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quinta-feira, 10 de março de 2011

Here we go again

o director do Instituto Português de Oncologia insinua [na revista da Ordem dos Médicos] que a homossexualidade acarreta doenças e desvios e que, portanto, estas pessoas não têm sequer direito à dignidade nos seus afectos.

[n]o artigo [...], os homossexuais são classificados como “doentes”, “defeituosos”, “anormais”, “portadores de taras”, com “condutas repugnantes”, “higiene degradante” e que requerem “correcção”.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Foi você que disse ideologia?

O cartaz aqui ao lado foi censurado pelo Ministério da Educação, há uns dias atrás, supostamente por fazer parte duma campanha considerada «ideológica». Uuuuh. E isso morde? Ok, dêmos de barato que é: e daí? Não vale a pena combater a homofobia também na escola? Cartazes na escola só para o rame-rame interno?

Ironicamente, o projecto foi patrocinado por outra entidade estatal, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, como aqui se relata.

Parece que aquela ordem foi entretanto revogada, mas não encontrei confirmação.

PS: sugestão de leitura - «Blasfémia», de Andrea Peniche.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Aonde pode chegar a deriva de extrema-direita: asilados homossexuais obrigados a «teste falométrico» na República Checa

Informação detalhada sobre este caso em post de Pedro Ferreira. Simplesmente preocupante. Passos que se repetem, tal como há c. de um século atrás.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Uma sociedade mais decente?

Quando acabar o frenesi do combate à desigualdade, à homofobia e a todas as outras fobias e ismos, o que sobrará?
(Helena Matos, «Os caixões com armas»)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Não me digam que a Bristish Medical Association também faz parte do Lobby...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Conquistas civilizacionais

«Aprovado diploma para permitir que homossexuais possam dar sangue»

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Igreja católica, embora ache o casamento entre homossexuais um tema secundário face à crise, insiste e toma posição oficial

E é outra vez mau, muito mau, mesmo. Afinal, as posições individuais avançadas por alguns bispos, serviram apenas como balão de ensaio.
A posição oficial, avançada há umas horas pelo conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, não se contenta em rejeitar o casamento entre homossexuais; vai bem mais longe, ao dizer que a homossexualidade "denota a existência de problemas de identidade pessoal", sendo uma "propensão" "objectivamente desordenada". Sic (vd. aqui). De par, reafirma rejeitar "todas as formas de discriminação ou marginalização das pessoas homossexuais", naquele jeito bem hipócrita que tem caracterizado a posição da Igreja portuguesa desde que o tema do casamento entre homossexuais veio para a agenda pública, enquanto bandeira justa mas oportunisticamente usada pelo PS para efeitos eleitorais (é bom relembrar que foi este mesmo partido que chumbou um projecto parlamentar específico há uns meses atrás...). É caso para dizer: com estes pastores, bem podem descansar os lobos!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bojardas vindas directamente do Paleolítico Inferior

(cardeal D. José Saraiva Martins,
Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos,
declarações de ontem)
Nem sei bem por onde começar... mas, então, não sabe distinguir entre género e sexualidade? E os livros sagrados são para serem interpretados literalmente? Para tudo o que vem lá? Sim? Ui, ui, o que isto seria se assim fosse... tipo Paleolítico Inferior... Na melhor das hipóteses, o melhor é o sr. cardeal ir preparando a armadura, que as cruzadas estão aí ao virar da esquina (aliás, o seu discurso repega afanosamente outras bojardas recentes doutras eminências, fica para outra ocasião...).
PS: a este propósito, sugiro a leitura do post "Se um cardeal alucinado lhe falar na «família tradicional», pergunte-lhe pelo Jacó".

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Campanha pela criminalização da homofobia é lançada no FSM de Belém

arco iri O Fórum Social Mundial de Belém serviu de palco para o lançamento da campanha “Não Homofobia”. Criada pelo grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, a iniciativa tem como objetivo colher 1 milhão de assinaturas para fortalecer a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia em todo o território brasileiro, tramitando neste momento no Senado Federal e com forte oposição dos setores mais conservadores, principalemnte os ligados à Igreja (clique aqui pra entender a lei). Junte-se à esta campanha contra o preconceito. Clique aqui e assine. Não dói nada.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Defina-me "Intransigente"

"O grupo parlamentar do PS vai apresentar amanhã uma declaração de voto, após a votação dos projectos de lei do Bloco de Esquerda e de os Verdes sobre o casamento entre homossexuais. (...), os deputados expõem, em três pontos que o grupo defende intransigentemente a igualdade dos direitos expressos na constituição..." (destaque meu).

