segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Quando a crise chega ao céu...
... só mesmo mirando, para saber o resultado!
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Daniel Melo
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Blasfémia: quando o Papa está do nosso lado isso é?
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Daniel Melo
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sábado, 2 de outubro de 2010
Paganismo reconhecido como religião no Reino Unido
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Daniel Melo
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sábado, 8 de maio de 2010
A teologia da metralhadora
A Igreja Católica venezuelana condenou um mural que mostra o Menino Jesus com um fuzil, acompanhando da Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, instando os católicos a repudiar o uso de figuras sagradas com fins políticos e de violência.
O polêmico grafite está pintado numa parede do bairro 23 de Janeiro, um dos mais pobres e perigosos de Caracas e contém ainda a expressão “La Piedrita, venceremos” em alusão a um grupo armado simpatizante do presidente Hugo Chávez que reside na localidade.
“Manifestamos o mais firme repúdio por este uso indevido de imagens para fins políticos e de violência. A arte é para elevar e promover o gosto pelo belo não pela violência nem pela morte”, disse o cardeal Jorge Urosa Sabino, arcebispo de Caracas.
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Sappo
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A Igreja Católica e o referendo suíço
O Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano, deu conta, na edição de 30 de Novembro de 2009, dos termos em que a conferência episcopal suíça comentou os resultados do referendo que proíbe a construção de novos minaretes: «um duro golpe para a liberdade religiosa e a integração»; «uma tendência que complica as coisas para os cristãos que vivem em países onde tal liberdade é já limitada»; «um obstáculo, mas também um grande desafio, no caminho da integração no diálogo e no respeito recíproco». Os bispos católicos suíços sublinham que a situação prejudicou os «cristãos oprimidos ou perseguidos nos países islâmicos» e «a credibilidade do seu empenho nesses países.» (já não há link directo para a edição diária e a edição semanal ainda não está disponível - ver aqui uma referência ao texto).Em Portugal há movimentos católicos empenhados na realização de um outro referendo que vai abrir a caixa de Pandora. O referendo sobre o casamento homossexual pode desencadear uma campanha homofóbica. Na mesma caixa estão a islamofobia, a xenofobia e todos os outros medos que saltarão cá para fora assim que a palavra «referendo» for pronunciada para tomar decisões sobre a vida privada dos outros, sobre os direitos de minorias. Esquecemos demasiado depressa que todas as minorias são relativas. Como os bispos suíços lembraram, também os católicos são minorias em países de maioria muçulmana. Não perguntes portanto que minoria viu os seus direitos limitados. Quando os direitos de uma pessoa são ameaçados, os direitos de todos são ameaçados.
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João Miguel Almeida
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domingo, 29 de novembro de 2009
O fantasma da islamização ronda a Suíça
Como uma forma de lutar contra uma suposta islamização do país, os suíços aprovaram hoje, através de um vergonhoso referendo à proibição da construção de minaretes nas mesquitas.
A iniciativa de convocar o tal referendo partiu dos ultraconservadores Partido Democrático (?) de Centro e Partido Democrático (?) Federal e foi aprovada com 57% dos votos e apenas 4 dos 26 cantões helvéticos tiveram a lucidez de rejeitaram esse absurdo.
Por seu lado, o Partido Verde suíço informou que irá apresentar recurso no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos contra essa insanidade delirante.
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Sappo
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sábado, 24 de outubro de 2009
E Crumb recria o Universo
E não é que o santificado ícone da cultura underground dos comics resolveu recriar o Universo. É isso mesmo. Só que não foi em 7 dias. Tudo bem que o cara é também considerado por muitos um Deus lisérgico da Banda Desenhada. Mas tem lá os seus limites como qualquer outra criatura na face da Terra.
Depois de 4 anos de intensos estudos, Robert Crumb editará no próximo dia 29 sua tão aguardada versão ilustrada dos 50 capítulos do Livro do Gênesis. O lançamento ocorrerá simultaneamente nos Estados Unidos, 10 países europeus e Brasil.
