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quarta-feira, 2 de março de 2011

Citizen Murdoch, o manipulador global

Em 24 horas, quase metade da mídia britânica poderá ser comprada por um dos piores magnatas da mídia global. 
Rupert Murdoch explorou o seu vasto império midiático para forçar a guerra no Iraque, eleger George W Bush, espalhar ressentimento contra muçulmanos e imigrantes, alimentar o ceticismo climático e enfraquecer a democracia ao atacar impiedosamente políticos que não obedecem suas ordens. 
O controle sobre a mídia britânica irá expandir massivamente a influência do Murdoch em enfraquecer esforços globais pela paz, direitos humanos e o meio ambiente. O Reino Unido está em pé de guerra sobre as aquisições do Murdoch e até o governo aliado ao Murdoch está dividido ao meio, mesmo há horas de terem que tomar uma decisão. A solidariedade global impulsionou os protestos pró-democracia no Egito - agora ela pode ajudar a Grã-Bretanha. Vamos gerar um chamado global urgente contra o Rupert Murdoch. Assine a petição para os líderes do Reino Unido.

sábado, 2 de outubro de 2010

Paganismo reconhecido como religião no Reino Unido

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tatcher II: tenham medo, tenham muito medo (e, sobretudo, não reajam)

«Cortes no Reino Unido vão mudar a vida dos britânicos», por Ana Rita Faria

"As decisões que tomámos irão afectar cada cidadão do país. E os efeitos dessas decisões irão perdurar durante anos, porventura décadas", avisou o primeiro-ministro britânico, adiantando que o país viveu acima das suas possibilidades e gastou de maneira excessiva no anterior Governo de Gordon Brown.

Nb: o défice britânico é de apenas 13% do PIB.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

E quem é que disse que ser radical é mau?

«Rainha Isabel II proclama "programa radical para um governo radical"», por Ana Fonseca Pereira

terça-feira, 23 de março de 2010

O empreendedorismo à la Blair

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Política vs. justiça na Itália de Berlusconi: que democracia?

O caso é antigo mas só agora sentenciado no tribunal de Milão: David Mills, ex-advogado fiscal do empresário Berlusconi, foi subornado por este para mentir e omitir provas de corrupção e falsificação pelo empório Fininvest.
Em causa estava o pagamento de 'luvas' a funcionários do fisco para favorecimento fiscal num negócio envolvendo a obtenção de direitos de transmissão de filmes dos EUA (1997). E o caso All Iberian, uma pseudo-empresa gizada pela Fininvest para falsificar as suas contas e financiar ilegalmente partidos políticos italianos (1998). Esses pagamentos foram feitos via 2 empresas off-shore usadas pela Mediaset, rede televisiva de Berlusconi.
Graças ao silêncio comprado de Mills, Berlusconi conseguiu sair incólume dum dos processos que mais perto esteve de desmontar a teia de negócios sujos do seu empório e o modo como ambos se perpetuam pela corrupção e promiscuidade com certos funcionários públicos e políticos. Entretanto, a entourage de Berlusconi já saiu a terreiro para repetir a cassete: trata-se dum ataque pessoal vindo duma justiça 'vermelha' que deve ser removida.
Quando a política chega a este estado de impunidade face à ética republicana e de soberba sobre outro poder legítimo, o judicial, que democracia resta? Um populismo destes ainda é democracia?
Para não parecer que isto é o hábito latino, diga-se que Mills foi casado até 2008 com Tessa Jowell, ex-ministra da Cultura de Tony Blair e actualmente com a pasta dos Jogos Olímpicos de Londres.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ian Tomlinson, afinal, sempre foi agredido pela polícia londrina

Foi preciso a iniciativa da imprensa para se confirmar aquilo de que já se desconfiava: o cidadão Ian Tomlinson, que morrera de ataque cardíaco durante os protestos da cimeira do G20, foi agredido pouco antes de falecer pela polícia londrina. Tomlinson não era manifestante, estava a regressar do trabalho, uma banca de jornais na City londrina, quando passou por um dispositivo policial. Um dos polícias resolve dar-lhe bastonadas, sem que se perceba o motivo, pois a vítima limitara-se a caminhar para o seu destino. Nenhum dos outros polícias esboçou uma reacção de repúdio daquela violência despropositada. Este vídeo mostra como a vida duma pessoa pode ser tão insignificante para um poder cego e desumano. Após as evidências trazidas por outrém, o governo inglês lá concedeu os mínimos, uma investigação criminal.
Depois do assassinato inqualificável do electricista brasileiro Charles de Menezes, no rescaldo do ataque terrorista de 9 de Julho de 2006, repetem-se os desmandos policiais. É caso para dizer, onde pára o outrora aplaudido bobby inglês? Esfumou-se, com a bruma?

