«Galp ganhou 105 milhões no final de 2008 com lento acerto no preço dos combustíveis».
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quinta-feira, 5 de março de 2009
Esbulhando os consumidores impunemente (cortesia da GALP)
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Daniel Melo
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11:26
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Labels: consumo, empresas, governo, livre concorrência, petróleo, política económica
quinta-feira, 22 de maio de 2008
O céu é o limite
Arjun N. Murtiz, analista da Goldman Sachs previu em 2005 que o barril do petróleo chegaria aos 105 dólares por barril. Mais do que pessimista era uma previsão catastrofista, o barril estava então a 57 dólares. No entanto a previsão era de que se chegaria aos 105 dólares em 2009, estamos em 2008 e o preço é de 135 dólares (quando comecei a escrever pensava estar ainda nos 130, sabe-se lá o preço quando leitor ler este post). O mesmo Murtiz prevê agora que o petróleo chegue aos 150 (está só a 15 dólares) ou mesmo 200 dólares, nos próximos 6 meses a dois anos. Pessimista?
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Zèd
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16:24
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Labels: crise económica, economia, petróleo, política económica
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Chávez não é a minha via
Este debate sobre Chávez e os novos movimentos da esquerda na América Latina tem sido interessante de acompanhar e teve o condão de, pelo menos, trazer um novo fôlego para o debate político na blogosfera. Gostaria de centrar este meu post na esquerda. De um lado, temos a postura cautelosa que torce o nariz perante as ambivalências de Chávez (o populismo carismático, o egocentrismo, os tiques autoritários…) e questiona se de facto este representa uma real alternativa ao modelo neo-liberal; do outro lado, temos uma adesão ao suposto processo revolucionário de transformação socio-económica que está ocorrer em alguns países da América Latina. Segundo esta perspectiva a figura de Chavez não é o mais importante, como também não é importante centrar o debate na questão democrática. Contudo, devo confessar que tenho alguma dificuldade em entender a perspectiva de José Neves (defensor desta última posição): não percebi se a sua crítica é ao modelo liberal de democracia ou se é à democracia em si enquanto sistema.
Na minha opinião qualquer processo reformista ou até revolucionário deve ser enquadrado e constituído por intermédio de uma sistema democrático representativo (e não me refiro somente aos partidos, mas também, aos sindicatos, às associações – inclusive às patronais). Aliás, um dos grandes problemas das actuais democracias liberais (americana e também europeias) tem sido, quanto a mim, a limitação do campo representativo da democracia quer a nível micro - nas empresas, nos sindicatos, na administração pública, nas universidades; quer a nível macro, por exemplo, na construção da União Europeia.
Por outro lado, entendo que a suposta revolução de Chávez tem por base um imenso barril de petróleo. Este facto não displicente, pelo contrário, para mim é central. Para a esquerda mais esclarecida o petróleo significa um dos grandes males do mundo: gera oligarquias, ditaduras, guerras, e, sobretudo, gerou um sistema económico insustentável que urge substituir. O que seria deste capitalismo não fora o petróleo? É claro que enquanto o barril perdurar, Chávez terá toda a liberdade e todos os recursos para eternizar a seu processo revolucionário. Mas o curso deste processo assenta em grande medida no curso do ouro negro.
Defendo que um dos grandes objectivos da esquerda contemporânea é o de propor e de lutar por um sistema económico que acabe com a dependência e, sobretudo, com o monopólio do petróleo. Não consigo conceber qualquer forma de socialismo viável cuja infra-estrutura se fundamenta num forte desequilíbrio económico: o monopólio de um recurso. Em última instância podemos dizer que este socialismo de Chávez só é possível porque existe este capitalismo que tanto criticamos. Ao sustentar toda a economia interna e toda a sua política social no petróleo, Chávez está a ser um forte contribuinte para a reprodução de um sistema capitalista gerador de enormes desigualdades. Por isso, não comungo da exaltação de alguma esquerda face à actual Venezuela: a desvalorização da democracia e a indiferença face ao uso (abuso?) de uma matéria-prima nefasta como monopólio económico, não representam para mim os pilares de uma esquerda com futuro.
Na minha opinião qualquer processo reformista ou até revolucionário deve ser enquadrado e constituído por intermédio de uma sistema democrático representativo (e não me refiro somente aos partidos, mas também, aos sindicatos, às associações – inclusive às patronais). Aliás, um dos grandes problemas das actuais democracias liberais (americana e também europeias) tem sido, quanto a mim, a limitação do campo representativo da democracia quer a nível micro - nas empresas, nos sindicatos, na administração pública, nas universidades; quer a nível macro, por exemplo, na construção da União Europeia.
Por outro lado, entendo que a suposta revolução de Chávez tem por base um imenso barril de petróleo. Este facto não displicente, pelo contrário, para mim é central. Para a esquerda mais esclarecida o petróleo significa um dos grandes males do mundo: gera oligarquias, ditaduras, guerras, e, sobretudo, gerou um sistema económico insustentável que urge substituir. O que seria deste capitalismo não fora o petróleo? É claro que enquanto o barril perdurar, Chávez terá toda a liberdade e todos os recursos para eternizar a seu processo revolucionário. Mas o curso deste processo assenta em grande medida no curso do ouro negro.
Defendo que um dos grandes objectivos da esquerda contemporânea é o de propor e de lutar por um sistema económico que acabe com a dependência e, sobretudo, com o monopólio do petróleo. Não consigo conceber qualquer forma de socialismo viável cuja infra-estrutura se fundamenta num forte desequilíbrio económico: o monopólio de um recurso. Em última instância podemos dizer que este socialismo de Chávez só é possível porque existe este capitalismo que tanto criticamos. Ao sustentar toda a economia interna e toda a sua política social no petróleo, Chávez está a ser um forte contribuinte para a reprodução de um sistema capitalista gerador de enormes desigualdades. Por isso, não comungo da exaltação de alguma esquerda face à actual Venezuela: a desvalorização da democracia e a indiferença face ao uso (abuso?) de uma matéria-prima nefasta como monopólio económico, não representam para mim os pilares de uma esquerda com futuro.
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Renato Carmo
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12:18
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Labels: democracia, esquerda, Hugo Chávez, petróleo, socialismo
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