Por obra e graça do Instituto Tom Jobim está agora disponível na internet toda a musicografia de Chico Buarque. Para ouvir, ler e deleitar-se.terça-feira, 21 de junho de 2011
Todo o Chico Buarque rolando aí
Por obra e graça do Instituto Tom Jobim está agora disponível na internet toda a musicografia de Chico Buarque. Para ouvir, ler e deleitar-se.
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Daniel Melo
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Parabéns pra você...
Ele não era “só” um virtuoso da flauta. Era um compositor de rara genialidade, maestro e um arranjador como poucos no universo musical tupiniquim (e desse mundão de meu Deus). Arrajou os principais sucessos da então chamada época de ouro da música popular brasileira, orquestrando de marchas de carnaval a choros.Era um estudioso sempre à procura de novos elementos que dessem à musica brasileira uma linguagem própria e diferenciada.
Criou o que hoje são as bases da música brasileira. Foi inovador ao fundir a então incipiente música popular brasileira aos ritmos africanos, à música negra americana e europeia. Foi de suas entranhas que nasceu a genuína música brasileira.
Só lamento seu esquecimento pelos brazucas. Foi assim no seu centenário de vida e é agora. A tal Beyoncé até hoje ocupa vasto espaço em toda a mídia tupiniquim, que não se cansa de papagaiar os seus “atributos” de cantora depois de ter abocanhado 6 Grammys. De Pixinguinha nem uma linha, nem uma palavra, nem um imagem, nem uma nota musical sequer. Aos olhos do brasileiro ele nunca existiu.
Sarava!, Pixinguinha.
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Sappo
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Aline Calixto, o novo sabor do samba
O que há de novo na MPB? Musicalmente, nada de novo no Reino Tupiniquim. Apenas promessas. E de promessas o purgatório está cheio. O que realmente tem aparecido de novidades são as “inhas”: meninas bonitinhas, musiquinhas redondinhas, letrinhas quadradinhas e artistas fominhas (tipo multifacetadas - aliás, elas adoram usar esta maldita expressão durante as entrevistas para os globais Jô Soares e Serginho Não Sei O Que Das Coves). Mas tudo tem uma exceção. E essa exceção chama-se Aline Calixto, que há muito deixou de ser uma promessa pra se tornar uma grata realidade.
Graças ao bom Deus, Aline não é a dita artista multifacetada. Tem coisas próprias sim, mas também grava e recria outros bons compositores. Carioca de nascimento e mineira de criação (onde vive há mais de 20 anos – tem hoje 27), Aline trouxe novo sabor, brilho e frescor ao samba.
Nascida para o samba em Vicosa (MG) e consagrada na Lapa (RJ), ela sabe como ninguém a receita exata de como fundir o samba carioca ao das rodas mineiras, com ingredientes que vão desde os mais tradicionais, como compositores do calibre de Ataulfo Alves, Geraldo Pereira, Monarco e Nelson Sargento, com o sangue novo (e bom) dos mineiros Rodrigo Santiago, Toninho Geraes, Toninho Nascimento, Affonsinho e Renegado. Seu disco bem que poderia ser chamado de “Sabores”. Tem gosto original. Não é aquela mesmice de um prato requentado servido à la carte pela poderosa industria fonográfica. Enfim, é um disco para paladares exigentes.
Para aqueles que realmente gostam de novidades na MPB, Aline Calixto é o que de melhor surgiu em Pindorama nos últimos anos. O resto são coisinhas que o tempo se encarregará de esquecê-las. Para saber mais: site, blogue, MySpace e Twitter. Como se vê, ela também é uma verdadeira WEB 2.0. Saravá!
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Sappo
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
DocLisboa regressa amanhã
O maior festival português de cinema e referência no documentário a nível mundial regressa às salas de Lisboa entre 15 e 25/X.Da 7.ª edição do DocLisboa destaco, à vol d'oiseau, a ante-estreia da última provocação de Michael Moore (Capitalism: a love story), documentários sobre a bola (p.e., Garrincha, alegria do povo, de Joaquim Pedro de Andrade), bola e resistência (Futebol de causas, de Ricardo Antunes Martins), fotografia, memória e resistência (48, de Susana Sousa Dias) e música (o samba em Saravah, de Pierre Barouh).
Além disso, haverá um ciclo de histórias de amor (afinal, não são coutada da ficção), uma homenagem ao norte-americano Jonas Mekas e uma retrospectiva sobre o documentário pós-jugoslavo.
