«Em democracia, as comunidades afectadas pelas decisões políticas têm de ser ouvidas»: entrevista de Sofia Lorena ao juiz e especialista em direito público Sabino Cassese (nb: texto integral na p.17 deste dossiê)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Para todos aqueles com demasiada cera nos ouvidos
Posted by
Daniel Melo
at
23:03
0
comments
Labels: democracia, direitos sociais, Público
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Afinal os adolescentes não são uma confusão, apenas arriscam mais
Posted by
Daniel Melo
at
00:02
0
comments
Labels: adolescência, ciência, Público
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Intolerância, deriva belicista e domínio geo-estratégico: o que permitem a inimputabilidade internacional e a cegueira ideológica
Ocorreu hoje um dos piores actos de agressão do Estado israelita contra a comunidade internacional. Leram bem, contra a comunidade internacional. Foi um massacre de civis activistas de 40 países ocidentais e orientais envolvidos numa campanha de solidariedade com a população palestiniana da Faixa de Gaza, após meses dum bloqueio israelita insano àquele território (neste momento, estão confirmados 10 mortos e dezenas de feridos).A viagem da «Flotilha da Liberdade» estava programada há algum tempo e a comitiva de c.700 pessoas incluía deputados da Alemanha, Noruega, Suécia, Bulgária e Irlanda, sendo a maioria dos restantes elementos membros de ong's humanitárias, além duma Prémio Nobel, dum sobrevivente do holocausto, dum ex-senador dos EUA, de jornalistas e de tripulantes (vd. aqui). Israel intimidou desde cedo, pressionando para o seu acostamento em território israelita e não em território palestiniano, como se uma comitiva com intuitos humanitários não pudesse atracar num porto palestiniano sem autorização do auto-declarado ocupante (mesmo que nesta situação, a resposta é completamente desproporcionada e, muito provavelmente, ao arrepio do próprio direito internacional).
O facto do morticínio provocado por comandos israelitas ter ocorrido em águas internacionais, e cujas imagens ecoam a pirataria somali, não demoveu o governo israelita de procurar justificar o injustificável com a mais sinistra propaganda, que alguns (poucos) media ainda acham por bem acolher, seguindo a política bushista da «guerra de civilizações» e da protecção à outrance do sionismo ultrabelicista. Felizmente que a maioria dos media, acompanhando o coro internacional e unânime de críticas a um acto tão atroz, se distanciou de tais derivas belicistas, as quais provocaram uma crise diplomática sem precedentes: vd. «Israel accused of state terrorism after attack». Também a opinião pública internacional tem-se manifestado contra este crime um pouco por todo o mundo: «Clamor internacional contra el "baño de sangre" de Israel».
Porquê agora isto? Rebobine-se um pouco o filme e chegamos a uns dias atrás em que uma iniciativa diplomática de países emergentes na cena internacional (e, por consequência, na respectiva área regional) procuraram resolver diplomaticamente o «caso iraninao». Assim, por iniciativa diplomática, o Brasil intercedeu junto do Irão para que suspende-se o seu programa nuclear, enviando o seu material nuclear para a Turquia. Ora, nesta comitiva solidária, a maioria dos membros eram turcos, antes um dos poucos interlocutores muçulmanos de Israel... Para bom entendedor...
(para quem tem dúvidas é favor ler «Turquia acusa Israel de ter cometido um acto de "terrorismo de Estado"»).
Sobre a acção israelita e seu enquadramento vale a pena ler «Israël veut montrer qu'il reste maître chez lui», do historiador Pierre Razoux.
Posted by
Daniel Melo
at
23:20
2
comments
Labels: Conflito Israelo-Palestino, Israel, massacre, media, Público, terceiro sector, Terrorismo, tragédias humanitárias, Turquia, violência
domingo, 25 de abril de 2010
Casas decentes para todos!
Olá! E eis que passados 36 anos sobre a revolução de Abril surge uma inesperada reportagem de media mainstream sem visão acusatória sobre o movimento de moradores e a questão da habitação no período revolucionário. Chapeau! A reportagem em apreço chama-se «As casas que o povo quis», é de Luís Francisco, saiu no Público de hoje e tem ainda a proeza de fazer a ponte entre passado e presente.
Posted by
Daniel Melo
at
23:59
0
comments
Labels: media, política de habitação, PREC, Público, revolução
terça-feira, 13 de abril de 2010
«Génio louco» ou um cientista brilhante com convicções éticas?
A propósito do matemático russo Grigori Perelman, autor na berlinda por não ter logo aceite prémios vultuosos que distinguiam o seu contributo para a transformação da conjectura de Poincaré num teorema, passou a imagem dum dum «génio louco» em muitos media.
