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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Seminário Como se faz um povo

O projecto  POVOpeople, de que aqui falei, encerra amanhã em grande com o dia inteiro dedicado ao debate dos livros conexos e a visitas guiadas temáticas (vd. programa aqui).

No 1.º debate, sob a História e o povo, os investigadores  Fernando Oliveira Baptista e Manuela Ribeiro Sanches comentarão o livro Como se faz um povo, seguindo-se um debate com os colaboradores do livro que estiverem presentes (e foram muitos, 32). Será às 11h30.

No 2.º debate, sobre A política dos muitos, o jornalista António Guerreiro e o filósofo Nuno Nabais comentarão a antologia homónima, que junta textos de pensadores como Giorgio Agamben, Dipesh Chakrabarty, Michel Foucault, Eric Hobsbawm, Raymond Huard, Jacques Rancière, Paolo Virno e Slavoj Žižek. A sessão começa às 16h15 e será moderada pelos antologiadores, Bruno Peixe Dias e José Neves.

A conferência de encerramento cabe ao filósofo político Antonio Negri, que falará sobre «Entre povo e multidão, o comum», no que pode ser uma recapitulação do seu último livro Commonwealth, escrito a meias com Michael Hardt. Começa às 18h15.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Comunismo e nacionalismo em Portugal

O historiador José Neves lança amanhã o livro Comunismo e nacionalismo em Portugal, na liv.ª Pó dos Livros (19h). Com o subtítulo Política, cultura e história no século XX, esta obra é a versão adaptada da sua tese de doutoramento e será apresentada por António Borges Coelho, João Leal e Carlos Maurício. A editora tinta-da-china continua a reforçar a sua colecção de bons ensaios em ciências sociais, sem receio de arriscar em novos autores e obras de fôlego, o que é de felicitar.
Este destaque tem duplo cabimento, já que o ensaio oriundo das ciências sociais é pouco divulgado em Portugal, dedicando-lhe os media um espaço mínimo (alguns jornais reduziram mesmo a secção de recensões). A aposta e acolhimento dadas por editoras como a tinta-da-china, a Campo das Letras, a Minerva, a Livros Horizonte, a Afrontamento, etc., mostra que este tipo de livros têm um público interessado (veja-se a multiplicação de livrarias de fundos e de feiras com grande presença do ensaio), susceptível de ser ampliado através duma melhor divulgação. E que não faz sentido reduzir a edição à literatura de ficção, por muito boa que esta seja. As bibliotecas municipais e outras instituições públicas também podiam contribuir para uma maior formação e sensibilização de públicos, por ex., organizando ciclos temáticos e/ou convidando autores.