Para aqueles que esperam do criador de “Mr. Natural” e “Fritz the Cat” uma adaptação livre tipo sexo, drogas e rock 'n' roll certamente quebrarão a cara. Nesse trabalho, o autor optou por seguir o texto original sem qualquer outro simbolismo ou perversão. “Delírios ou não, as histórias do Gênesis são maravilhosas, como todos os mitos. Por que mudá-las? Um Deus mulher. E preta, porque não. E, além disso, revelo, o desenhei como me apareceu num sonho... E olha que estou sóbrio há muitos anos”, diz Crumb. Enfim, parece-me que a Bíblia está na moda.
PS. Clumb também fez a famosa ilustração da capa do disco “Cheap Thrills” (1968), da sua grande amiga Janis Joplin.
Fonte e imagens La Vanguradia (ES).
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Sappo
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«Dois homens de boa fé...»
Ontem só vi uma parte do debate entre José Saramago e o padre Carreira das Neves na SIC. Carreira das Neves teve em dificuldade de sair da pele de especialista que emprega termos inacessíveis ao grande público. E não foi capaz de explicar uma questão básica: por que é que a Igreja Católica não faz uma leitura literal da Bíblia. É que o cristianismo, em rigor, não é uma «religião do livro», como o islamismo. Antes do Corão não havia
islâmicos. Quando os textos do Novo Testamento foram reunidos o cristianismo já existia há pelo menos um século. O cristianismo acredita numa pessoa – Jesus da Nazaré – que fez de outras pessoas o fundamento da Igreja. O Corão foi ditado por Alá. Cristo não escreveu uma linha da Bíblia. É à luz da passagem de testemunho sobre a vida de Cristo, da tradição e da tentativa de compatibilizar fé com razão que a Bíblia é interpretada pela Igreja Católica.É claro que os textos da Bíblia podem ser interpretados de acordo com outras fés ou de nenhuma fé. Como tudo o resto nesta vida.
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João Miguel Almeida
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A última peça do puzzle saramaguiano
«Saramago: Há muita coisa na Bíblia que vale a pena ler»
Nb: sobre esta polémica outonal com final feliz, entretanto a concorrência veio no nosso encalço e lá desenrascou vários posts interessantes, que recomendo - «Caim» e «Falta-lhe a pátina, ainda bem...» (jrd); «Versículos satânicos» (Ricardo Noronha); «Bíblia» (Bruno Sena Martins); «Parte do ‘manual de más práticas’ de que eu gosto» (Nuno Ramos de Almeida); «Ópio do Povo» (Zé Neves); «um herege dos pequeninos» (Pedro Vieira). A imagem reproduz um cartoon de Mel Calman e é repescada duma série de posts que publiquei no Peão, em IX/2008, e que teve início precisamente nessa «Insegurança celestial».
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Daniel Melo
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Protestos e protestantes
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João Miguel Almeida
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Debater Saramago
Este post começou por ser um comentário ao post anterior do Daniel Melo, como o meu primeiro texto começou por ser um comentário ao JRD. Mas como o tema pedia um certo desenvolvimento decidi atirá-lo para a linha de frente do blogue. Esta entrevista que o Daniel Melo lincou não corresponde às declarações de Saramago no lançamento de Caim. Mas cá vai o meu comentário: acho piada o Saramago dizer que não se deve deixar a Bíblia nas mãos de um adolescente. Então um adolescente pode ler o Caim e não pode ler a Bíblia? Ou não pode ler nenhum dos livros? Isso não é um atentado à liberdade de informação e de formação? Segundo Saramago durante a minha adolescência não devia ter lido a Bíblia. Segundo algumas pessoas que conheci durante a minha adolescência não devia ler Saramago. Eu li ambos e por isso estou em condições de intervir sobre a polémica.A visão da Bíblia como um livro repleto de violência não é nova nem é falsa. Basta pensar na personagem-narrador de Laranja Mecânica, a história de um jovem viciado na violência, na leitura do Antigo Testamento e na música de Beethoven, escrita pelo católico Anthony Burgess e levada ao cinema por Stanley Kubrick. Uma distopia em que a ambição de controlar o corpo e a mente não vem da Igreja, mas da ciência e em que a defesa do livre-arbítrio subjacente à narrativa se enraíza na formação católica do autor. Se pensarmos bem quem é que hoje em dia exerce maior controlo sobre o corpo dos portugueses: a Igreja Católica ou a ASAE?