Posted by
Daniel Melo
at
22:48
0
comments
Labels: ciência, cogumelos, Ética, matemática, media, preconceito, Público
A classe média que pague a crise!
(Elísio Estanque, «A classe média e a estabilidade social», Público, 10/IV/2010, p. 36)
Posted by
Daniel Melo
at
00:01
2
comments
Labels: alternativa política, classes sociais, debate público, governo, luta de classes, política económica, Público
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Redes sociais da internet: uma ameaça à privacidade?
«É aceitável que a adesão às redes sociais justifique a perda de privacidade?» foi o mais recente tema lançado pelo site Contraditório.
Do lado do 'não' estava Maria Manuel Veloso (prof.ª da UC e membro do Focus Gruoup on Privacy Enhancing Technologies);
do lado do 'sim' figurava Francisco Teixeira da Mota, o qual nos deu um bom resumo da peleja em «A adesão às redes sociais e a perda de privacidade» (in jornal Público, 11/IV/2010, p. 39).
Posted by
Daniel Melo
at
23:23
0
comments
Labels: debate público, Internet, liberdade, liberdade individual, media, privacidade, Público
Um tema, duas opiniões diferentes, mas apenas para quem é assinante!
«Um tema, duas opiniões diferentes» é uma rubrica recente do jornal Público, onde se procura dar espaço ao debate de ideias sobre política económica. Entusiasmado por esta nova oportunidade de ler textos acessíveis e oponentes sobre um determinado tema da economia do quotidiano, resolvi dar notícia.
Posted by
Daniel Melo
at
23:00
0
comments
Labels: cartoon, debate público, debater o debate, economia, economistas, humor, livre acesso à informação, media, política económica, Público, trabalho
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Nos carris de Kafka...
Posted by
Daniel Melo
at
18:56
0
comments
Labels: cp, ordenamento do território, política de transportes, Público, transportes públicos
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O presidente que caiu numa dupla ratoeira
Posted by
Daniel Melo
at
22:18
2
comments
Labels: Cavaco Silva, choque, Diário de Notícias, media, minas e armadilhas, PS, Público, República
terça-feira, 22 de setembro de 2009
As pífias de Cavaco
Mas ficam-me ainda umas pequenas questões. JMF diz que gosta de factos, e enuncia alguns; diz no primeiro que "Dados fornecidos por uma só fonte que se quer manter anónima não são notícia no PÚBLICO." falando do que se passou há 17 meses. É impressão minha ou esses mesmíssimos dados foram publicados 16 meses depois? Um facto que JMF não refere.
Outra: diz JMF que "E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.", presume-se portanto que JMF perdoará, porque não percebeu. Ou será que percebeu? E se percebeu porque raio publicou a notícia?
Nisto, em França o "Affaire Clearstream" começou a ser julgado nos tribunais. Há paralelos interessantes (à suivre...).
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Este estabelecimento reabre quando puder ser
Vale a pena elogiar a reportagem-manchete de ontem no Público, "Falta de dinheiro e de funcionários está a asfixiar a rede de museus" (continuada aqui).Nela se divulgam os resultados dum inquérito promovido por este jornal e ao qual responderam 34 museus portugueses. Da sua análise comprova-se que a maioria dos referidos museus está a cortar nos horários, na programação e/ou em serviços (o mais preocupante é a diminuição do serviço educativo) por não terem orçamento adequado. São 4 páginas bem escritas e bem ilustradas, que demonstram que quando os jornais investem em jornalismo de investigação e se dedicam a escrutinar a actividade pública com profundidade, todos temos a lucrar. O trabalho é da autoria de Alexandra Prado Coelho e Bárbara Reis.
Posted by
Daniel Melo
at
15:42
0
comments
Labels: agenda cultural, educação artística, media, política cultural, Público
domingo, 3 de agosto de 2008
Anúncio do anúncio, ou a urgência nos dias que correm
Posted by
Daniel Melo
at
21:03
0
comments
Labels: neo-realismos, petiscos ao domingo, Público
sábado, 25 de agosto de 2007
EPC no fio do horizonte (1944-2007)
Apesar do seu lado mais convencional e do pendor para o ‘amiguismo’, vou ter saudades de Eduardo Prado Coelho e dos seus textos de ensaio e crónica jornalísticos, designadamente de «Fio do horizonte», aquele que foi o seu espaço de crónica no jornal Público nos últimos 10 anos.É verdade que EPC nunca se preocupou em fazer uma crítica literária (ou outra) assente na sistematização da qualidade das obras saídas. A sua opção pela escrita sobre autores e obras que agradavam ao seu gosto pessoal, quantas vezes seus amigos pessoais, não é em si mesma negativa. Contudo, o meio da crítica perdeu assim um dos nomes que mais poderia incentivar essa busca por uma sistematização, essa necessidade duma maior procura da qualidade e das insuficiências e limites das obras. Dum inventário mais plural baseado na qualidade, no risco e na experimentação.
