Eles enterram o País o povo aguenta
Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
É sexta-feira (emprego bom já)
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Daniel Melo
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Labels: desemprego, música de intervenção, revolta
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Um bom Ramadão!
Desejo aos amigos muçulmanos por esse mundo fora um bom Ramadão. Esperemos que no fim do mês o Kadhafi, o Salem e o Bashar já tenham ido à vida.
... entretanto há mais um país do Médio Oriente que é atingido por uma vaga de contestação social. Isto vai ser interessante de seguir.
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Zèd
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Labels: calendário islâmico, contestação social, Islão, Ramadão, revolta
sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A arábia a ferro e fogo
Militares do Bahrein dispararam contra centenas de pessoas na praça Pérola
Bahrain, Libya and Yemen try to crush protests with violence
Bahrain protest: 'The regime must fall'
Algeria braces itself for more protests demanding democracy
Giles Tremlett: Morocco protests test the regime's liberal guise
Interactive: see our Twitter network of Arab world protests
Oposição líbia diz que cidade no Leste “está nas mãos do povo”
Infografia: Há uma zona do mundo que está em revolução
Vídeo: Mais de 20 manifestantes mortos na Líbia
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Daniel Melo
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22:55
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Labels: África, Arábia, democratização, revolta
Dos motins às revoluções
Mesa-redonda dos motins às revoluções
A partir dos mais diversos pontos, de Roma a Tunes, do Cairo a Oakland, de Londres a Beirute, de Buenos Aires a Atenas, de Maputo a Sana, um conjunto muito significativo de lutas, manifestações, greves, ocupações tem vindo a ter lugar. Um elemento comum, além da assinalável capacidade de mobilização, parece ser o facto de muitas destas acções assumirem, formal e substancialmente, o questionamento não só da ordem estabelecida, mas também do padrão normalizado da luta política legal e confinada aos limites do poder de Estado. Num contexto de crise do capitalismo global, a ordem pública é confrontada com uma desordem comum que toma as ruas como o seu espaço, resgatando palavras como «revolução», «revolta», «motim». O debate que propõe a UNIPOP passa por procurar identificar que outros pontos de contacto têm estes diversos focos de luta, bem como quais são os seus limites, e perceber em que medida é que um certo efeito de arrastamento pode ou não ter como consequência a constituição de uma resposta emancipadora à crise do capitalismo global, ou seja, que articulação têm estes movimentos com o paradigma da «revolução» e de que modo o reconfiguram.
participantes: Miguel Cardoso | Pedro Rita | José Soeiro | Manuel Loff | Paulo Granjo | Ricardo Noronha
Casa da Achada # sábado, 19 de fevereiro # 15h # entrada livre
organização UNIPOP e revista imprópria (ver localização aqui)
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Daniel Melo
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Labels: capitalismo, democracia, emancipação, revolta, revolução
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Um módico de sensibilidade? Ou o mínimo dos mínimos?
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Daniel Melo
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Labels: desigualdades sociais, Moçambique, qualidade de vida, revolta
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
3º Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora
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Daniel Melo
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19:00
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Labels: colóquio, crise política, emigração, escritores, literatura, Moçambique, revolta
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Maputo a ferro e fogo
O rastilho terá sido um pesado aumento dos preços de bens essenciais. Logo de manhã, grupos de pessoas dos bairros mais pobres da capital moçambicana começaram a protestar e a levantar barricadas. Seguiram-se confrontos com a polícia e pilhagens. A cidade rapidamente ficou sitiada. Até agora, há 6 mortos e dezenas de feridos, incluindo duas crianças.No telejornal da SIC das 12h, o escritor Mia Couto confessava a sua surpresa pela ausência de comunicados oficiais sobre os acontecimentos. O premiê moçambicano, Armando Guebuza, que só à tarde falou, está sob crítica: terá demorado muito tempo a reagir.
Por ora, o ambiente acalmou, mas continuam a circular incitações ao protesto, por sms.
Os motins populares não são novidade em Moçambique. O problema é aquilo que revelam sobre o mal estar social e as más condições de vida: fome, privação, pobreza, desemprego, insegurança sobre o futuro. Há que criar condições que combatam estas causas. A receita actual, baseada num neo-liberalismo recauchutado, não resultou.
