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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Guantánamo “é um lugar tão relaxante, tão calmo, bonito e muuuuuito divertido.” Esta merda saiu da boca da Miss Universo venezuelana.

12A venezuelana Dayana Mendoza, eleita Miss Universo 2008, acaba de visitar a base americana de Guantánamo, a convite das Forças Armadas americanas para “elevar o moral da tropa” que lá está. Pela sua beleza e outros atributos, não tenho dúvidas que conseguiu tal objetivo. E com maestria supostamente. Entretanto, quando ela abre a boca só sai merda. “Visitamos os campos e vimos as celas, onde eles tomam banho, onde eles se divertem com filmes, aulas de arte, livros. Foi muito interessante”, disse a beldade demostranto amplos conhecimentos universais.

A tal Miss Universo além de elogiar os seus “anfitriões”, ficou também maravilhada com aspecto quase bucólico do lugar, onde a paisagem é formada por cercas de arames farpados, minas terrestres, imensas torres de observação e cães raivosos. “Eu não queria ir embora. É um lugar tão relaxante, tão calmo e bonito. Foi tudo muuuuuuuuito divertido!” Mais.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Começa o funeral da nefasta Era Bush

casa branca Em uma das primeiras medidas como presidente dos EUA, Obama pediu a suspensão por 120 dias de todos os julgamentos militares de acusados de terrorismo na base de Guantánamo. O pedido deverá ser analisado pela Justiça Militar ainda hoje.

Foto: EFE.

terça-feira, 15 de julho de 2008

A insanidade tem nome: Guantánamo


A Justiça canadense autorizou a divulgação do primeiro vídeo de um interrogatório feito a um prisioneiro na base militar dos Estados Unidos na baía de Guantánamo, em Cuba. Trata-se de Omar Khadr, um adolescente canadense de 16 anos (hoje ele tem 21 anos). Ele é acusado de ter lançado uma granada que matou um soldado americano durante um tiroteio no Afeganistão, em 2002. Há notícias de que foi interrogado por mais de 7 durante 3 dias. Khadr será julgado por um Tribunal Militar em Guantánamo, marcado para começar no dia 8 de outubro. Entre várias acusações, consta a de assassinato. Ele corre o risco de ser condenado à prisão perpétua.

domingo, 1 de abril de 2007

Uma verdade inconveniente

Enquanto todos aguardam a libertaçao dos 15 elementos da marina britânica capturados há mais de uma semana pela Guarda Revolucionária Iraniana - e enquanto todos se legitimamente preocupam pelo bem-estar dos reféns, é altura de reflectir como as forças aliadas, e em muito particular os EUA em Guantánamo, tratam os elementos que mantêm presos. Ronan Bennett, no The Guardian da passada sexta-feira, coloca o dedo na ferida.

"It's right that the government and media should be concerned about the treatment the 15 captured marines and sailors are receiving in Iran. Faye Turney's letters bear the marks of coercion, while parading the prisoners in front of TV cameras was demeaning. But the outrage expressed by ministers and leader writers is curious given the recent record of the "coalition of the willing" on the way it deals with prisoners.
Turney may have been "forced to wear the hijab", as the Daily Mail noted with fury, but so far as we know she has not been forced into an orange jumpsuit. Her comrades have not been shackled, blindfolded, forced into excruciating physical contortions for long periods, or denied liquids and food. As far as we know they have not had the Bible spat on, torn up or urinated on in front of their faces. They have not had electrodes attached to their genitals or been set on by attack dogs.
They have not been hung from a forklift truck and photographed for the amusement of their captors. They have not been pictured naked and smeared in their own excrement.
They have not been bundled into a CIA-chartered plane and secretly "rendered" to a basement prison in a country where torturers are experienced and free to do their worst. (...)"