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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

As tragédias humanitárias que o mundo faz questão de não enxergar

somalia Com o objetivo de chamar a atenção do mundo para uma das tragédias humanitárias que caiu no esquecimento, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) está a organizar uma exposição de fotografia e audiovisuais sobre o drama do povo somali. A mostra “Somália: sobreviver ao esquecimento” poderá ser vista de hoje até o próximo dia 18 de fevereiro na Estação de Atocha, em Madri. Ao todo, serão 74 imagens do fotógrfo Pep Bonet (mais informação aqui).

Junto com a Somália, a República Democrática do Congo é um dos países que lideram a relação de países com tragédias humanitárias menos atendidas e mais esquecidas pelo resto do mundo. O relatório anual dos MSF também inclui Iraque, Sudão, Paquistão, Mianmar, Etiópia e Zimbábue. Os povos destes países (ou região) são vítimas de guerras, dos conflitos internos, de seus ditadores, dos desastres naturais, da falta de comida e água. Em suma: não têm acesso a condições mínimas de sobrevivência, onde a pobreza absoluta, a desnutrição infantil, a exposição a inúmeras doenças infecto-contagiosas e tropicais e o medo fazem dessas pessoas criaturas subumanas. E pior, tornaram-se invisíveis aos olhos do mundo.

PS:

Em São Paulo, a partir de hoje os usuários do Metrô poderão visitar, na Estação Sé, a exposição interativa "Médicos Sem Fronteiras no Mundo". O evento ambientará os visitantes com fotos, vídeos, mapas e atividades especiais na atuação desempenhada há mais de 30 anos pela organização humanitária. Mais informações aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Provavelmente ninguém quer saber

...mas esta notícia é muito importante (pelo menos se considerarmos o número de mortos causados pelos sucessivos conflitos na região do leste do Congo, Ruanda, etc...). É importante sobretudo porque resulta da cooperação entre os governos da República Democrática do Congo e do Ruanda. Desde há uns anos que os rebeldes tutsis destabilizavam o leste do Congo, e os rebeldes hutus o Ruanda. As acusações de apoio a uns e outros rebeldes por parte do Congo e do Ruanda eram mútuas (e provavelmente com fundamento). Agora os dois países cooperam, e dos dois lados da fronteira, para conseguir estabilizar a região. Será que a paz vai finalmente chegar àquelas bandas? Ainda não se sabe, mas a possibilidade existe. Mas como tudo isto se passa em África, não tem importância nenhuma.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Congo poderá viver outra “Guerra Mundial da África”

africa Há fortes suspeitas de que até um quarto das forças que lutam ao lado do general dissidente, Laurent Nkunda, são militares ruandeses. Este é o principal ponto de tensão que poderá “internacionalizar” outra vez o conflito da República Democrática do Congo, pois já há quem confirme a existência também de soldados angolanos e zimbabuanos na região. Conhecida como a “Guerra Mundial da África” (1998 a 2003), militares do governo congolês, apoiadas por soldados de Angola, Zimbábue e Namíbia combateram rebeldes do Congo apoiados por Uganda, Ruanda e Burundi. O resultado desse conflito foi a morte de quase 4 milhões, a maioria vítima de inanição e outras doenças. Mais.