Mostrar mensagens com a etiqueta Amy Winehouse. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amy Winehouse. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Será mesmo o fim de Amy Winehouse ou marketing?

Segundo o tablóide britânico The Sun, a cantora e compositora Amy Winehouse poderá não produzir outro álbum. Ela está há seis meses tentando compor 2 canções, mas não consegue terminá-las. As músicas deveriam entrar no próximo disco da cantora, que tinha previsão de lançamento para este ano. "Talvez os problemas com as drogas nunca deixem que Amy termine seu terceiro disco", diz a fonte. Sensacionalismo (o que aliás não é novidade alguma tratando-se do jornal inglês) , jogada de marketig (é intrínseca ao mundo pop) ou fato (que não deixa de ser factível tratando-se de Amy) ???A ver vamos.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

(A propósito da Amy) To Zèd with luv

Let us put our trust in the eternal spirit which destroys and annihilates only because it is the unsearchable and eternally creative source of all life. The passion for destruction is also a creative passion!
Michael Bakunin: Reaction In Germany (1842).
Há uma triologia de Tom Stoppard intitulada The Coast of Utopia, onde Bakunin é uma das personagens mais interessantes.
Seguem duas quotes de Bakunin anti-marxistas:
"They [the Marxists] maintain that only a dictatorship—their dictatorship, of course—can create the will of the people, while our answer to this is: No dictatorship can have any other aim but that of self-perpetuation, and it can beget only slavery in the people tolerating it; freedom can be created only by freedom, that is, by a universal rebellion on the part of the people and free organization of the toiling masses from the bottom up." (...) anarchism or freedom is the aim, while the state and dictatorship is the means, and so, in order to free the masses, they have first to be enslaved.
Mikhail Bakunin, Statism and Anarchism

domingo, 1 de junho de 2008

Não tenho paciência para Amy Winehouse, Britney Spears e afins

Eu não queria, mas não resisto. Hoje é domingo e, escrevendo, deveria escrever sobre vinhos (ando para escrever sobre o Languedoc, mas vai ter que ficar para a próxima). Tratando-se de Wine-House, abre-se uma excepção, e aqui vai disto. Claro que quem vai a um concerto de Amy Winehouse deve saber ao que vai, não tem desculpa. Eu não fui, e se vier cantar aqui por estas bandas vai ser sem mim. Um CD de estúdio chega perfeitamente. A moça até tem uma voz interessante, diria mesmo uma boa voz, e tem sobretudo um repertório muito bom. Gosto bastante das músicas que canta, mas isso, mérito a quem é devido, é graças ao talento de compositores, letristas, orquestradores, produtores e músicos. Desconheço se Amy se dedica a alguma destas actividades, mas duvido. Óbvio é que a moça tem talento (como diz, e bem, o Manolo) para a auto-destruição, e para isso é que já não tenho paciência. Que se vá auto-destruir para casa, em privado. Mas pelos vistos há quem goste do espectáculo. Pior ainda, há quem idolatre a auto-destruição, e provavelmente há até quem tenha também muita peninha, que coitadinha a mocinha até sofre muito, pobrezinha. Eu não tenho paciência, mas se outros têm, enfim, paciência... assim seja.

Agora, que venham comparar Amy Winehouse a Nina Simone, ou Billie Holliday, isso é que já é um ultraje. Nem é preciso comparar biografias (talvez Simone e Holliday tenham tido vidas muito mais duras, e verdadeiros dramas pessoais que possam justificar o sofrimento, mas nunca fizeram do sofrimento um espectáculo, mesmo que faça hoje parte da lenda, mas não vamos por aí). Atente-se à música: quando Amy Winehouse fizer metade do que fizeram Nina Simone ou Billie Holliday - i.e. quando gravar metade da discografia, com metade da qualidade, e que exerça metade da influência sobre as gerações de músicos futuras - então aceito a comparação, e podemos conversar. Enquanto esperamos, e vamos esperar muito, porque afinal a carreira de Amy Winehouse está apenas no começo (embora esteja provavelmente já no fim), fica uma faixa de Nina Simone ao vivo, para amostra. A música é boa, mas Nina Simone habituou-nos a melhor, a qualidade da gravação é sofrível, mas dá para ver o que era Nina Simone ao vivo. Oiçam, e julguem por vós.



