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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

«Violação grave dos direitos humanos» no ataque israelita à Flotilha da Liberdade, conclui relatório da ONU

Relatório da ONU diz que há provas para acusar Israel de crimes internacionais 
Ataque de Israel à flotilha foi «uma violação grave dos direitos humanos»

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Intolerância, deriva belicista e domínio geo-estratégico: o que permitem a inimputabilidade internacional e a cegueira ideológica

Ocorreu hoje um dos piores actos de agressão do Estado israelita contra a comunidade internacional. Leram bem, contra a comunidade internacional. Foi um massacre de civis activistas de 40 países ocidentais e orientais envolvidos numa campanha de solidariedade com a população palestiniana da Faixa de Gaza, após meses dum bloqueio israelita insano àquele território (neste momento, estão confirmados 10 mortos e dezenas de feridos).

A viagem da «Flotilha da Liberdade» estava programada há algum tempo e a comitiva de c.700 pessoas incluía  deputados da Alemanha, Noruega, Suécia, Bulgária e Irlanda, sendo a maioria dos restantes elementos membros de ong's humanitárias, além duma Prémio Nobel, dum sobrevivente do holocausto, dum ex-senador dos EUA, de jornalistas e de tripulantes (vd. aqui). Israel intimidou desde cedo, pressionando para o seu acostamento em território israelita e não em território palestiniano, como se uma comitiva com intuitos humanitários não pudesse atracar num porto palestiniano sem autorização do auto-declarado ocupante (mesmo que nesta situação, a resposta é completamente desproporcionada e, muito provavelmente, ao arrepio do próprio direito internacional).

O facto do morticínio provocado por comandos israelitas ter ocorrido em águas internacionais, e cujas imagens ecoam a pirataria somali, não demoveu o governo israelita de procurar justificar o injustificável com a mais sinistra propaganda, que alguns (poucos) media ainda acham por bem acolher, seguindo a política bushista da «guerra de civilizações» e da protecção à outrance do sionismo ultrabelicista. Felizmente que a maioria dos media, acompanhando o coro internacional e unânime de críticas a um acto tão atroz, se distanciou de tais derivas belicistas, as quais provocaram uma crise diplomática sem precedentes: vd. «Israel accused of state terrorism after attack». Também a opinião pública internacional tem-se manifestado contra este crime um pouco por todo o mundo: «Clamor internacional contra el "baño de sangre" de Israel».

Porquê agora isto? Rebobine-se um pouco o filme e chegamos a uns dias atrás em que uma iniciativa diplomática de países emergentes na cena internacional (e, por consequência, na respectiva área regional) procuraram resolver diplomaticamente o «caso iraninao». Assim, por iniciativa diplomática, o Brasil intercedeu junto do Irão para que suspende-se o seu programa nuclear, enviando o seu material nuclear para a Turquia. Ora, nesta comitiva solidária, a maioria dos membros eram turcos, antes um dos poucos interlocutores muçulmanos de Israel... Para bom entendedor...

(para quem tem dúvidas é favor ler «Turquia acusa Israel de ter cometido um acto de "terrorismo de Estado"»).

Sobre a acção israelita e seu enquadramento vale a pena ler «Israël veut montrer qu'il reste maître chez lui», do historiador Pierre Razoux.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Israel e Palestina: o caminho da paz é difícil mas não inacessível

BandeirasIsraelPalestina Com os recentes acontecimentos no Irã, pouco ou quase nada se tem falado sobre as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitindo a possibilidade da criação de um Estado palestino. Esta foi a primeira vez que Netanyahu falou oficialmente sobre a questão. O premiê também destacou que a solução para o atual conflito se baseia no “reconhecimento sincero” por parte dos palestinos de que Israel é "um Estado nacional judeu". E assim, solicitou ao mundo árabe que colabore no sentido de se encontrar soluções de paz para a região e acrescentou estar disposto a negociar em qualquer lugar: seja em Beirute, em Damasco e também em Jerusalém.

Por seu lado, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) considerou que o primeiro-ministro israelense “bombardeou” os esforços de paz no Oriente Médio com o discurso que fez, onde colocou várias condições à criação de um Estado palestino. “Este discurso “bombardeia” todas as iniciativas de paz na região. Coloca entraves aos esforços que visam salvar o processo de paz num desafio claro à administração norte-americana”, disse o porta-voz da ANP, Nabil Abou Rudeina, que também criticou o fato de Netanyahu não ter excluído o congelamento dos colonos nos territórios palestinos. Enfim, membros do alto escalão do governo palestino disseram que a imposição de determinadas condições significa fechar as portas às negociações. Mas não descartam a abertura de conversações.

