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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Grandes Portugueses

terça-feira, 10 de abril de 2007

Assente a Poeira...

Agora que já assentou um pouco a poeira do concurso dos "Grandes Portugueses" vale a pena voltar ao assunto. Não para discutir o significado dos resultados e da "vitória" de Salazar, como argumentou e bem Pedro Magalhães, os resultados não permitem concluir coisa nenhuma sobre o que os portugueses pensam sobre o que quer que seja.

O que vale a pena discutir, na minha opinião, é o péssimo serviço prestado pela RTP. Seria já um mau serviço fosse qual fosse o canal televisão - sim porque qualquer canal de televisão tem ou deve ter um mínimo de obrigações deontológicas -, pior ainda sendo uma estação pública, sustentada com dinheiro do orçamento de estado. Talvez seja até um bom ponto de partida para debater quais são as obrigações éticas a que deve estar vinculada uma emissora de televisão. E antes venham com o argumento pseudo-liberal que as audiências é que mandam, que a televisão apenas dá aos espectadores aquilo que os espectadores querem ver, é talvez bom relembrar este livro. De Sir Karl Popper, o filósofo preferido dos nossos neo-liberais de serviço, com John Condry: "Televisão: Um perigo para a Democracia" (1994) editado em português pela gradiva.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Escolha de causas

Durante um percurso pelas nossas estradas nacionais fui surpreendida pela exposição de algumas «causas».
À entrada de Santarém, deparei-me com um gigantesco outdoor a apelar ao voto dos escalabitanos em D. Afonso Henriques que, segundo as letras garrafais do cartaz, tinha feito muito pela cidade. Interroguei-me sobre o propósito daquele apelo: que sentido faz mobilizar uma população em torno de uma patetice de raiz televisiva e, mais grave ainda, quem teria custeado a campanha? (a Câmara? Se alguém souber que me responda, por favor).
Já à chegada ao santuário de Fátima fui recebida com enormes fotografias e citções bíblicas das causas que a Igreja parece ter adoptado: imagens de um feto e de um bebé, provando o «milagre da vida»; de um casal heterosexual perfeitamente «canónico»; de um doente terminal a agonizar serenamente... Esta abordagem demonstra uma visão redutora e moralista de algumas questões actuais que devem, antes, ser debatidas, fundamentadas e, por fim, apresentadas em toda a sua complexidade.
Todas estas causas, contra qualquer-coisa, mais não geram do que exclusão e afixá-la à laia de boas-vindas é muito questionável. Não terá a Igreja outras «bandeiras», como a solidariedade, o ecumenismo e, sobretudo, o amor incondicional por todos, para desfraldar?
P.S. - Para uma visão «iluminada» da maneira como a Igreja deve enfrentar os temas da actualidade temos as obras de Timothy Radcliffe O.P. , como Frei Bento Domingues.