Saramago tem toda a legitimidade para apresentar a sua visão da Bíblia, como eu tenho para o contestar. Vamos então às questões de fundo segundo o Daniel Melo: a irracionalidade das religiões e o seu carácter opressivo. A fé tanto pode ser um instrumento de dominação como de libertação. Uma das linhas narrativas fundamentais do Antigo Testamento é a libertação do povo hebraico do domínio egípcio e a busca da terra prometida. Mesmo dentro da sociedade hebraica descrita na Bíblia há uma forte tradição profética de denúncia dos abusos dos poderosos. Esta vertente libertadora das religiões não é exclusiva da tradição judaico-cristã. Recentemente os monges budistas têm desempenhado um papel importante na luta pela democracia no Myanmar, como se pode ler aqui (por acaso um site católico).
A condição humana tem um lado irracional. E as religiões, sendo vividas por humanos transportam essa irracionalidade. Há desenvolvimento religiosos patológicos, mas o que está na sua origem é uma busca de sentido. O que eu leio na Bíblia é um constante questionamento das razões de Deus – que tem um dos seus pontos mais radicais no Livro de Job – e das razões dos homens. Leio também na Bíblia uma racionalização da violência e uma apresentação das razões da não-violência. A primeira aparece de forma primitiva na lei do talião - «olho por olho, dente por dente», que era uma forma de interditar a morte ou a vingança sobre os familiares de quem partisse um dente ou arrancasse um olho a outra pessoa. O Novo Testamento vai mais longe ao propor «amar o próximo como a si mesmo» e «amar os inimigos.» Há outra frase que também se encontra por lá, da qual eu gosto muito e que não é estranha ao conceito de laicidade: «Dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.»
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João Miguel Almeida
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O céu pode esperar
As declarações pirómanas de Saramago no lançamento mundial do seu último romance, em Penafiel, tiveram o condão de atear uma polémica brava. Para o escritor ser-lhe-á indiferente, ou mesmo desejado, segundo a lógica de que o que é polémico chama mais a atenção e, logo, lê-se mais. Mas, atendendo à progressão errática que bafeja a história das polémicas, receio que nos percamos no estilhaçar aleatório de faúlhas (sobre isso escrevi em post anterior).
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Daniel Melo
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A polémica antes do romance
Tenho uma certeza acerca de Caim: vou ler o romance e vou lê-lo em breve, abrindo uma excepção à disciplina auto-imposta de não perder muito tempo com leituras que não estejam directa ou indirectamente relacionadas com a minha investigação em curso. Vou lê-lo não por causa das declarações de José Saramago, mas apesar delas, confiante na capacidade narrativa e poética do escritor, atestada na leitura de outros romances como O Ano da Morte de Ricardo Reis e Ensaio sobre a Cegueira. O meu interesse foi aguçado pela leitura do início do romance, aqui. O problema com as declarações de Saramago não é serem politicamente incorrectas ou infelizes. A iconoclastia faz parte da tradição cristã. O próprio Cristo deu as suas chicotadas no templo e escandalizou muita gente. Luís Buñuel, que foi o realizador mais radical na sátira ao catolicismo, considerava-se «ateu pela graça de Deus» - cfr. O meu último suspiro, o livro de memórias do génio espanhol.O problema é a inconsistência das declarações de José Saramago, que se podem ler aqui. Começa por não entender o estatuto do texto bíblico ao compará-lo ao Corão. Segundo a fé islâmica o Corão foi ditado por Deus. Os livros da Bíblia são testemunhos da fé, textos de sapiência, leis, cartas, etc. A carta de um apóstolo não tem o mesmo estatuto de um versículo ditado directamente pelo Deus. Essa é também uma das razões por que a exegese bíblica está muito mais desenvolvida do que a do Corão.
