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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Amigos maiores que o pensamento...


...é o título do novo livro do Henrique Barreto Nunes, que será apresentado por Álvaro Domingues na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, no Porto, na noite de 21 deste mês.
De que pode falar um “bibliotecário feliz” na obra que foi escrevendo, lentamente, ao longo da vida? De livros. Das casas dos livros. Do difícil mundo dos livros: no tempo da Ditadura, ou da ameaça dos novos suportes à coisa amada. Por aí, não veio, nem virá o mal ao mundo da palavra escrita em papel: “O códice, forma primeira do livro, apareceu no final do século II, o livro impresso existe há quase 600 anos, nunca se imprimiram tantos livros como hoje. O e-book não matará o livro. Vão coexistir, cada um ocupará o seu espaço, terá a sua função” - garante Henrique Barreto Nunes, leitor apaixonado, o autor emocionado de Amigos Maiores que o Pensamento. Os amigos são os livros, mas também (e esses maiores que o pensamento) quem escreve os livros: Federico Garcia Lorca, Manuel Maria, Tude de Sousa, João Verde, Maria Ondina Braga, Victor de Sá, Ademar Ferreira dos Santos, entre outros, que Henrique Barreto Nunes evoca. Uma despedida “do bibliotecário feliz”? Não. Claro que não. Apenas um recomeço.
Amigos Maiores que o Pensamento é oitavo título da col. Memória Perecível, da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.
Henrique Barreto Nunes é vice-presidente do Conselho Cultural da Universidade do Minho e ex-director da Biblioteca Pública de Braga, onde trabalhou 32 anos. Membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura, colaborou no lançamento da Rede Nacional de Leitura Pública.

Ora, aqui fica uma boa surpresa! Levem um amigo, levem, que será bem partilhado o momento.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vaivém entre lendas e factos, ou da utilidade do historiador

O elogio vai para o trabalho desenvolvido pelo historiador Joel Cleto em torno da análise das lendas sobre a identidade nortenha, em especial da portuense.

O pretexto é a recente publicação do seu livro Lendas do Porto, uma recolha de crónicas saídas na revista O Tripeiro e que tem a chancela da QuidNovi.

Para mais informação vd. este texto de Jorge Marmelo ou o blogue do próprio autor, Caminho das Estrelas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Divagações

Começar um livro no comboio para o Porto com significativo prefácio, «Assim, o romance que o leitor tem entre mãos representa menos uma saga multi-geracional do que uma viagem de descoberta literária. É um romance para quando estamos acordados a meio da noite e um foco de busca percorre o horizonte. É para quando estamos numa sala de espera, preocupados com notícias devastadoras. É para quando estamos resolvidos a nunca mais nos metermos no problema em que nos metemos ontem à noite. É para quando estamos no comboio, entre estações. É para quando estamos sós como nunca estivemos. É para quando nos embriagam as complexas ilusões e ambições de Verão e dançamos na rua. É para quando precisamos de mais testemunhos, de um pouco mais de contexto, a respeito do afecto.» Só podia ser o livro certo.
No Porto, a exposição de Lourdes Castro. Caminho de depuração artística até à obra Peça (c/ Francisco Tropa, 1998): uma mesa, um rolo de lençol branco, projectores. A impressão do que já é incorpóreo. O «negativo» de outro artista, outra exposição, Bartolomeu Cid dos Santos, a sua mesa com roldanas impressoras, o papel saturado de negro até ao limite, a sobreposição de imagens, paisagens, textos.
A demanda da artista vai connosco para fora do museu. Chove e faz frio e a exploração das «novas» ruas da cidade acaba na mais perfeita Pensão/Creperie. A Favorita.
Já em Lisboa, o livro certo termina com conselhos sensatos: «[...] Nunca durmam ao luar. Segundo os cientistas provoca loucura. Cortem o cabelo uma vez por semana. Comam peixe fresco ao pequeno almoço sempre que possível. Mantenham-se sempre aprumados. Apreciem o mundo [...]».
N.B.: O livro certo é de John Cheever, Crónica de Wapshot, Relógio de Água.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Centro educativo para a sustentabilidade criado no Grande Porto

No âmbito do Objectivo 2015 - Campanha do Milénio das Nações Unidas, 3 associações ambientalistas e florestais portuguesas juntaram-se a diversos parceiros institucionais na promoção dum centro educativo para a sustentabilidade, que integra uma rede internacional dinamizada pela Universidade das Nações Unidas. Dado o interesse desta iniciativa, aproveito para transcrever um excerto do comunicado da Campo Aberto:
«No dia 27 de Abril de 2009, foi assinado na Casa de Serralves o protocolo para a criação do Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (AMP), criado no âmbito do Futuro Sustentável - Plano Estratégico de Ambiente.
O CRE-Porto envolve as autarquias da AMP, a Direcção Regional de Educação, o Instituto Português da Juventude, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Administração da Região Hidrográfica, a Fundação de Serralves, a Universidade Católica Portuguesa, a Lipor e as associações Forestis, Fapas e Campo Aberto, as quais se juntam ao Objectivo 2015 - Campanha do Milénio das Nações Unidas (Portugal) e à Comissão Nacional da UNESCO. Este centro de excelência foi oficialmente reconhecido pela Universidade das Nações Unidas no mês passado.
A AMP tem cerca de 40 equipamentos de educação ambiental e mais de 120 entidades promotoras de 200 iniciativas e projectos nesta área, os quais recebem 400 mil visitantes por ano.
A gestão deste centro de excelência ficará a cargo da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, a qual pretende desenvolver a área da educação para a sustentabilidade, através da promoção de ecoclubes, da criação de redes de educadores e de escolas sustentáveis e do desenvolvimento de uma página na Internet, uma revista electrónica metropolitana sobre educação e desenvolvimento sustentável, assim como a Agenda Metropolitana digital. Este novo centro faz parte da rede internacional de centros regionais de excelência, constituída por 61 centros, e que têm como meta principal atingir os objectivos da década das Nações Unidas da educação para o desenvolvimento sustentável».
Para +inf. vd. Agenda 21 Local.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O humor do miau! continua tão saboroso quanto o peixe do seu agrado