Defendem INTRANSIGENTEMENTE mas votam contra? São intransigentes, mas transigem. E gostam de brincar com as palavras (e não só).

Para além do que já escreveram o peão Daniel, o Rui Tavares, e o Daniel Oliveira (e seguramente outros), não há muito mais a dizer.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Habitantes de Lesbos não querem ser lésbicos: querem ser lésbicos.

Moradores da ilha de Lesbos (Grécia) entraram na
Justiça para impedir que a palavra lésbica seja usada
como sinônimo de mulheres homossexuais.
Querem
que “lésbico” designe apenas uma região
geográfica. Pasmado com tal absurdo, prefiro deter-me
com a poesia de Safo.


Mais...




Imagem capturada aqui

A uma mulher amada

(Tradução: Décio Pignatari)

Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.

Sinto
um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem querida,
e no
transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.

Uma
nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E
pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro... eu tremo.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

É a construção europeia a duas velocidades

Contado ninguém acredita. Uma convenção entre a França e a Holanda de 1985 estabelece que um cidadão oriundo de um dos dois países que peça a nacionalidade do outro país perde a sua cidadania original, com uma excepção: se o motivo da pedido de nacionalidade for o casamento com um(a) cidadã(o) do outro país e se mostrar vontade expressa de manter ambas as nacionalidades. Frédéric Minvielle, francês residente na Holanda, cumpre aqueles dois requisitos para manter ambas as nacionalidades, no entanto perdeu a francesa. Porquê? Porque casou com um holandês, e não com uma holandesa. O casamento homossexual é legal na Holanda mas não é reconhecido em França. No entanto faces às reacções que este caso desencadeou o Ministério da Imigração já afirmou que o processo vai ser re-examinado (se há coisa que funciona com este governo é pressão mediática).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Olha, olha, se calhar o anónimo afinal era o Pedro Arroja...

Eu gostava de responder este post do Pedro Arroja, no Portugal Contemporâneo (a que cheguei através deste post do Arrastão), mas não gosto de me repetir muito. Basta fazer um link para o que escrevi em resposta a um comentador anónimo deste post do Womenage A Trois. O que é engraçado é o post do Pedro Arroja parecer-se tanto com a conversa do dito anónimo. Será coincidência?

"Na realidade, no dia em que os nossos antepassados tivessem aceite a homossexualidade como regra geral do comportamento humano teria sido o dia em que a sua cultura - ou, mais geralmente, a humanidade - teria iniciado o caminho para a sua própria extinção." Arroja dixit

Ao Pedro Arroja (e ao anónimo), vale a pena relembrar que essa ideia de que a homossexualidade leva à extinção é - do ponto de vista Darwiniano - ERRADA!!! Expliquei porquê no tal post. De evolução o Pedro Arroja percebe muito pouco, e de racional o seu post não tem nada.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

cerveja Tagus

Descobri no 0 de conduta que a cerveja Tagus tem uma nova campanha: http://www.orgulhohetero.com/
Descobri, ainda, que os Panteras Rosas fizeram uma campanha alternativa, a ver com atenção.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Homossexualidade, Genética e Darwinismo

Andava a blogosfera lusa há uns meses a debater entusiasticamente o sexo anal - a estimada Patrícia Lança teve a cortesia de abrir as hostilidades (a propósito, o que é feito de Patrícia Lança?) - quando um anónimo deixou na caixa de comentários de um post do Womenage A Trois esta pérola:

Safo...... anda tudo muito anal
Estes amantes do sexo anal / homosexualidade até da a impressão que pretendem fazer crer que a homosexualidade é tão normal como a heterosexualidade. Tragédia.
Se fosse assim tão normal, 50% da população seria homossexual ou por outro lado a espécie comportava em si os genes da própria extinção.
As estatísticas desmentem esmagadoramente a perspectiva de normalidade.


