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domingo, 25 de março de 2012

Mais boas notícias da frente cultural

Para fintarmos o Portugal sentado, deixo-vos com mais 3 bons registos na cultura:

1) a descentralização continua por obra das novas redes culturais (5 Sentidos, Recentrar), como no-lo confirma Tiago Bartolomeu CostaEm rede»)

2) os editores lusos de literatura infanto-juvenil foram as estrelas de feira em Bolonha, diz-nos a Rita PimentaOs livros infantis portugueses estão a conquistar o mercado internacional»)

3) o cineasta grego Angelopoulos, recentemente falecido, tem direito a retrospectiva na Cinemateca Portuguesa e é revisitado criticamente por Augusto M. SeabraOlhar a Grécia»)

domingo, 16 de maio de 2010

O cinema contra os silêncios políticos

Os filmes incómodos:
Draquila, l'Italia che trema, de Sabina Guzzanti [sobre a farsa da reconstrução da cidade L'Aquilla pós-terramoto e sua encenação para promoção de Berlusconi
Hors-la-loi, de Rachid Bouchareb [polémica sobre episódio da libertação argelina: o massacre de Setif]
O festival que os divulga: Cannes
Uma notícia relativa à perseguição ao segundo filme: «La polémique enfle autour du film "Hors-la-loi"»
Uma intervenção de cientistas sociais sobre as guerras da memória: «Le film "Hors-la-loi" de Rachid Bouchareb : les guerres de mémoires sont de retour»
Uma reportagem que destaca ambos os filmes: «A política meteu-se no cinema», por Vasco Câmara

domingo, 15 de novembro de 2009

Flamenco, Flamenco

flamenco = crlos saura

Quatorze anos após as filmagens de “Flamenco”, o cineasta espanhol Carlos Saura terminou esta semana, em Sevilla, a filmagem de seu novo filme. Trata-se de “Flamenco, flamenco”, um musical que reunirá cantores como José Mercé, Estrella Morente, Miguel Poveda, Niña Pastori e Arcángel, entre outros. Além de Sara Baras, dançam no filme Eva Yerbabuena, Israel Galván e Farruquito. Violonistas como Paco de Lucía, Manolo Sanlúcar e Tomatito fazem parte do quadro artístico que se completa com David Dorantes e Diego Amador ao piano. A direção de fotografia é de Vittorio Starato, vencedor de 3 Oscares (Apocalypse Now, O Último Imperador e Reds).

"O flamenco me interessa cada vez mais. Não sou um grande especialista no gênero. Sou só um apaixonado. É algo único que temos na Espanha. O mais parecido ao jazz. É uma mescla de culturas. É, sobretudo, uma música viva, o que a diferencia de outras que não avançaram. O flamenco se enriquece com novas contribuições. Está num momento vigoroso, vivo e fantástico”, disse Saura. A estréia do filme está prevista para setembro do ano que vem. Mais informação (em castelhano).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Documentários francês e português em Lisboa

O primeiro está presente através duma homenagem ao cineasta e etnógrafo Jean Rouch, falecido em 2004. Segundo o promotor, o Instituto Franco-Português, Rouch legou-nos "uma obra cinematográfica imensa (mais de 120 filmes!) e atípica, intuitiva e inspirada: documentário etnográfico, sociológico, «cinema directo», ficção…".
Hoje, às 19h, é a vez de Chronique d'un Été (1960, Prémio da Critica no Festival de Cannes, 1961). Eis a sinopse: "Durante o Verão, Edgar Morin, sociólogo, e Jean Rouch vão investigar a vida quotidiana de jovens parisienses para tentar perceber a concepção da felicidade. Em torno da pergunta inicial «Estás feliz?», surgem questões essenciais como a política, o desespero, a solidão. O grupo interrogado reúne-se finalmente para a primeira projecção do filme e os dois autores encontram-se perante esta experiência cruel mas plena de «cinema-verdade»".
A projecção será seguida por debate com Brice Ahounou, jornalista e programador de filmes etnográficos e Joaquim Pais de Brito, antropólogo e director do Museu Nacional de Etnologia.
O ciclo começou a semana passada e decorre durante este mês.
Quanto ao documentário português, regressa na 6.ª feira, com Panorama- 3ª Mostra do Documentário Português, novamente pela mão da apordoc, também responsável pelo DocLisboa.
No cinema S. Jorge, e até dia 22, haverá espaço para uma retrospectiva específica de 2008, 8 estreias, conversas com realizadores, uma mostra especial dedicada a António Campos e a sessão «a produção de imagens nas ciências sociais». Esta última decorrerá em torno de O compasso, de Regina Guimarães e Saguenail (19/2, 13h30), documentário que acompanha a revisitação sociológica de José Madureira Pinto à aldeia de Fonte da Arcada.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Meteorologia







