento foi, desde o momento da sua eclosão, nitidamente popular.
"A população republicana de Lisboa auxiliava voluntariamente a revolução. Além dos automóveis, carros de praça e dos ciclistas, andavam peões expondo-se à prisão e ao fogo para bem informar os revolucionários. Os vendedores de jornais, gaiatos, cumpriram nessas horas o papel histórico que lhes cabe em todas as revoluções. Não havia a barricada, contentavam a sua índole heróica fazendo o serviço de estafetas. De sorte que, se um comandante fiel ao regime fazia uma pergunta na rua, respondia-lhe ou a zombaria ou o logro" (Joaquim Leitão, citado em "Outubro de 1910, 5 de", Dicionário de História de Portugal, dir. Joel Serrão, vol. IV, Porto, Figueirnhas, 1985, p. 500).
Lisboa já era republicana desde Novembro de 1908, quando o Partido Republicano venceu as eleições municipais na cidade. Mas a ampla e livre adesão de gente de diversas origens sociais ao movimento revolucionário mostra que não era apenas a elite da capital (com direito a voto durante a monarquia constitucional) que desejava a mudança de regime.
Hoje, assinalamos o 5 de Outubro de 1910, não apenas para comemorar o fim de um regime político injusto e anti-democrático, mas sobretudo para celebrar os valores republicanos. Desde logo, a triologia da revolução francesa, "Liberdade, Igualdade, Fraternidade". Depois, o sufrágio universal, a cidadania democrática, a participação cívica a título individual e colectivo, a igualdade perante a lei, a laicidade do Estado, a educação para todos, a defesa dos direitos sociais, a inclusão social, o combate à discriminação.
O futuro da República passa pela prática quotidiana destes valores e pela sua transmissão aos mais novos.

Imagens: Joshua Benoliel, 5-10-1910, Arquivo Municipal de Lisboa - Arquivo Fotográfico.

5 de Outubro

Viva a República!


Será só impressão minha ou a implantação da República não costuma ter as celebrações que merece? Serei o único a achar que o 5 de Outubro foi uma espécie de primeiro 25 de Abril, a que não se dá a devida atenção?

(fotos retiradas daqui e daqui)