Já o Hamas, que até ontem se opunha frontalmente a abertura de diálogo parece ter mudado um pouco de ideia e se diz disposto a negociar. Claro que impondo condições. Em seu encontro com ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, o chefe de governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, afirmou que “se existe um projeto realista para resolver a causa palestina com o estabelecimento de um estado nos territórios ocupados em 1967 (Guerra dos Seis Dias) e com plena soberania, nós o apoiaremos”. O problema é que Netanyahu não aceita sentar-se à mesa de negociação com representantes do Hamas.

Em síntese, vejamos o que quer cada uma das partes.

Israel:

- Um Estado nacional judeu.

- Jerusalém como capital indivisível de Israel.

- Reconhecimento de Israel como um Estado judaico

- A questão dos refugiados deve ser negociada fora das fronteiras de Israel

- Um Estado palestino desmilitarizado.

- Não será admitido qualquer pacto militar com o Hezbollah e com o Irã.

Autoridade Nacional Palestina:

- Retorno de Israel às fronteiras pré-1967.

- Divisão de Jerusalém entre os 2 Estados.

- Desmantelamento dos assentamentos.

- Uma solução para os refugiados.

Hamas:

- Exige sem pré-condição a volta de todos os refugiados.

- E aceita uma trégua com Israel por apenas 10 anos se os israelenses retornarem para as fronteiras pré-1967.

Seja como for, é possível agora ver uma luz no final do túnel no processo de paz para palestinos e israelenses. Claro que as negociações poderão ser tenazes por parte dos envolvidos, cada qual defendendo seus interesses. Mas não impossível. O importante é que sejam dados os primeiros passos ao encontro de soluções consensuais para a coexistência pacífica e duradora entre esses 2 povos. Se usarem do bom senso, esta possibilidade não será mais uma miragem no desertol. O campo será sempre fecundo pra quem sabe conviver harmoniosamente com as diferenças e delas fazer uma coexistência edificante.

domingo, 22 de março de 2009

O horror fashion dos soldados israelenses: 1 disparo, 2 mortos

6a00d8341cc8ad53ef01127982adff28a4 Esta imagem mostra o verdadeiro horror a que foram submetidos os palestinos durante o último massacre de Gaza. Mesmo depois do cessar-fogo, t-shirts com expressões e desenhos repugnantes viraram moda entre os militares israelenses. Uma delas mostra uma mulher palestina grávida sob a mira de uma arma de fogo, com a inscrição "1 shot, 2 kills". Se fora do campo de batalha os soldados do Exército de Israel agem assim, imagino o que fazem quando estão no front. Mais dessa insanidade sádica, aqui.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ativistas do Free Gaza produzem documentário

Dirigido por Alberto Arce e Miguel Llorens, “Borrados del Mapa” é um documentário que narra o devastador ataque de Israel contra Gaza. Mais.





quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

E agora, José?

Israel acordou hoje sob a indefinição política. A atual chanceler e líder do Kadima, Tzipi Livni, venceu (fez 28 cadeiras), mas pode não levar. Já o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do Likud, perdeu (fez 27), mas tem tudo pra compor com a ultradireita laica e religiosa e se tornar o premiê israelense. Poderá contar com 65 dos 120 mandatos do Knesset (Parlamento), enquanto um suposto bloco mais à esquerda soma no máximo 55 cadeiras, isso contando com as 11 conquistadas pelos partidos árabes, que já se manifestaram claramente que não apoiarão qualquer uma das coalizões, pois foram banidos do Parlamento com o apóio de ambas. Decisão derrubada felizmente pelo Supremo Tribunal dias depois de aprovada.

Para governar, a líder do Kadima não terá outra alternativa senão a de compor com o Likud e com os socialdemocratas do Partido Trabalhista (14), o que me parece uma missão quase impossível, uma vez que Netanyahu também quer voltar a ser premiê . Pra piorar a situação, já que merda pouca é bobagem, há uma pedra no sapato de qualquer que seja o bloco governista. E essa pedra no sapato chama-se Avigdor Lieberman, um ultranacionalista e líder do Yisrael Beitenu. Com os 15 mandatos conquistados, deverá preitear um ministério importante que lhe garanta influência decisória e visibilidade política. Ou seja, será muito difícil livrar-se dele na composição do próximo governo. Talvez impossível.