terça-feira, 3 de março de 2009

Na velha Albion ainda há quem viva nos tempos da Guerra Fria

Há uns tempos atrás, o mundialmente reconhecido historiador britânico Eric Hobsbawm solicitou, através dum procedimento legal, o acesso a documentos relativos a si depositados no Arquivo do MI5. Para espanto geral, foi-lhe recusado esse acesso, aditado com a nota de que «Não deve concluir pela nossa resposta que possuamos ou não qualquer dado pessoal sobre si». O historiador havia feito esta requisição para a revisão da sua autobiografia, Interesting times, livro originalmente saído em 2002, com grande recepção e traduzido para inúmeras línguas.
Nos países de tradição anglo-saxónica, o acesso à documentação de arquivos é muito facilitada, de acordo com os princípios da transparência da administração pública e do livre acesso à documentação por parte de todos os cidadãos.
Para Hobsbawm, que é um dos mais importantes historiadores da actualidade (juntamente com Immanuel Walerstein, Jacques Le Goff ou Carlo Ginzburg, só para referir alguns) e que até fora distinguido com a honra real pelos seus "servíços à nação", esta resposta só pode dever-se ao facto de se querer ocultar quem o delatou às autoridades como comunista, na época da Guerra Fria. No país de Sua Majestade, o «caso Hobsbawm» converteu-se num assunto de interesse nacional, e já chegou ao parlamento.
Para mais desenvolvimentos vd. aqui; recensão crítica ao livro aqui.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Balanços

Depois de meses de suspense, Blair anunciou a sua saída do Governo britânico (e da liderança do Labour) para o próximo dia 27 de Junho. Sobre o legado de Blair, vale a pena ler o artigo de Polly Toynbee no The Guardian de hoje. Um excerto:

Many on the left got their disillusion in long before the 1997 election, refusing to vote for a New Labour they had already decided was betrayal. The left is always destined for betrayal because nothing can be enough.
But imagine if Labour's early disillusionists had been given a crystal ball that day to see what Blair would actually do in the next 10 years. The truth is, they would have been surprised: the Blair era did change the political climate as surely as Thatcher had done before. What better proof than Cameron's strange transmogrification into a caring, green, liberal-minded leader who claims wellbeing trumps wealth? He may be a wolf in sheep's clothing, but he thinks Conservatives can't win unless they look, sound and smell more like progressive social democrats.


P.S.: Toynbee escreve ainda que "In schools results improved, but his legacy will be transforming them all soon into extended schools, with breakfast and tea clubs, after school homework help, aiming to give all children the sport, arts and tutoring that private schools offer the few". Haja alguém que reconheça que isto - algo semelhante ao que o Ministério da Educação actual implantou sob a designação de Actividades de Enriquecimento Curricular no primeiro ciclo do ensino básico - é uma medida de esquerda. É que actividades que dantes eram fornecidas pelo privado e pagas como tal são agora gratuitas e ao alcance de todas as crianças, independentemente da sua origem social e da capacidade económica dos seus pais.
Mas, claro, já sabemos, para muitos isto faz apenas parte da "destruição da escola pública"...Long live the "double speak".

domingo, 1 de abril de 2007

Uma verdade inconveniente

Enquanto todos aguardam a libertaçao dos 15 elementos da marina britânica capturados há mais de uma semana pela Guarda Revolucionária Iraniana - e enquanto todos se legitimamente preocupam pelo bem-estar dos reféns, é altura de reflectir como as forças aliadas, e em muito particular os EUA em Guantánamo, tratam os elementos que mantêm presos. Ronan Bennett, no The Guardian da passada sexta-feira, coloca o dedo na ferida.

"It's right that the government and media should be concerned about the treatment the 15 captured marines and sailors are receiving in Iran. Faye Turney's letters bear the marks of coercion, while parading the prisoners in front of TV cameras was demeaning. But the outrage expressed by ministers and leader writers is curious given the recent record of the "coalition of the willing" on the way it deals with prisoners.
Turney may have been "forced to wear the hijab", as the Daily Mail noted with fury, but so far as we know she has not been forced into an orange jumpsuit. Her comrades have not been shackled, blindfolded, forced into excruciating physical contortions for long periods, or denied liquids and food. As far as we know they have not had the Bible spat on, torn up or urinated on in front of their faces. They have not had electrodes attached to their genitals or been set on by attack dogs.
They have not been hung from a forklift truck and photographed for the amusement of their captors. They have not been pictured naked and smeared in their own excrement.
They have not been bundled into a CIA-chartered plane and secretly "rendered" to a basement prison in a country where torturers are experienced and free to do their worst. (...)"