(na realidade isto é apenas um pequeno excerto, há muito mais sumo na dita caixa de comentários)

Este tipo de argumento pseudo-científico ouve-se amiúde em conversas de Café, e vale a pena rebater. A pérola do Anónimo merece-me vários comentários:
- Ambas as palavras Homossexualidade e Heterossexualidade se escrevem com dois 'Ss'.
- Falar de Homossexualidade e sexo anal como se fossem a mesma coisa leva-me a pensar que o dito Anónimo não está muito familiarizado com a anatomia feminina. Caro Anónimo, se por mero acaso estiver a ler estas linhas aqui vai uma informação que lhe pode eventualmente ser útil: As mulheres também têm ânus, o que torna possível a prática do sexo anal heterossexual.
- Confesso que não percebi de onde saiem aqueles 50%. Quererá o anónimo dizer que tudo o que não existe em pelo menos 50% da população não é normal? Suponho que as estatísticas demonstram então que ser loiro de olhos azuis não é normal. Seguindo o raciocínio do anónimo "não venham cá dizer que ter olhos azuis e cabelos louros é tão normal como ser moreno de olhos castanhos, porque se fosse então 50% da população seria loura de olhos azuis".

Mas o mais interessante é a aquela parte "a espécie comportava em si os genes da própria extinção". Vamos por partes.
Primeiro: Qual é o problema, do ponto de vista moral, de comportar o genes da sua própria extinção? Estamos obrigados moralmente por uma razão qualquer a contribuir para o sucesso evolutivo da espécie humana? Seremos todos obrigados a ter filhos quer queriamos quer não? Se é esse o caso, então não são só os homossexuais que estão em falta, mas todos quantos decidem não se procriar, padres e freiras incluidos. Mesmo se fosse verdade que genes causadores da homossexualidade conduziriam a espécie para a extinção (já lá vou), isso não faz da homossexualidade nem mais nem menos condenável do ponto de vista moral. Uma coisa nada tem a ver com a outra.
Segundo: Apesar de não acrescentar nada, nem a favor nem contra a aceitação da homossexualidade, mas só para chatear quem usa este tipo de argumentos devo dizer que a frase "a espécie comportava em si os genes da própria extinção" do ponto de vista Darwiniano está errada. Claro que numa abordagem simplista e superficial pode parecer óbvio que genes causadores da homossexualidade deveriam ser eliminados pela selecção natural, mas aí o problema é da abordagem simplista e superficial. Ele há pessoas que se dedicam a estudar estas coisas mais aprofundadamente e chegaram à conclusão que há várias explicações possíveis para uma componente genética da homossexualidade compatíveis com a teoria darwiniana da evolução. (Pequeno à parte - Nunca é demais dizê-lo: seguramente que a homossexualidade não é determinada estritamente por factores genéticos, mas tem uma componente genética. Há indicações de que factores hereditários predispõem para a homossexualidade, tal como há evidências que factores ambientais/sociais contribuem para a homossexualidade. O mais plausível é que seja o resultado de uma conjugação dos genes e do ambiente).

E o resto do post é mesmo só para quem gosta dos detalhes técnicos. Aqui vão algumas explicações possíveis para a existência de genes da homossexualidade, compatíveis com o darwinismo:
1) Os mesmos genes que predispõe homens para a homossexualidade fazem com que as mulheres sejam mais férteis. Assim esses genes embora reduzam a fertilidade dos homens mantém-se na população porque aumentam a fertilidade das mulheres, e assim não são eliminados pela selecção natural. Este artigo apresenta evidências neste sentido. O recíproco também é válido para a homossexualidade feminina.
2) O altruísmo familiar. Se os homossexuais fizerem com que os familiares próximos, particularmente irmãos, tenham mais filhos, indirectamente favorecem a selecção dos seus próprios genes, uma vez que partilham uma grande parte dos seus genes com os familiares próximos.
3) Uma variante de um gene pode predispor para a homossexualidade quando o indivíduo é homozigótico mas aumentar a fertilidade ou sobrevivência quando é heterozigótico (homozigótico é quando um indivíduo herda duas cópias iguais do gene, uma do pai e outra da mãe, e heterozigótico quando herda dos pais variantes diferentes do mesmo gene). O exemplo clássico deste caso é o da Anemia Falciforme: os homozigóticos para o gene mutado da hemoglobina são anémicos, mas os heterozigóticos são resitentes à malária, mais do que os individuos portadores apenas da hemoglobina comum. Em regiões com forte incidência de malária os gene mutante é favorecido mesmo que seja fatal para os homozigóticos.

Para mais sobre o assunto ler este e este artigos (infelizmente o texto completo é só para assinantes).

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Defina-me primeiro doença s.f.f.