Em suma, seja qual for o próximo governante de Israel não vejo no horizonte a possibilidade de uma abertura de diálogo que dê condições políticas para a elaboração de um projeto sério e determinante que garanta a criação de um Estado palestino livre e soberano. Ao contrário. Tudo deverá ficar como está ou pior. Por isso, ao povo palestino só me resta deixar aqui excerto da poesia de Carlos Drummond de Andrade, “José?”:

E agora, José?/ A festa acabou, / a luz apagou,/o povo sumiu,/ a noite esfriou, /e agora, José ?/ você que é sem nome,/ que zomba dos outros,/ você que faz versos,/ que ama protesta,/ e agora, José ?/ Está sem mulher, está sem discurso,/ está sem carinho, / já não pode beber,/ já não pode fumar,/ cuspir já não pode,/ a noite esfriou,/ o dia não veio,/ o bonde não veio,/ o riso não veio,/ não veio a utopia...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Israel vai às urnas sem qualquer alternativa. Todos são pela guerra.

Nem a atual crise econômica, nem o desemprego, nem a incompetência de seus políticos, nem a esquerda, o centro ou a direita. As eleições gerais de amanhã em Israel não terão qualquer motivação ideológica ou administrativa. Os israelenses vão às urnas sem qualquer alternativa de escolha sobre a questão palestina. É a guerra pela guerra.

A operação militar que quase devastou Gaza, que deixou mais de 1300 palestinos e 13 israelenses mortos, foi a única plataforma política dos líderes dos principais partidos políticos de Israel durante toda a campnha eleitoral. Tanto os governistas Kadima e Partido Trabalhista como o oposicionista Likud defenderam enfaticamente o uso da força contra o povo palestino. Aliás, já não é incomum a migração de políticos entre estas 3 forças políticas.

Independentemente das cores partidárias, os principais candidatos ao cargo de premiê basearam suas respectivas campanhas no uso da força para conter as ações do Hamas. Em momento algum se propôs um plano para a abertura de um diálogo entre as partes para a criação efetiva de um Estado palestino livre e soberano. Não. Isso parece não emocionar muito o eleitor comum. Em nome de uma suposta segurança do país, parece-me que ações militares contra paletinos inocentes têm mais apelo político.

Entre a atual ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni (Kadima) e Ehud Barak, atual ministro da Defesa e candidato pelos trabalhistas, e o oposicionista e líder do Likud, Binyamin Netanyahu, não há divergências. Não são inimigos políticos. São cúmplices na defesa da política de punição coletiva implementada pelo apartheid. Em nome da alegada luta contra o Hamas, todos defendem o covarde ato de terrorismo de Estado praticado impunemente por Israel há anos, que transformou a Faixa de Gaza num gueto, onde se vive uma dos maiores tragédias humanitária do mundo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Premiê turco dá as costas ao Fórum Econômico Mundial de Davos

premie turcoO premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, foi recebido ontem em Istambul como herói, em sua volta de Davos, onde abandonou um debate sobre o conflito em Gaza com o presidente de Israel Shimon Peres e o presidente da ONU, Ban Ki-Moon, e prometeu nunca mais regressar ao Fórum Econômico Mundial. Erdogan foi embora após ter sido impedido pelo moderador, David Ignatius, do Washington Post, de responder à intervenção de Peres sobre os recentes ataques de Israel à Gaza. Até aí, tudo bem. Mas e os curdos, hein!? Nunca é demais lembrá-lo disso. Aqui vídeo da chegada de Erdogan em Istambul.