domingo, 9 de setembro de 2007

Veneza


Ang Lee ganhou, mais uma vez, o Leão de Ouro do Festival de Veneza. Desta vez, com o filme Lust, Caution.
O Leão de Prata foi para Brian De Palma pelo filme Redacted.
Todd Haynes ganhou o Prémio Especial do Júri com I'm not There, filme em que Cate Blanchett arrematou a Taça Volpi.

Todos os prémios, aqui, num post do João Lopes no Sound+Vision.

terça-feira, 31 de julho de 2007

A derradeira aventura de Antonioni

A seguir a Bergman é a vez do italiano Antonioni partir para o Olimpo cinematográfico.
Deixa-nos outro realizador europeu marcante, seguindo uma via talvez mais difícil. Com efeito, um dos temas dominantes da sua obra é a incomunicabilidade, como o atesta a sua tetralogia A aventura (1960), A noite (1961), O eclipse (1962) e Deserto Vermelho (1963).
São crónicas do mal estar no mundo moderno, atavés dos encontros, desencontros e ilusões de pares heterosexuais. Da solidão irremediável.
Retenho ainda Blowup (1966), Zabriskie Point (1970) e O mistério de Oberwald (1980). Tenho especial apreço por A gente do Pó (1944), ainda pontuado pelo olhar neo-realista, um filme semi-documental, tal como o foi, entre nós, Douro, faina fluvial, de Manoel de Oliveira, e Lisboa, crónica anedótica, de Leitão de Barros, ambos do início dos anos 30.
Tal como Bergman, foi um prolífico realizador. A sua filmografia pode ser vista aqui. A imagem é do filme O eclipse.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Os últimos morangos silvestres de Ingmar Bergman


Morreu hoje o cineasta sueco Ingmar Bergman, aos 89 anos. Nascido em 1917, Bergman foi um dos realizadores europeus mais influentes. Tal deveu-se não só à sua substancial produção como ao fundo filosófico, ao tipo de temáticas e à inspiração teatral (meio donde era oriundo) que imprimiu na sua cinematografia.
Num dos seus filmes mais conhecidos, Morangos Silvestres (1957), vemos um professor reformado atormentado pelas suas memórias e pelas ameaças da morte e da decrepitude. O filme inicia-se com um pesadelo desse professor, recriado com se fosse uma sequência surrealista. É das sequências mais belas de Bergman, num dos seus melhores filmes (essa sequência pode ser vista aqui; outras partes deste filme vêm aqui e aqui). Talvez haja mais sequências no YouTube, mas atenção na pesquisa: não confundir com Morangos com açúcar, ok?
Outro belíssimo filme, marcante e perturbador, é Mónica e o desejo (1953), um filme intemporal. Bergman coloca algumas das questões essenciais da vida humana, exercita-as em contextos do quotidiano comum (enfim, sobretudo de classe média), mas, no fim não nos dá respostas feitas, 'apenas' nos ajuda a reflectir mellhor sobre a existência e as opções de vida. Nesse sentido, o olhar de Mónica tem sempre uma sombra de dúvida, de incerteza, de ambiguidade, tornando-se por isso furtivo. Seja como for, as vias abertas por Bergman não são uma ajuda de somenos importância, sobretudo se pensarmos como a maioria dos restantes cineastas tem fugido disso (da reflexão, extensivo à sensibilidade, à palavra, etc.) como o diabo da cruz.
Tanto quanto sei o seu último (tele)filme foi Saraband (2003), um filme intenso embora talvez demasiado excessivo (demasiado camiliano?). Dos outros filmes que vi, retenho Sonhos de uma noite de Verão (1955, baseado na peça de Shakespeare e depois retomado por Woody Allen), Sonata de Outono (1979) e Fanny e Alexandre (1982).
Nb: as imagens são do filme Mónica e o desejo; fotogaleria aqui; obituários aqui e aqui.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Por culpa de Fidel

