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domingo, 3 de janeiro de 2010

Pinga seleccionada para 2010

Aproveitando a boleia dos balanços de ano, e após revisão das críticas de vinhos no sup.º Fugas do Público de 2009 (por Rui Falcão e Pedro Garcias), aqui fica uma mini-selecção possível, privilegiando a melhor relação qualidade/preço, além dalgumas preciosidades, para excepcionais ocasiões festivas. Porque os balanços também podem servir para ajudar no futuro...

1. Vinhos tintos:
>Couteiro-Mor Grande Escolha Tinto 2006 (qualidade/preço: 9 em 10; preço: 9€; Alentejo)
>Fuseiro Touriga Nacional 2003 (7,5; 6€; Douro)
>Quinta do Mouro 2005 (Alentejo)
>Quinta Seara de Ordens Colheita 2006 (9; 5,8€; Douro; castas tourigas e Tinta roriz)
>Montes Ermos Grande Reserva Tinto 2004, da Ad. Coop.ª de Freixo de Espada à Cinta (8; 9,4€; Douro; id.)
>Vinha do Monte Tinto 2007 (8,5; 4€; Alentejo)
>Vinha Paz Colheita 2007 (8; 9€; Dão)

2. Vinhos brancos:
>Altano Branco (8,5; 3€; Douro)
>Casa de Santar Branco Reserva 2008 (8; 7€; Dão; castas Encruzado, Cerceal e Bical)
>Chaminé Branco 2008 (8; 6,5€; Alentejo; castas Viognier, Antão Vaz, Verdelho e Semilão)
>Frontaria Branco 2008 (8,5; 4€; Douro; castas F. Pires, Malvasia e Códega do Larinho)
>Quinta do Escudial Branco 2008 (8; 4,3€; Dão; castas Bacelo, Rabo de ovelha e Malvasia Fina)
>Quinta dos Carvalhais Duque de Viseu Branco 2008 (9; 4,2€; Dão; castas Encruzado, Cerceal, Bical e M. Fina)
>Vila Real Grande Reserva Branco 2007, da Ad. Coop.ª de V.R. (9; 5,5€; castas F. Pires, Viosinho e M. Fina; prémio melhor branco do Conc.º Mundial de Vinhos de Brx. 2009)
>Vinha do Monte Branco 2008 (8; 3,8€; Alentejo)

3. Vinhos verdes brancos:
>Casa de Paços 2008 (8; 3,8€; sub-região Cavado)

4. Vinhos rosados:
>Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo (7; 11,6€)
>Muralhas Rosé 2008 (9; 3,5€ no P.D.)

5. Vinhos de colheita tardia:
>Aneto Colheita Tardia 2007 (8; 10-16€)

6. Vinhos espumantes:
>Castas de Monção Espumante 2006 (8; 6,5€ no Jumbo)
>Montanha Real Bruto Reserva 2002 (8; 15€ no Continente)

7. Vinhos generosos:
>Bacalhôa Moscatel Roxo 1999 (8,5; 17€-1/2l)
>Blandy’s Malvasia Colheita 1990 (8,5; 40€)

Do top ten da prova do New York Times a 20 vinhos tintos do Douro
(Eric Asimov e convidados, NYT, 14/X/2009):
>Altano Tinto 2006 (10; 6,7€; Douro)
>Altano Tinto 2007 (9; 2,7€; Douro)

PS: uma nota mais: em Abril passado foi criada a Região de Vinhos de Lisboa, que substitui a antiga Região da Estremadura e agrega Colares, Bucelas, Carcavelos, Óbidos, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Encostas D’Aire e Torres Vedras. São 35 mil hectares de vinha que produzem 20 milhões de garrafas, 45% delas para exportação (Angola, Bélgica, RU, Escandinávia, Canadá, EUA, Alemanha e Brasil). A mudança deveu-se a estudos de mercado terem concluído que a marca Lisboa tem maior notoriedade externa, mais fácil leitura. Também foi criada a nova Indicação Geográfica Tejo, para os vinhos regionais (fonte: «Lisboa dá nome a nova região de vinhos», Público, 2/V/2009, p.35-Fugas).

domingo, 7 de setembro de 2008

E viva o rosé!

Ainda aqui não tínhamos falado dos vinhos rosé e a ocasião não podia ser mais propícia. É que tive a sorte de provar um rosé da Corsega este fim-de-semana, e que bem me soube.

Chama-se Domaine de la Figarella, e foi criado em 1961, por François Acquaviva, pai do actual proprietário. Contém 2 castas, Nielluccio (10%) e Sciaccarello (90%). Trata-se dum rosado que não encaixa naquele perfil mais previsível de vinho adocicado. Nada disso, é bem seco, aliás os próprios autores o referem, aditando que no nariz se sente o cheiro de uvas frescas e pêssego jovem, terminando redondo na boca. Cairam bem com uns pâtés corsos, bem apimentados, os Charles Antona. A denominação de origem deste vinho é Vin de Corse-Calvi. O ano que me calhou em sorte foi o de 2006.
Para quem ficou com água na boca com estas notas soltas e vive para os lados de Paris está com sorte: vão estar presentes no Salon des Vignerons Indépendants, de 27/XI a 1/XII, na Porte de Versailles, stand A10.
Também por cá há bons rosados, como o Vinha da Defesa e o Casa de Sarmento, que é a adega do afamado restaurante Meta dos Leitões, na Mealhada, e que faz Sarmentinhos para todos os gostos: tintos, brancos e rosés. Com o leitãozinho, todos ficam bem, talvez o rosado até seja o que fica melhor. Em Lisboa, estas preciosidades estão à venda nos centro Comerciais Vasco da Gama e Colombo. Quem se der a esse trabalho, não pode deixar de comprar o tinto Touriga Nacional.
Também vai bem com marisco o Mateus Rosé, ah, pois, estavam à espera de quê? Que dissesse mal deste só porque os turistas gostam? Pois se tem qualidade, porque é que não haviam de gostar? É tudo uma questão de gostos. E de clichés...