Mas o pior, o que me tira do sério mesmo é chavões do tipo "Genialidade sem excesso? Não temos". Claro que quando se procura o excesso, e se idolatra o excesso, e se confunde excesso com génio, é normal pensar que não há génio sem excesso. Puro engano. Dou apenas o meu exemplo preferido: Charlie Parker e Dizzy Gillespie. O Jazz moderno tal como o conhecemos hoje é o resultado da revolução formal que foi o BeBop, e o BeBop foi 90% o resultado da parceria entre Gillespie e Parker. Parker é muito mais conhecido do que Gillespie (para os que não se lembram é o trompetista das bochechas enormes). Parker morreu novo, com excesso de álcool, excesso de drogas, batia na mulher, e mais uma série de excessos. Dir-se-ia que o excesso faz parte do génio. Mas que tem tudo isso a ver com música? Rigorosamente nada. E pouco importa que tenha sido Gillespie o teórico do BeBop, quem desenvolveu os novos formalismos, progressões de acordes, relações acorde-escala, e outras miudezas (essas sim, relacionadas com música). Gillespie não foi propriamente um homem de excessos, e teve uma carreira que durou uns cinquentas anos, coisa pouca afinal. Os excessos de Parker serão sempre o Ícone. Chama-se a isso confundir o essencial com o acessório.

P.S. - Razão tem o Luís Rainha.
P.P.S. - Sobre Gillespie já escrevi aqui e aqui.

Quem foi ver Amy Winehouse viu Amy Winehouse

Rumores deste lado do Atlântico dão conta de que a apresentação da britânica Amy Winehouse, no Rock in Rio Lisboa, foi decepcionante por uma série de coisas somadas. Mas só se decepciona com ela quem não a conhece. Seus shows são à sua imagem e semelhança: imprevisíveis e de alto risco. Apesar de ser uma excelente cantora de estúdio (claro que não sem antes levar à loucura os seus produtores Salaam Remi e Mark Ronson e músicos), Amy não é a pessoa mais indicada para realizar bons concertos ao ar livre, pois sempre se apresenta (quando se apresenta), no mínimo, totalmente bêbada e muitas vezes lixada e completamente fora de controle. Para quem já passou três dias consumindo um coquetel composto por vodca, uísque, ecstasy, medicamento para cavalos e cocaína até que ela estava (pelo que vi no YouTube) bem comportada ontem. Quase uma tímida normalista. Em outras palavras, quem foi ver Amy Winehouse viu Amy Winehouse, essa adorável “desordeira”, que lamentavelmente tem um puta instinto de autodestruição.


quarta-feira, 26 de março de 2008

Amy Winehouse entra na luta contra o cancro de mama. Boa!

A cantora britânica Amy Winehouse aparecerá como veio ao mundo (ou quase) para uma campanha de conscientização sobre os riscos do câncer (cancro) de mama entre mulheres jovens. As fotos, onde a vencedora de cinco Grammy posa apenas com uma guitarra e fitas adesivas sobre os mamilos serão publicadas pela revista inglesa "Easy Living", na edição de abril próximo. Além de Winehouse, a atriz Helena Bonham Carter e a cantora nigeriana Sade também aderiram à campanha. Não sei se esta é uma jogada de marketing só para chamar atenção depois que notícias suas envolvendo drogas pesadas e álcool se tornaram lugar comum em sua vida. Mas, de qualquer forma, a iniciativa é digna de aplausos.

Nb: Foto de Carolyn Djanogly