Para quem estiver interessado em dar uma olhada na programação pode ver «Filmes de A a Z» ou a ordenação por dias aqui.
Talvez por os organizadores do DocLisboa terem rompido com a RTP, pretextando não promover o evento, o canal 2 programou para esta semana um documentário sobre a vida e a obra do arq.º Nuno Teotónio Pereira (sáb., 21h).
Uma útil lista de festivais de cinema em Lisboa no ano 2009/2010 pode ser vista aqui.
E prontos, pessoal, aqui fica um cheirinho do que aí vem...
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Daniel Melo
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Carmen Miranda, ícone pioneiro da cultura de massas
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Daniel Melo
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sábado, 16 de fevereiro de 2008
A desigualdade segundo Gilberto Gil
Pode ler-se a letra completa, e umas notas do Gilberto Gil sobre a estória deste poema aqui.
P.S. - Lifelogger rocks! Thanx Shyz!
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Zèd
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O Grémio Lisbonense merece o Rossio
O Grémio Lisbonense, associação sociocultural centenária, foi despejada esta 6.ª feira da sede onde estava desde 1842, sito na R. dos Sapateiros, 226, 1.º. Da sua varanda por cima do Arco do Bandeira tinha-se uma das mais belas vistas de Lisboa: sobre o Rossio e a cidade de todos nós.Na ocasião, a polícia agrediu à bastonada sócios e simpatizantes da agremiação que apenas estavam a manifestar o seu descontentamento pela injusta acção de despejo (depoimentos aqui, aqui e aqui; imagens na Tvnet), permitindo à Amnistia Internacional aumentar a sua colecção de cromos sobre a violência policial no país.
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Daniel Melo
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sábado, 8 de setembro de 2007
O espólio tropicalista*
Foi na paralisia da bossa nova e a alienação da jovem guarda [1] que surge em São Paulo a Tropicália (1967 - 69), movimento que agregava não só a música, mas também as artes plásticas de Hélio Oiticica, o cinema de Glauber Rocha e o teatro, com montagens dirigidas por Zé Celso Martinez. Tendo como protagonistas a musicalidade de Gilberto Gil e Caetano Veloso (mais a irreverência de Tom Zé e Os Mutantes), a poesia de Torquato Neto e José Carlos Capenam e a genialidade do maestro Rogério Duprat nos arranjos , os tropicalistas se opõem frontalmente à proposta de MPB da época, que já nascia caduca, sem imaginação e com um blablablá puramente nacionalista, que infelizmente monopolizava os discursos de cantores, compositores e outros produtores culturais.Com uma linguagem poética alegórica e uma música que não tinha pudores em misturar o erudito, o popular brasileiro e o pop rock, o tropicalismo tenta trazer à luz as contradições próprias da sociedade brasileira, mostrando o moderno e o arcaico, o nacional e o estrangeiro, o urbano e o rural, o progresso e o atraso de um Brasil que era sufocado por uma ditadura militar e uma classe média ainda enfeitiçada pela american way of life. Por isso, pagou um preço alto: foi recusado pela esquerda, desterrado pela direita e esquecido por todos os brasileiros.
Passados quase 40 anos, a crítica européia e norte-americana parecem ter descoberto na Tropícalia uma sedutora escola de vanguarda da world music (expressão criada por coincidência com o lançamento, em 1989, de Beleza Tropical, uma coletânea de MPB produzida pela gravadora de David Byrne, ex-líder do Talking Heads). Assim, músicos como Tom Zé e Os Mutantes ganham das platéias estrangeiras o reconhecimento que nunca tiveram no Brasil, um país hoje entorpecido pelo lixo musical da axé-music, do pagode meloso e nojento e do sertanejo travestido de caubói terceiro-mundista. Em suma: a jovem guarda tupiniquim não morreu e o samba sepultou a bossa. E a Tropicália? Bem, essa foi enterrada viva sem qualquer ressentimento e seu espólio é agora disputado por alguns produtores musicais europeus e norte-americanos. E Pindorama [2] acha tudo “Divino Maravilhoso” [3].