Imagem retirada daqui.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

“Soldados virtuais”, a nova arma de Israel no massacre a Gaza

cibercultura1 Nem só de caças F-16 e mísseis teleguiados são feitos os ataques israelenses em Gaza. Uma arma em específico se destacou pela eficiência apresentada desde a escalada do conflito. Ela age nos bastidores da internet, modificando resultados de sondagens on-line e ajuda a protestar contra notícias desfavoráveis à comunidade israelense. O nome da ferramenta é Megaphone, um software desenvolvido pela companhia Collactive e distribuído pela organização Giyus ("mobilização" em hebraico, mas também sigla para "Give Israel Your United Support" ou "Dê a Israel seu apoio integrado", em tradução livre).

domingo, 18 de janeiro de 2009

Engana-me que eu gosto (atualizado)

free palestine ribbon Israel decretou cessar-fogo unilateral. E daí, bolas? Mas tudo continuará na mesma ou pior. As fronteiras de Gaza continuarão fechadas, o bloqueio não cessará e Gaza fica mais ocupada que antes. Mas se os palestinos se comportarem de forma subalterna e não reagirem à condição de gueto a que estão submetidos, pode ser até que não sejam massacrados novamente. Pode ser.

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Poucas horas após declarar cessar-fogo, Israel voltou a atacar o norte de Gaza em resposta a ataques com foguetes lançados pelo Hamas. A força aérea abriu fogo contra vários edifícios na Cidade de Gaza, matando o primeiro palestino desde que entrou em vigor a trégua israelense. Em seguida, o Hamas anunciou um cessar-fogo imediato de seus militantes e grupos aliados. O grupo disse que suspenderá o lançamento de foguetes e deu a Israel uma semana para retirar suas tropas do território palestino.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Vozes pela paz



Felizmente, em Israel há grupos que se opõem ao horror imposto aos palestinos. B'tselem, Peace Now, Courage to Refuse e Yesh Gvul são alguns representantes daqueles que realmente querem a paz. Clique nas imagens para acompanhar o trabalho corajoso desses que não se calam.

Em Gaza como em Guernica: também um palco para testes de armas

guernica No dia 26 de abril de 1937, Guernica foi bombardeado pela força aérea de Hitler apoiada pelas forças fascistas do general Francisco Franco, meses após o início da Guerra Civil espanhola (1936-39). Dos quase 6 mil habitantes dessa localidade basca, mais de 2 mil pessoas morreram depois da “experiência”. O ataque serviu de teste para se ter a idéia de qual seria o efeito dos bombardeamentos concentrados e, principalmente, que resultado produziria bombardeamentos sucessivos com bombas diferentes (incendiárias e de fragmentação). Assim como Guernica serviu de testes para os nazis alemães, o mesmo está a acontecer em Gaza. Os médicos noruegueses Erik Fosse e Mads Gilbert (da organização humanitária Norwac), que passaram 11 dias a trabalhar em um hospital na Faixa de Gaza, acusam o exército de Israel de usar em seus ataques um explosivo experimental conhecido como Dime (Dense Inert Metal Explosive), que mescla um material explosivo com outro químico. Mais.



terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Jon Stewart sobre o ataque a Gaza

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Quando dois lados deixam de se equivaler: desproporção e desastre humanitário

Parece-me bem oportuno e motivo de reflexão o post anterior do Zèd.

Sendo inevitável uma reacção militar israelita face à pressão da população do Sul de Israel, após semanas seguidas à mercê dos foguetes sanguinários do Hamas, ela assumiu uma desporporção tão gritante e gratuita que se tornou motivo de repúdio generalizado.
A desproporção atingiu o limiar da decência: o desastre humanitário para uma população já antes condenada à pobreza e à guetização e, agora, acossada e alvo militar no seu conjunto. Olho por olho, dente por dente? Já nem isso, embora tal já fosse motivo para lamentar.
Como se não bastasse, os jornalistas foram impedidos de entrar, bem como a ajuda humanitária. Ao fim de 2 semanas de bombardeamentos ininterruptos, e após intensa pressão diplomática e da opinião pública internacional, os dirigentes israelitas lá concederam o escape de 3 horas por dia para ajuda humanitária. Nem esta, porém, foi respeitada: uma coluna de veículos da ONU foi hoje atacada pela aviação israelita na Faixa de Gaza, causando um morto e vários feridos. O ataque foi de imediato condenado pela ONU e a sua Agência para a Ajuda aos Refugiados Palestinianos suspendeu as actividades, por não ter condições para actuar, embora alerte para a situação de presente "crise humanitária". Esta hostilização da presença internacional segue-se a ataques israelitas a 3 escolas da ONU, causando mais de 40 mortos, também qualificados de "totalmente inaceitáveis" pelo secretário-geral, Ban Ki-moon.
São já 763 as vítimas mortais em Gaza. Mais informações recentes aqui.
Entretanto, os ministros da diplomacia ocidental e árabe chegaram a acordo sobre uma resolução apelando ao cessar-fogo imediato (vd. aqui). Espera-se que dê resultado e que as negociações possam ser reactivadas.
Na imagem, cartoon de Latuff («Gaza blockade»).