Os tempos vão de reclamação e protesto. Contra os erros sociaes reclamam os povos. Contra os erros dos povos reclamam as classes. Contra os erros das classes reclamam os homens. Contra os erros dos homens reclamaremos nós. Miau! […]
E o que reclamamos nós?
Tudo!
Tudo, menos mais impostos.
Menos mais asneiras.
Menos mais empregos.
Menos mais tentativas de restauração monárquica.
Menos mais revoluções armadas.
E depois, e sempre:
Juízo!
Bom senso!
Moderações de apetite à gamela do Estado!
E o bacalhau a três vinténs que nos prometeram, pois o prometido é devido!

Miau!

Foi assim que se estreou o jornal humorístico portuense miau!, a 21 de Janeiro de 1916. O humor continua actual (o «menos empregos» sendo relativo aos jobs for the boys, note-se), e a sua colecção acessível a todos os internautas desde hoje, graças ao labor da Hemeroteca Municipal de Lisboa.
Nos seus 19 n.ºs colaboraram alguns dos mais importantes desenhadores e caricaturistas da época, como Leal da Câmara, Manuel Monterroso, Gálio, A. Basto, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, Steinlen, Louis Raemaekers, Marco, Bagaria, Sem e Cristiano de Carvalho.
Nb: na imagem, reprodução de cartoon de Leal da Câmara.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

You must prepare your bosom for his knife

Pena que as produções teatrais não fiquem algum tempo em cena e, já que uma temporada seria difícil, pelo menos 1 mês ou 2, em vez dos habituais quinze dias.
O lamento vem a propósito da estreia de O mercador de Veneza no Teatro Nacional São João, encenado por Ricardo Pais (talvez o seu último trabalho para aquele teatro do Porto).
Tenho gostado (do que vi) das encenações de Ricardo Pais, da selecção de repertório (no TNSJ tem havido uma programação bem mais consistente do que as escolhas erráticas e tantas vezes falhadas do D. Maria), do seu universo estético e, sobretudo, do modo como «desenha» o confronto no palco, quer das personagens consigo próprias ou entre elas.
Valeria a pena uma ida ao Porto, mas o espectáculo só está até dia 23 de Novembro e é mesmo pouco tempo. Resta esperar que a peça venha a Lisboa, ao Teatro São Luiz, como já tem acontecido. E não deixar de ir ao Porto ver a retrospectiva de Juan Muñoz em Serralves, essa até 18 de Janeiro.
«E o Porto aqui tão perto». Pois.

terça-feira, 25 de março de 2008

Boémia lusa, saudades de Bocage...

A pedido de várias famílias, cá vai, então, um guia boémio-cultural luso. Ficou para o pós-Quaresma, por respeito devoto.
Há muita coisa, desde os anos 80 que o país mudou muito nesta área (felizmente, pois). De modo que proponho uma selecção de links para o desopilanço. Links daqueles bons, que dão roteiros (de restaurantes, casas de dança, de fado..) ou espaços de referência em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Évora, Almada, Maia, e o mais que aí vier (aqui, o critério foi ter agenda on line).
E um bonus track, especialmente para a nossa peão Sofia, o sítio do fumador.
Fica tudo guardadinho na nova secção de links da coluna da direita, a seguir às listas de blogues e sites, com o sugestivo nome de «Roteiro boémio-cultural».
Atenção que não tem tudo, a começar por aqueles cafés icónicos, como o Nicola, A Brasileira do Chiado, o Majestic, o Café Santa Cruz, o Viana... Nem aqui constam bares de culto mas que não têm programação própria. É só um guia.
Agora já não há desculpas para não se sair de casa! Bocage, a ti brindamos!
*
Fabula Urbis [liv.ª-galeria, Lisboa]
Galeria Zé dos Bois [Lisboa]
Grémio Lisbonense [Lisboa]
Guia da noite
guia de bares e cafés da noite de Coimbra [alunos da U. Lusíada]
guia de restaurantes de Lisboa [alunos da U. Lusíada]
Guia do Lazer [jornal Público]
Hot Clube de Portugal [Lisboa]
Incrível Club [Almada]
le cool - ed. Lisboa
Livraria Trama [Lisboa]
locais de dança [Grupo Movimentus]
Lux [Lisboa]
Maus Hábitos - espaço de intervenção cultural [Porto]
Music Box [Lisboa]
OndaJazz [Lisboa]
opozine [cartaz portuense e nortenho]
Passos Manuel [Porto]
RedeCultural
roteiro de fado em Lisboa [Museu do Fado]
Santiago Alquimista [Lisboa]
Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul [Lisboa]
Sociedade Harmonia Eborense [Évora]
Speakeasy [Lisboa]
Sítio do Fumador
Tertúlia Castelense [Maia]
Time Out Lisboa [agenda cultural]
velha-a-branca estaleiro cultural [Braga]

Nb: na imagem,
reprodução de quadro de Laurinda Garradas, 2005 (in blogue Nesta hora). A propósito ou não, quem gosta de aniz tem aqui uma sugestão apropriada. Que é como quem diz:
«ELMANO, vate SADINO,
Nas musas sempre feliz
Só bebia um licor fino
Um cálice de bom ANIS».
À vossa saúde!