Seja como for, é inegável o seu impressivo contributo para o ensaísmo jornalístico, para uma maior informalidade na crítica e para uma certa saída das torres de marfim. Articulou, como poucos por cá, a análise de distintas áreas do saber: poesia, romance, fotografia, artes plásticas, cinema, política, filosofia, etc.. Ajudou a divulgar e a consagrar vários artistas, escritores e iniciativas. Fez bastante pelo debate público, com ideias e argumentos, num país pouco dado a ele.
Ultimamente, as crónicas de que gostava mais eram aquelas em que se detinha a comentar aspectos do nosso quotidiano social e cultural.
Porque nos ajudou a pensar a nossa contemporaneidade, aqui fica o meu reconhecimento.
Nb: vd. obituário informativo aqui.
Posted by
Daniel Melo
at
19:24
1 comments
Labels: crónica, Eduardo Prado Coelho, ensaio, Público
sábado, 16 de junho de 2007
Dizem que é uma espécie de jornalismo
O país já discutiu muito o "caso DREN". O que vem nos jornais é, nestes episódios, central para a leitura pública que deles é produzida, e quem sabe como isto funciona, sabe que as histórias são muitas vezes, como se costuma dizer, "mal contadas". Não interessa para o caso. Independentemente do que possamos dele pensar, há todavia algumas coisas que julgamos difíceis de encontrar escritas, ou limites que pensamos quase impossíveis de serem ultrapassados. Hoje, sexta-feira, no "Público", José Manuel Fernandes (JMF) escreveu coisas que não podemos deixar de considerar de uma extraordinária boçalidade.
JMF tem, claro, direito a tudo: a pedir a demissão de tudo e todos, a atribuir isto e aquilo ao Ministério da Educação (ou qualquer outro Ministério), como faria qualquer transeunte que percebesse tanto de política como eu de bijouteria (ou seja, nada, sem desprimor para com o respectivo métier); afinal, com a "qualidade" das análises a que nos habitou nos últimos anos, já mesmo nada é de espantar. Mas confesso que estranhei como fora possível, no editorial do "Público" - escrito a propósito da entrevista dada na quinta-feira por Margarida Moreira ao "Diário de Notícias" -, JMF utilizar expressões como "a rotunda senhora" ou "a megalomania da senhora é proporcional ao seu volume".
Quando se chega ao ponto de evocar características fisionómicas de uma pessoa para a criticar, abandonámos o jornalismo de qualidade mínima e entrámos no populismo mais boçal.
Posted by
Hugo Mendes
at
02:15
4
comments
Labels: DREN, José Manuel Fernandes, Margarida Moreira, Público
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Será que a nossa fé na Humanidade depende...
Posted by
Sofia Rodrigues
at
19:34
0
comments
Labels: Curdistão, jornalismo, Público, Turquia
terça-feira, 24 de abril de 2007
Só mais um brilhante contributo
Posted by
Hugo Mendes
at
11:51
2
comments
Labels: ignorância, jornalismo, Público, qualificações
terça-feira, 17 de abril de 2007
Street-level analysis
«(...) mesmo se todas as políticas fossem as correctas, nenhum iluminado, nenhum "novo Marquês", mudaria o país por decreto. O problema reside, como sempre, nos portugueses e na sua cultura de dependência e mão estendida, de fé no desenrasca e de preguiça face ao trabalho árduo e rigoroso. Aí o Governo só pode actuar pelo exemplo. Ora no que a tal toca...»
Estas são as palavras finais do editorial de José Manuel Fernandes do "Público" de hoje. O tom diz tudo: qual conversa de café ou de taxista, é a vitória do "achismo", do senso comum, da generalização vaga e fácil que é antitética de uma análise séria. Mas isto se calhar era pedir demais.
Posted by
Hugo Mendes
at
01:10
1 comments
Labels: José Manuel Fernandes, Público, senso comum
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Os méritos da análise comparativa
Aqui. Mas eu juro que não é uma conspiração contra o "Público".
Posted by
Hugo Mendes
at
15:46
0
comments
sábado, 10 de março de 2007
Diz que são estilos de jonalismo diferentes
Só há uma conclusão possível, o Le Monde sofre de anti-americanismo primário. O Office of the Inspector General provavelmente também.
Posted by
Zèd
at
11:09
4
comments
Labels: anti-americanismo, jornalismo, Le Monde, Público