Através deste post do Arrastão cheguei a este curioso texto de Maria Fernanda Barroca ao que parece publicado no "Diário do Minho" (e aqui uma versão ligeiramente diferente). Diz-nos a autora que "A homossexualidade não é uma fatalidade", que pode ser "tratada", cita até um psicólogo holandês (suponho que o simples facto de citar um psicólogo holandês seja sinónimo de credibildade científica). Pode ler-se no segundo texto que o trabalho do tal Psicólogo holandês se encontra publicado na revista "Studi Cattolici", que como o nome indica deve ser uma das revistas internacionais de referência em Psicologia Clínica.
Todo o artigo de Barroca é baseado no pressuposto que a homossexualidade é uma doença. Comecemos então pelo princípio: o que é uma doença? Não há uma definição absoluta e incontroversa de doença, mas é consensual que uma doença implica sofrimento, incómodo grave, ou morte permatura. Como é consensual que uma doença é causa e/ou consequência de disfunções orgânicas; um orgão que não cumpre devidamente a sua função ou um processo fisiológico que é perturbado. Assim sendo a segunda questão que se coloca é: A homossexualidade é uma doença? Não me parece que a homossexualidade per se cause sofrimento (curiosamente em inglês a palavra "gay" significa "alegre, contente, divertido"), que eu saiba não causa morte prematura, nem tão pouco envolve disfuncionamentos orgânicos.
Claro que a Sra. Barroca menciona a ligação entre homossexualidade e SIDA, como seria previsível. Esqueçamos momentaneamente que o contacto sexual entre homem e mulher, ou o sangue, podem também transmitir a SIDA. Mesmo que houvesse uma ligação entre homossexualidade e SIDA, a doença é a SIDA, não a homossexualidade. Pode continuar a ser-se homossexual sem transmitir a SIDA, conquanto haja preservativos disponíveis.
O texto todo tenta fazer passar a mensagem que os homossexuais podem deixar de o ser, mas a questão não é se podem ou não, mas sim se querem ou não. E porque razão haveriam de querer?

sábado, 20 de outubro de 2007

E por falar em homossexualidade...

A autora da saga de Harry Potter, J. K. Rowlings confirma o que alguns suspeitavam: Albus Dumbledore é Gay! Dumbledore é o director de Hogwarts, a escola de feitiçaria de Harry Potter, é um dos principais personagens, e está no lado dos "bons".

Afinal Harry Potter, e J. K. Rowilngs sempre têm algum interesse, qualquer dia viro fã. Agora sempre quero ver que figuras de estilo esses jornalistas vão arranjar para noticiar esta revelação. Aguarda-se também a reacção dos Guardiões do da "Família" e dos "Bons costumes", a começar, talvez, pela blogosfera.

Conhecimentos

Hoje fui ao Campo Pequeno ver o filme The Secrets (Sodot, Ha-) do realizador Avi Nesher, integrado no ciclo de cinema israelita que está a decorrer naquele local. O filme versa sobre o tema da homossexualidade feminina, do judeismo ortodoxo e do feminismo.
Qual não é o meu espanto quando me deparo com as descrições do ciclo na internet: "(...)o filme - sobre duas jovens brilhantes que descobrem as suas vozes numa cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar"; "«The Secrets» (2007), (...) uma longa- metragem de Avi Nesher que conta a história de duas jovens brilhantes que descobrem as suas vozes numa cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar". Descobrem as suas vozes?!? talvez seja uma forma codificada, utilizada pelos jornalistas que ao perceberem que o filme versa sobre judeus ortodoxos, resolveram utilizar uma linguagem bíblica tipo conhecer. Elas conheciam as vozes uma da outra, mas estavam proibidas de cantar, coitadas.. se calhar é por isso que o filme "conta a história de duas jovens brilhantes".
Também tenho sérias dificuldades em entender a segunda parte da frase: "cultura ortodoxa repressiva em que as mulheres estão proibidas de cantar". Ah sim? pois neste filme há cenas e cenas em que não se faz mais nada senão cantar a viva voz. (no sentido literal do termo..)
Aliás, como se pode perceber pela foto, as duas "brilhantes" raparigas estão em plena descoberta da suas cordas vocais e melancólicas por não poderem dar azo ao "canto".
Não me lembro da classificação etária do filme, mas com este tema era certamente para m/6..

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Love hurts



Spot publicitário visionado no Queer Lisboa 11 - Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa