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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Será que as crianças percebem?

Esta estória é veridíca, os nomes foram alterados para proteger a identidade dos implicados (na realidade é para me proteger a mim da identidade dos implicados). A Albertina (nome fictício, não sei se já tinha dito...) é uma amiga aqui em França, tem duas crianças, a mais velha, Gertrudes, mal tinha os cinco anos feitos à data dos factos. As coisas entre Albertina e Anacleto, o marido, não iam muito bem, não iam nada bem, e vai dai ela cai de amores por Norberto, pai de um colega de infantário de Gertrudes. Conheceram-se, Albertina e Norberto, à porta do infantário, nas horas de espera ao fim da tarde, no momento de ir buscar as suas crianças depois da escola. Das esperas passou-se às idas ao parque infantil a caminho de casa, para dois dedos de conversa, enquanto as crianças se divertiam nos escorregas. Tornaram-se amantes, Albertina e Norberto. Tudo, claro, na maior das discrições, para que ninguém se aperceba. Certo dia realizou-se no infantário o dia do livro. Cada criança tinha o direito de escolher um livro e de levá-lo para casa. Nesse dia calhou ao pai Anacleto a vez de ir buscar a filha Gertrudes à escola. Gertrudes sai a correr com o livro na mão, e, para grande desilução do seu pai, corre alegremente para Norberto mostrando-lhe orgulhosamente a sua escolha literária. O título da obra foi "J'aime mon Papa" ("Amo o meu Papá"). O que me parece estranho nesta estória, não consigo perceber, é porque razão Gertrudes, escolhendo um livro com um nome destes não foi a correr mostrá-lo ao seu pai, mas sim ao amante da mãe. Será que ela percebeu alguma coisa do que se passava? Será que estava a enviar a Norberto uma mensagem subliminar? A bem dizer, não sei, não percebo nada de crianças...