É irónico que Saramago cite Hans Küng, um dos maiores teólogos católicos, profundo conhecedor da Bíblia e que também escreveu um extenso volume sobre o Islão, para fundamentar as suas afirmações. Hans Küng pode ter dito que historicamente a ideia de Deus afastou as pessoas. Mas certamente a teologia que formulou não serve o mesmo desígnio.
Saramago ataca a ideia de inferno. Não sou eu que a vou defender. Há igrejas cristãs protestantes que não acreditam no inferno. Mas o exemplo que o escritor dá para refutar a ideia de inferno é ridículo: «Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou quinze anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer.» Passo por alto pela hipótese da necessidade de perdão pregada pelo cristianismo ter influenciado a concepção da punição como forma de reabilitação do criminoso. Os humanos mais severos condenam, no máximo, um criminoso a quinze anos de cadeia? Então que pena é que devia ter Hitler? Ou, para citar um exemplo de Saramago, um instigador das Cruzadas? Na China, onde a influência judaico-cristã é mínima, a pena de morte é aplicada a crimes que nos parecem leves.
O romancista termina acusando de idiotia a concepção de que o mundo foi criado em sete dias, concepção que de facto se encontra na Bíblia, mas não é levada no sentido literal do termo nem pela Igreja Católica, nem pelo judaísmo, nem por várias igrejas protestantes.
Nota final: Saramago fala como se as pessoas fizessem guerras em nome de uma abstracção, de um ser nunca visto. Todas as teologias são antropologias e sociologias. E as ideologias ateias também. São concepções do homem e da sociedade que estão na origem dos conflitos. Se o trabalho intelectual pode evitar guerras ou atenuar conflitos é aí que tem de se focar.
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João Miguel Almeida
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Forma e conteúdo
O último romance de José Saramago, Caim, já está aí nos escaparates, e a coisa promete dar brado. Pelo menos quanto às suas declarações de lançamento - p.e., «a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana» (vd. mais aqui). As críticas bombásticas não se ficam pela Bíblia, alarga-as ao Corão, enfim, a todas as religiões. Sobre o livro, há que lê-lo. Sobre as declarações, há quem diga que foram infelizes, não na substância mas na forma: aqui levantará, seguramente, polémica (mas, atenção, JRV, que ele não qualificou ninguém de estúpido). Cabe relembrar que Saramago gosta de lançar debate e polémica nos seus lançamentos e noutras declarações, digamos, de intervenção política ou cívica. Seja como for, o contraproducente será se se ficar só pela forma destas declarações e não se olhar para o romance, o princípio de tudo isto.
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Daniel Melo
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Brasil, o lacaio do Vaticano
O Senado brasileiro aprovou ontem o Projeto de Decreto Legislativo que dá o aval ao tratado vindo do Itamaraty assinado pelo governo brasileiro e a Santa Sé. O acordo entre o Brasil e o Vaticano, que estabelece uma relação jurídica com a Igreja Católica no país, agora aguarda apenas pela a publicação de decreto presidencial para entrar em vigor.
Assinado em novembro do ano passado pelo presidente Lula e o Papa Bento 16, o acordo (também conhecido como concordata) envolve questões polêmicas, como o ensino da religião católica nas escolas públicas, a proibição de demolição de edifícios ou objetos ao culto católico e a laicidade do Estado brasileiro.
O Brasil é um estado laico desde a proclamação de sua Republica em 1889. E o que foi aprovado pelo Congresso Nacional contraria o caráter laico do estado Brasileiro instituído na Constituição Federal.
