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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um novo elefante na loja de porcelanas

Inebriado pelas sondagens e pela erosão socratista, o novo líder do PSD já só pensa no pódio. Vai daí, Passos Coelho resolveu brindar-nos finalmente com a sua verdadeira face: um neoliberalismo cego, que tudo atropela: direitos, coerência, oportunidade. A sua proposta de revisão constitucional foi o teste de partida e, a menos que o PS já esteja por tudo, será um autêntico tiro no pé. É já um dos temas de conversa comum: o ataque ao Estado social e aos direitos sociais num contexto de grave crise social e económica.

Mas não é só isso que está em causa; é também a sugestão encapotada de mais poderes presidenciais, ao arrepio da posição tradicional do seu partido e do modelo constitucional consagrado em 1982, justamente contra as tentações presidencialistas (vd. aqui). Sugestão essa que, por sinal, contradiz a proposta seguinte da possibilidade duma moção de censura parlamentar articulada com uma alternativa governativa: mais incongruência do que esta é difícil. O que faria então o PR: acataria sem nada dizer, quando teria então a possibilidade de ser ele a demitir o governo sem justificações de maior e de ter um ascendente maior sobre a formação dos governos?

Por fim, sob a capa da limpeza ideológica vem a seguir o corretor neoliberal: o Estado passa a mero distribuidor de subsídios para as empresas (é a isso que se reduz a política de emprego!), os despedimentos tornam-se mais fáceis e a economia social é chutada sem apelo nem agravo, indo na enxurrada as IPSS e outras instituições sociais gradas da direita política (vd. aqui e aqui).

Para um partido como o PSD que tem uma boa quota-parte de responsabilidade na construção dum Estado despesista e capturado por interesses clientelares, fica mal começar atacando os poucos pontos de segurança do cidadão comum. Não seria melhor dar indicações sobre como reduzir a despesa pública no sector público (já nem falo em equiparar o IRC da banca ao das pme's, suspeito que não será 'prioridade')? Por exemplo, quanto a contratos de obras e concursos públicos, despesas extraordinárias (como as de desempenho), etc., etc.. Material não falta, certamente, basta ir às recomendações do Tribunal de Contas e da Inspecção-Geral de Finanças...

quinta-feira, 26 de março de 2009

A extrema-direita vai mostrando as suas garras

Le Pen e o Holocausto como detalhe da II Guerra Mundial. Nada de novo: apenas mais uma a juntar à sua já extensa colecção de execráveis bojardas retóricas. Em crescendo?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

E para completar o quadro, um toque de revisionismo histórico

Segundo Sarkozy, ontem nas comemorações do 8 Maio, o fim da II Guerra na Europa, afrimou que "A verdadeira França não estava em Vichy". Ficamos a saber portanto que Pétain não era verdadeiramente francês (se calhar era austríaco). A polícia francesa também não teve nada que ver com a deportação de judeus, como por exemplos no Vel' d'Hiv a 16 e 17 de Julho de 1942 (deve ter sido o exército regular prussiano). As forças afectas ao regime de Vichy que combateram activamente a resistência também não eram franceses (eram talvez alemães). E já agora quem é que transformou num massacre os festejos da vitória na II Guerra, a 8 de Maio de 1945 em Sétif e Guelma, na Argélia?
De facto só faltava a Sarkozy um ligeiro toque de estalinismo para completar o quadro.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Foi você que pediu um Grande Fantasma?

A respeito dum lamentável concurso na tv pública que anda por aí a dar que falar (infelizmente muito à boca pequena, como é hábito luso), aconselho a leitura deste post da Cláudia Castelo e um olhar por esta caricatura sanitária do Zé Dalmeida. Quanto a concursatas e outras farsas lamentáveis estamos conversados.
Agora, que andam por aí uns ventinhos saudosistas e revisionistas disso não tenho dúvidas e até já me envolvi em polémica sobre isso no Fuga para a Vitória (vd. aqui e aqui). De resto, a imagem ao lado fui buscá-la a este post do Carlos Leone, e vem dessa mesma polémica.
Grandes Fantasmas ao preço de cêntimos, veja lá isso. É que, por vezes, o barato sai caro.
v
PS: aos distraídos, convém relembrar que são todos os contribuintes que pagam esta concursata deplorável.
PS2: aos muito distraídos, o meu voto é só este: o de que a tv pública não tenha concursos que degenerem onde este degenerou.