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segunda-feira, 31 de março de 2008

O descarte da dama de ouro

Lula não é de ir ao inferno com ninguém. Ao Contrário, gosta de estar no paraíso. E de preferência sozinho. Foi assim com o seu superministro e articulador político Zé Dirceu (com quem Lula nunca morreu de amores) e com Antônio Palocci (este sim homem de extrema confiança do presidente) , ambos muito bem cotados para a sua sucessão em 2010, mas que foram abatidos em pleno vôo por envolvimento em escândalos. Resultado: eles saíram queimados de todo o imbróglio e o presidente fortalecido.

Outro sério candidato à sucessão de Lula abatido pelofogo amigo” foi o senador Aloízio Mercadante. Como candidato ao governo do estado de São Paulo, na eleição de 2006, se fosse vitorioso poderia tornar-se um dos nomes mais fortes à presidência da República, em 2010. Entretanto, sem qualquer motivação lógica/e ou política foi envolvido no escândalo da compra de um dossiê contra candidatos do PSDB, o que resultou num tiro no . E de forte candidato petista a ganhar a eleição paulista e líder do governo no Senado, transformou-se numa opaca sobra moribunda da política nacional. Obra da causalidade política? Feitiço da oposição? Não acredito também.

Parece-me que a receita deu certo e com Dilma Russeff não será diferente. Com o argumento de que a Casa Civil se transformou num alvo fixo da disputa política, o Palácio do Planalto tratou de colocar a “dama de ourocomo possível carta de descarte, “até que a poeira do escândalo dos cartões corporativos abaixe”. Será este o verdadeiro motivo do descarte? Ou será que a visibilidade e o fortalecimento da ministra incomoda determinadas alas lulistas do PT? É exatamente esta a pergunta que me faço.

Como não acredito em coincidências em política, não desprezo a possibilidade de ser esse mais um capítulo de uma manobra de enfraquecimento de qualquer outro postulante do PT à presidência de República que não seja o próprio Lula. Ou seja, caso não passe a alternativa do terceiro mandato, o plano B seria entregar o governo federal à oposição e apostar no seu fracasso para uma volta triunfal de Lula, em 2014, por mais dois mandatos. Uma cartada perigosa, mas plenamente viável pra quem tem as melhores cartas na mesa e sabe como ninguém fazer o jogo político tupiniquim. E este é o caso de Lula, que se sair do governo como a popularidade que tem hoje será imbatível em 2014. Piração minha? Pode ser. Mas não creio. Então senhores, façam as suas apostas!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Pois bem, ressuscito o grande Tim Maia para escrever umas mal traçadas linhas sobre as eleições diretas no PT, marcadas para dezembro. Com o slogan “renovação”, o segundo maior partido da base aliada (o maior é o PMDB de Renan Calheiros, o todo-poderoso que não tira o seu bumbum arrogante da cadeira de presidente do Senado nem morto e ainda mantém o governo como seu refém) vai às urnas com sete candidatos, que deverão encarar uma maratona de 10 debates. Até aqui nãoqualquer novidade na democracia interna petista. Como também não será novidade o PT eleger o velho para comandá-lo até 2009: o candidato à reeleição, Ricardo Berzoini.