Mostrar mensagens com a etiqueta Bourdieu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bourdieu. Mostrar todas as mensagens

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sur l'Etat


Dez anos depois da morte de Pierre Bourdieu, a editora por ele criada – Raisons d’Agir – e Le Seuil publicam as aulas dadas pelo sociólogo, nos anos 1989-1992, no Collège de France.
O título é claro : « Sur l’Etat ». Se Bourdieu publicou vários trabalhos sobre o Estado e a génese do Estado, a edição crítica permite aprofundar o olhar crítico – e por vezes ambíguo – do sociólogo sobre o Estado. Para melhor indicar a “universalidade” da obra de Bourdieu, tanto Le Monde como Libération pediram à académicos estrangeiros – Craig Calhoun e Abram de Swaan - uma análise da obra de Bourdieu.
Em suma, uma boa leitura para o início do ano.

terça-feira, 20 de março de 2007

La France Invisible


Quando em 1993 Pierre Bourdieu e uma vasta equipa de sociólogos lançaram La Misère du Monde, a tão francesa "questão social", ligada aos fenómenos da velha e, hoje, da 'nova' pobreza, regressou por uns tempos à consciência mediática hexagonal. Por sinal, em 1995 Jacques Chirac foi eleito presidente da República na onda de uma campanha onde a fracture sociale tinha um lugar especial.

14 anos depois, ela continua lá, apenas mais velha e profunda. E a incapacidade dos sucessivos governos - a par de sindicatos e representantes patronais cada vez mais radicais nas suas atitudes - para diminuir o desemprego e evitar o aumento da pobreza também.

Há uns meses, uma equipa de sociólogos, em associação com jornalistas, produziu um documento com menos pretensões científicas que o trabalho de Bourdieu, mas com uma semelhante riqueza de testemunhos, retratos e análises da pobreza, precaridade e discriminação social, racial e de género. Chama-se La France Invisible. A edição é de Stéphane Beaud, de Joseph Confavreux, e de Jade Lindgaard, Paris: Seuil, 2006.

P.S. - Se é que isto explica alguma coisa: este é o género de trabalho que o Baudrillard não faria. É "social" a mais para ele - o mesmo que entretanto havia desaparecido uns anos antes.