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Daniel Melo
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21:58
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Labels: desigualdades sociais, Moçambique, protestos, revolta
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Um vento que sopra das Caraíbas
Talvez se tenha ouvido falar em Portugal de umas greves e manifestações aqui em França, mas duvido que se tenha falado do que se passa nas Antilhas francesas. Nem sequer na França metropolitana se tem falado. A ilha da Guadeloupe está em Greve Geral há 18 dias consecutivos, a que se juntou ontem e hoje a vizinha ilha da Martinique. Desde 20 de Janeiro que um colectivo "Liga contra a exploração" ("Liyannaj kont pwofitasyon" em crioulo antilhês) na Guadeloupe que engloba todos os principais sindicatos, partidos da oposição e inúmeras organizações da sociedade civil apela à greve. Um colectivo idêntico formou-se entretanto na Martinique. As duas ilhas juntas fazem perto de um milhão de habitantes, a que se poderá juntar ainda a Guiana francesa. A Greve é contra o custo de vida, os elevados impostos, os salários baixos, o desemprego e a pobreza. Sabemos que a insularidade tem um preço, e damo-nos conta agora que no caso das Antilhas são os antilheses que pagam o preço. Para contextualizar um pouco, o conflito começou com protestos contra o preço da gasolina. Em Dezembro depois da descida do preço do petróleo, os preço da gasolina desceram em todo o lado, excepto nas Antilhas. Houve então uma primeira Greve, que resultou numa descida dos preços, e nomeadamente a gasolina sem chumbo desceu 31 cêntimos... para ficar ao mesmo preço que na França metropolitana. SIm, a gasolina estava 30 cêntimos mais cara lá do que cá. Revelador. Nem de propósito uma reportagem do Canal+ veio por estes dias revelar a que ponto a economia das Antilhas continua nas mãos das famílias de "Békés" descendentes dos colonos brancos esclavagistas de há século e meio. Revela-nos que por exemplo essas famílias, 1% da população, detêm mais de metade das terras agrícolas e do imobiliário, e o monopólio da distribuição, o que é como quem diz que detêm a economia toda. Isto onde 90% (estimativa por baixo) da população é descendente de escravos. Por exemplo a banana da Guadeloupe e Martinique, que abastece toda a França é mais cara 40% nas Antilhas do que na metrópole. Isto faz sentido? Nessa mesma reportagem, um desses békés, Alain Huyghes-Despointes, por sinal o mais rico, diz que "Nas famílias mestiças as crianças são de cores diferentes, não há harmonia. Eu não acho isso bem. Nós quisemos preservar a raça. (« Dans les familles métissées , les enfants sont de couleur différente, il n'y a pas d' harmonie. Moi, je ne trouve pas ça bien. Nous, on a voulu préserver la race.» no original). Pode lembrar-se ainda que a França uso (para não dizer "usa") as Antilhas como reserva de mão de obra barata e pouco qualificada. Entre 1963 e 1982 existiu o BUMIDOM, que era simplesmente uma agência governamental com a missão de recrutar antilheses (e de outras colónias) para trabalhos pouco remunerados na metrópole, muitos deles na função pública. O resultado foi a deserção da população activa dessas regiões, com o consequente desastre económico. E entretanto nunca uma verdadeira política de desenvolvimento foi posta em prática.
Sarkozy ontem falou ao país, num cenário de contestação e crise, e apesar de 18 dias de Greve na Guadeloupe, e do início da Greve na Martinique, não disse uma só palavra sobre o assunto. Para resolver a crise antilhesa não fez mais do que mandatar um secretário de estado para negociar. Parece-me que o governo não está consciente da dimensão da questão. 18 dias de Greve Geral não é coisa pouca. As reivindicações independentistas ainda não se formalizaram, mas também ninguém esconde que há uma parte dos mentores dos protestos que defendem a independência. E é óbvio que esta situação está intimamente ligada à crise internacional. Acontece que por vezes estas crises têm consequências inesperadas.
P.S. - Como de costume Lilian Thuram diz o que de mais inteligente se tem dito sobre o assunto.
Adenda: A reportagem do Canal+ "Les Derniers Maîtres de la Martinique" pode ser vista na íntegra aqui.
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Zèd
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Labels: crise económica, crise política, França, greve, revolta, Thuram
sábado, 5 de maio de 2007
No meaning, No future
"I'm interested in anything about revolt, disorder, chaos, especially activity that appears to have no meaning. It seems to me to be the road toward freedom."
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vallera
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Labels: caos, desordem, Jim Morrisson, liberdade, música, no future, no meaning, punk, revolta, sentido, The Doors, the end
sexta-feira, 23 de março de 2007
Colorida só a Primavera
Contudo, o mundo não é colorido. Ou, pelo menos, as suas cores não são bem aquelas com as quais nós gostaríamos de o pintar. Olhando para algumas zonas e histórias do mundo, tenho alguma dificuldade em imaginar-me pacifista. Na verdade, se eu fosse palestiniano dificilmente me imagino pacifista, ou iraquiano, ou timorense (antes da independência), ou angolano ou moçambicano (em pleno período colonial). Se eu fosse um negro nos Estados Unidos nos anos 50 e 60, ou na Africa do Sul durante o Apartheid, provavelmente não seria pacifista.
Alguns destes e de outros movimentos conquistaram a paz porque resistiram, lutaram e pegaram em armas. Conseguiram a paz precisamente porque não foram pacifistas! Por isso, tenho uma certa dificuldade em conciliar o pacifismo com a revolta legítima contra, por exemplo, o imperialismo ou o fascismo (venha ele donde vier).
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Renato Carmo
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10:30
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Que, além da literatura, possa ajudar a fazer luz sobre a crítica situação socioeconómica actual em Moçambique, são os meus votos para este encontro, que arranca daqui a 10 dias