_____
[1] A jovem guarda brasileira foi um movimento musical e comercial (mais comercial que artístico), liderado por Roberto Carlos, que surge em 1965 (portanto, logo depois do golpe militar), cujo maior objetivo não era a música propriamente dita, mas divulgar programas de televisão, revistas, filmes, bijuterias, vestuário, gírias produzidas nas agências de publicidade e todos os subprodutos correlatos. Musicalmente, o estilo "jovem guarda", também chamado de "iê-iê-iê" por influência do "yeah, yeah, yeah" dos Beatles, pode ser resumido como uma mistura de qualidade duvidosa do pop rock europeu, twist, bossa nova e até marchinha. Ou seja, não tem nada que se aproxime da frase de Vladimir Lênin, em seu discurso quando da tomada do poder pelos bolcheviques na Rússia : "O futuro pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada".
[2]Em tupi, também significa “Terras das Palmeiras” e era o nome dado ao Brasil pelos índios tupis.
[3]Música de Caetano Veloso e Gilberto Gil, com produção musical de Rogério Duprat, gravada pela Gal Costa, em 1969. “Atenção ao dobrar uma esquina/ Uma alegria, atenção menina/ Você vem, quantos anos você tem?/ Atenção, precisa ter olhos firmes/ Pra este sol, para esta escuridão/ Atenção/ Tudo é perigoso/ Tudo é divino maravilhoso/ Atenção para o refrão/ É preciso estar atento e forte/ Não temos tempo de temer a morte/ Atenção para a estrofe e pro refrão/ Pro palavrão, para a palavra de ordem/ Atenção para o samba exaltação/ Atenção/ Tudo é perigoso/ Tudo é divino maravilhoso/ Atenção para o refrão/ É preciso estar atento e forte/ Não temos tempo de temer a morte/ Atenção para as janelas no alto/ Atenção ao pisar o asfalto, o mangue/ Atenção para o sangue sobre o chão/ Atenção/ Tudo é perigoso/ Tudo é divino maravilhoso/ Atenção para o refrão/ É preciso estar atento e forte/ Não temos tempo de temer a morte”.
*Manolo Piriz
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Iolanda Évora
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OUVIDOS UNI-VOS
Este músico paulista mora ali pelos lados da Vila Ida, muito perto da Vila Madalena, a “Vila Madá”, bairro boémio da cidade muito frequentado pelos universitários.
(…)
Vi nas asinhas
De um pernilongo
Lama do rio
Rio do mal
Nem bem entrou na cidade
Virou marginal
(…)
Rio Tietê,
Nosso E.T.
Cadê?
Melhor esconder
(…)[1]
O músico continua a brindar-nos com o seu gostinho especial em juntar o tom do universo infantil às coisas que também tocam os adultos:
Eu ando tão dodói
Mas tão dodói
Que quando ando dói
Quando não ando dói
Meu corpo todo dói
Tendão dói
Dedão dói
Pomo-de-adão dói
Ouvido dói
Libido dói
Fígado dói
Até meu dom dói
Pois quando canto
Não importa o tom dói[2]
Além da parceria, Luiz Tatit também presta homenagem a Itamar Assumpção (1949-2003), o músico da poesia urbana de São Paulo que trouxe o “som do porão da cidade”:
Bem mais que um tipo de rock
pura assunção de Sampop
(…)
Rock de breque, rock de breque
Toque de mestre Assumpção
Tente entender numa boa
Sol de São Paulo é garoa
Cara em São Paulo é coroa
Praia é balcão
(…)
Nobre missão de Sampop
Entra em acção desentope
Ouvidos uni-vos
Num grande orelhão[3]
Escutem a senha
Que vem lá da Penha
Com breque de pé e de mão[4].
O ritmo nordestino da maior cidade brasileira está presente n´ “O Baião do Tomás”[5] e o “Baião de Quatro Toques”[6].
Ouvidos oiçai.
[2] “Dodói”, de Luiz Tatit e Itamar Assumpção
[3] No Brasil, em geral, as cabines telefónicas têm o engraçado formato de uma orelha humana.
[4] "Rock de Breque", de Luiz Tatit
[5] "Baião do Tomás", de Chico Saraiva e Luiz Tatit
[6] "Baião de Quatro Toques", de Zé Miguel Wisnik e Luiz Tatit
[7] "Minta", de Ricardo Breim/Luiz Tatit
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Iolanda Évora
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terça-feira, 3 de abril de 2007
"Troquei minha tese pelo tesão"...
"Mamãe, mas que fato importante,
eu me apaixonei pelo meu informante"..
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Daniel Melo
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domingo, 25 de fevereiro de 2007
DJ Peão: Si Belle, Cibelle
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Zèd
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