Além disso, esta aberração jurídica fere a liberdade religiosa e a igualdade de direitos e deveres estabelecidos entre as várias instituições religiosas, legalmente existentes no país, ao privilegiar a Igreja Católica em questões que envolvem a educação das crianças brasileiras, além de lhe conceder benefícios fiscais oriundos do erário público.
Só resta agora que esta decisão seja julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. A merda é que devido ao processo eleitoral já detonado em terras tupiniquins ninguém vai querer colocar o dedo nesta ferida. Mais.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Actualizações contagiosas
Para os interessados, 'faxavor' ver aqui mais desenvolvimentos.
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Daniel Melo
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sábado, 4 de julho de 2009
Dawkins, o peregrino da evolução e do ateísmo arranca aplausos na Flip
O biólogo evolucionista Richard Dawkins é uma das grandes estrelas deste ano da Festa Literária de Paraty (Flip). Ao longo da sua carreira acadêmica, Dawkins vem defendendo a ideia de que a religião é nociva às pessoas e trouxe muito mais violência que paz ao mundo. Seu maior desejo é o de motivar os ateus a se declararem ateus e assumirem uma postura de seres descrentes. Para ele, o mundo seria bem melhor sem Deus.
Nascido no Quênia e naturalizado inglês, Dawkins foi eleito um dos 3 intelectuais mais importantes do mundo, juntamente com Noam Chomsky e Umberto Eco, segundo uma sondagem promovida pelas publicações britânicas The Guardian e Prospect, em 2005. Em seu livro “The God Delusion” (a sua obra mais polêmica e mais lida no mundo), ele explica as razões que o levam a não crer em Deus e nem nas religiões. Taí uma boa dica de leitura. E que cada um tire as suas próprias conclusões.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Game show de TV turca quer converter ateus
Uma emissora de TV turca transmitirá um game show, “A competição dos penitentes”, onde 10 concorrentes ateus ou agnósticos serão convencidos a se converter ao islamismo, ao cristianismo, ao judaísmo e ao budismo. O prêmio para os vencedores será uma peregrinação às respectivas cidades sagradas: Meca, Jerusalém e Tibete. Mais.
Imagem retirada daqui.
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Sappo
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
Fifa x religião. Quem vencerá?
A comemoração dos jogadores brasileiros pela conquista do título da Copa das Confederações causou alguma polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião.
Após a vitória sobre os Estados Unidos, os jogadores do Brasil fizeram uma roda no centro do campo e rezaram o “Pai Nosso”. Além disso, muitos deles vestiram camisetas com mensagens religiosas. Tal atitude desagradou principalmente a Associação Dinamarquesa de Futebol, que exige uma posição mais firme da Fifa. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.
O principal argumento de quem se opõe a esta forma de comemoração é de que o comportamento dos brasileiros seja copiado por muçulmanos, que estão em vários clubes europeus, abrindo assim caminho pra “extremismos religiosos”. Argumentos como estes, além de serem preconceiutosos, pra mim soam como verdadeiros atos terroristas.
Bolas, parece-me que a questão crucial não foi a manifestação dos beatos brazucas em África do Sul. Veladamente, este é mais um pretexto pra coibir uma possível manifestação religiosa por parte dos jogadores muçulmanos em suas comemorações. Cabe à Fifa, entretanto, promover a tolerência entre as diferenças e não eliminá-las, sejam elas étnicas, culturais ou religiosas. Concordo que os brasileiros exageram um pouco na dose. Mas proibir toda e qualquer manifestação religiosa nos campos de futebol é uma medida arbitrária e perigosa. É, a rigor, um ato de censura a um direito fundamental da individualidade: o de se expressar religiosamente . O mesmo vale pra quem tem convicções ateístas.
Detalhe: A delegação brasileira que formou a tal roda de oração é bem ecumênica, pois é composta por católicos, protestantes, judeus e espíritas. Mais.
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Sappo
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