Para que conste

É por demais evidente, a ofensiva militar de Israel em Gaza não tem de todo por objectivo acabar com os rockets do Hamas. Nem sequer os israelitas acreditam nisso. Os objectivos são outros e parecem estar a ser conseguidos. Que morram centenas de civis em nome de uma causa tão nobre quanto umas meras eleições legislativas será apenas um detalhe. Ainda para mais eleições legislativas em Israel não são propriamente um acontecimento raro.
Não surpreende, mas não deixa de ser muito relevante que a grande maioria dos israelitas apoie a operação militar em Gaza mesmo achando que não vai impedir o lançamento de rockets. Presume-se portanto que uma grande maioria dos israelitas concorda que a punição dos palestinos é legítima em si mesma, a punição pela punição (colectiva, note-se). Será a ofensiva Israelita em Gaza (e a política de Israel para com a Palestina) apenas uma consequência normal da democracia?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

“Israel está simplesmente lutando por sua liberdade e pela sobrevivência de sua gente. Não deseja destruir outro povo.” (???) - atualizado

israel Como não deseja destruir outro povo se já o faz há anos!? Pra tanto, basta lembrar que Israel não permite o retorno dos cerca de 4.000.000 de refugiados palestinos espalhados pela Jordânia, Egito, Líbano e alhures, vítimas da agressão militar e do expansionismo israelense. Enquanto isso, judeus originários de qualquer parte do mundo têm o direito de se estabelecerem no Estado de Israel (Lei do Retorno). Deixo aqui o meu ponto de interrogação, sr. Gilles Bernheim. Mais.

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ONU defende direito de palestinos fugirem para outros países

(É o que diz o Alto Comissariado para os Refugiados, António Guterres.)

É a sério isto ou querem tapar o Sol com a peneira? Creio que a ONU deveria defender de forma cristalina o direito de os palestinos terem um Estado livre e soberano, pra não precisarem se refugiar noutros países e nunca mais poderem voltar pra terra onde nasceram, se criaram e de onde estão sendo expulsos há anos, a exemplo do que já acontece com os quase 4.000.000 deles. Na foto, um grupo de refugiados palestinos, em 1948. Imagem retirada daqui.


Também eu gostaria de compreender...

Oui, j’aimerais bien comprendre comment réconcilier tout ça. Comprendre pourquoi l’on s’offusque bruyamment de ce qu’un mort palestinien n’a pas la même valeur qu’un mort israélien tout en ignorant l’absence totale de valeur d’un mort congolais.

Porque razão um morto palestiniano não tem o mesmo valor que um morto israelita, e um morto congolês não tem valor nenhum.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Em Gaza há amanhecer. Mas não sei se haverá o amanhã.

gaza ao manhacer

Foto AP

sábado, 3 de janeiro de 2009

Agora 80% de Gaza depende de ajuda humanitária (atualizado)

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Ontem, milhares de pessoas protestaram no mundo todo contra os ataques israelenses em Gaza. Foram registradas manifestações no Oriente Médio, na Ásia, na África, em alguns países europeus e em São Paulo, onde um grupo de apoio à Palestina liderou uma manifestação promovida por diversas entidades sindicais, partidos políticos e instituições de defesa dos direitos humanos. Sem dar ouvidos ao mundo, a artilharia israelense bombardeou hoje a Faixa de Gaza, enquanto tropas e tanques faziam uma ofensiva terrestre. Assim, sobe pra mais de 460 o número de mortos e aproximadamente 2.300 feridos. Agora 80% da população da região dependente completamente de ajuda humanitária. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha denunciou hoje que, pelo segundo dia consecutivo, o governo de Israel impediu a entrada em Gaza de equipes médicas, apesar de ter informado com antecipação as autoridades de sua chegada. Fonte: ONU.

Fotos: Agência Estado, AP e Efe.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Mais de 400 palestinos morreram nos 6 dias de bombardeios israelenses sobre Gaza. Outros 2.000 estão feridas.Bom ano, palestinos!

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Imagens de Banksy no Muro da Vergonha