o director do Instituto Português de Oncologia insinua [na revista da Ordem dos Médicos] que a homossexualidade acarreta doenças e desvios e que, portanto, estas pessoas não têm sequer direito à dignidade nos seus afectos.
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Here we go again
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Daniel Melo
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Do totalitarismo do orgasmo, por quem sabe destas coisas (ou a pátria em perigo, acudam!)
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Daniel Melo
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Bojardas vindas directamente do Paleolítico Inferior

(cardeal D. José Saraiva Martins,
Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos,
Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos,
declarações de ontem)
Nem sei bem por onde começar... mas, então, não sabe distinguir entre género e sexualidade? E os livros sagrados são para serem interpretados literalmente? Para tudo o que vem lá? Sim? Ui, ui, o que isto seria se assim fosse... tipo Paleolítico Inferior... Na melhor das hipóteses, o melhor é o sr. cardeal ir preparando a armadura, que as cruzadas estão aí ao virar da esquina (aliás, o seu discurso repega afanosamente outras bojardas recentes doutras eminências, fica para outra ocasião...).
PS: a este propósito, sugiro a leitura do post "Se um cardeal alucinado lhe falar na «família tradicional», pergunte-lhe pelo Jacó".
PS: a este propósito, sugiro a leitura do post "Se um cardeal alucinado lhe falar na «família tradicional», pergunte-lhe pelo Jacó".
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Daniel Melo
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Labels: direitos dos homossexuais, Discriminação sexual, homofobia, homossexualidade, Igreja católica
sábado, 13 de janeiro de 2007
Porque o sangue importa

Às eleições dedicarei um próximo post. Hoje «quero escrever o borrão vermelho de sangue / com gotas e coágulos pingando» (Clarice Lispector), de dentro para fora: o Instituto Português do Sangue continua a discriminar os dadores em função da opção sexual. Depois de inúmeras queixas e denúncias, a discriminação deixou de constar do seu site e do seu regulamento. Porém, no exame médico ao dador, a avaliação dos seus hábitos de vida pressupõe um juízo moral sobre a sua sexualidade. Quando um potencial dador afirma que faz amor com alguém do mesmo sexo é encarado como promíscuo e impedido de fazer a sua dádiva. Passou-se recentemente com uma pessoa minha amiga, a quem eu tinha pedido para dar sangue em nome do meu Pai. Quando ela me contou, fiquei entre o chocada e o incrédula, mas as notícias dos últimos dias vieram confirmar as suspeitas.
Na Wikipédia, encontrei referência à ética amoral de alguns heterónimos de Fernando Pessoa. Ricardo Reis, na ode «Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia», apresenta-nos dois jogadores de xadrez que prosseguem a partida mesmo sabendo que a destruição e a morte alastram na sua cidade, invadida pelo inimigo. E sentencia este heterónimo epicurista: «Quando o rei de marfim está em perigo / Que importa a carne e o osso / Das irmãs e das mães e das crianças? / Quando a torre não cobre / A retirada da rainha branca, / O sangue pouco importa».
Perante a ética moralista do Instituto Português do Sangue – quando os «bons costumes» estão em perigo, o sangue pouco importa (o mesmo é dizer, as vidas humanas pouco importam!) – temos todos que tomar posição. Quero continuar a dar sangue com a mesma alegria de sempre, mas exijo fazê-lo num serviço público que respeite todas as pessoas. Afinal, o sangue não tem fronteiras, idioma, ideologia, preferências sexuais.
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Cláudia Castelo
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