Je suis tombé par terre, c’est la faute à Voltaire
Le nez dans le ruisseau, c’est la faute à Rousseau
Je ne suis pas notaire, c’est la faute à Voltaire
Je suis petit oiseau, c’est la faute à Rousseau

No meio do deserto fílmico que é o Verão, há, pelo menos, um filme bastante interessante: Por culpa de Fidel de Julie Gavras. O título foi herdado de uma canção entoada por Gavroche durante as barricadas de Os miseráveis, a capacidade de filmar terá sido herdada do pai Costa-Gavras e a vivência política herdada da sua própria infância. E é exactamente neste equilíbrio «hereditário» que a realizadora nos mostra de um modo bastante sensível o choque de uma criança que vê o seu mundo burguês, (colégio de freiras, avós com vinhedos, casa com jardim), ser abalado com a adesão dos pais ao comunismo. A história passa-se nos anos 70, e a cruzada paterna centra-se no apoio a Allende no Chile e na luta contra o franquismo.
Quase vinte anos depois de Costa-Gavras nos ter colocado uma enorme interrogação e dúvida filial em O enigma da caixa de música, uma filha que descobre o passado nazi do pai e que o denuncia, Julie Gavras, embora numa situação menos dramática, devolve-nos a pergunta, desta vez de uma forma invertida, e fá-lo de um modo muito próprio e original.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

To Renato with LUV :-)

Cinema francês em destaque: nas salas, estreia-se Lady Chatterley, de Pascale Ferran; no DVD, são lançados quatro filmes de François Truffaut, incluindo o belíssimo O Último Metro (1980), com Catherine Deneuve e Gérard Depardieu
Estreias da semana: "The Bridge" de Eric Steel "Lady Chatterley" de Pascale Ferran "Teresa, Corpo de Cristo" de Ray Loriga

ESTREIA
Belle Toujours de Manoel de Oliveira 5 de Julho
Bug: de William Friedkin 26 de Julho
Simpsons: O Filme de David Silverman 26 de Julho
A Invasão, de Olivier Hirschbiegel 13 de Setembro
Evening, de Lajos Koltai 25 de Outubro

informação retirada do blogue: sound + vision

sexta-feira, 23 de março de 2007

Solidariedades

O filme A vida dos Outros com argumento e realização excelentes para uma primeira obra de vulto, de Florian Henckel von Donnersmarck, não é uma visão totalmente one-sided da história da RDA. Claro que a RDA pode ter proporcionado algumas coisas boas aos seus habitantes, como o serviço nacional de saúde gratuito, mas de que serve ter um bom serviço de saúde quando não se tem liberdade?
Antes de Florian Henckel von Donnersmarck se ter lançado no cinema, já Almodóvar tinha realizado em 1997 o filme Em Carne Viva, dos raros filmes deste realizador espanhol, onde explicitamente, parte da acção decorre durante o franquismo. A solidariedade perante estranhos que vemos no filme alemão por parte de Gerd Wiesler, surge frequentemente nos filmes de Almodóvar, particulamente no filme Tudo sobre a minha mãe. Em Almodóvar a solidariedade é quase sempre uma virtude feminina:
Obrigada, seja quem fores. Toda a vida dependi da gentileza de estranhos (Huma para Manuela em Tudo sobre a minha mãe). Mas no filme, Em Carne Viva, Almodóvar abre uma excepção, e Victor, o protagonista, no meio do trânsito com a sua mulher que vai dar à luz, diz carinhosamente para o seu filho prestes a nascer: Sei perfeitamente como te sentes. Há 26 anos encontrei-me na mesma situação qu tu. Mas tens mais sorte do que eu, grande estupor, não calculas como tudo mudou. Olha o passeio, cheio de gente. Quando eu nasci não havia ninguém nas ruas, as pessoas estavam todas trancadas em casa, cheias de medo. Por sorte tua, meu filho, há muito que em Espanha nós perdemos o medo.
Almodóvar e o seu cinema são, acima de tudo, símbolos e espaços de liberdade que realçam a ruptura com o regime ditatorial de Franco, e que, ao mesmo tempo, ajudaram também a construir a cultura espanhola contemporânea. Espero que Florian Henckel von Donnersmarck enverede numa boa carreira como cineasta.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Zéro de conduite


Em resposta ao post do Hugo e para os saudosos da disciplina, recomendo o visionamento do filme de Jean Vigo, Zéro de conduite: Jeunes diables au collège (1933).