A Universidade do Porto (UP) foi avaliada como a 149.ª melhor universidade do mundo, aponta o Webometrics Ranking Web of World Universities, ranking promovido pelo Ministério da Educação da Espanha e que avalia 17 mil instituições de ensino superior, mas apenas 6.000 (v. aqui) foram relacionadas. O ranking é feito semestralmente e tem como critério a visibilidade e o desempenho global, que inclui indicadores de pesquisa e de qualidade de estudantes e docentes. Já pelo lado brasileiro, a Universidade de São Paulo (USP) figura em 38ª posição.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Estudo espanhol coloca a Universidade do Porto em 149° lugar
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Sappo
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quarta-feira, 18 de julho de 2007
Emprego científico
Nesta semana está em foco a política para o ensino superior. Além da votação na especialidade do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, ontem iniciada (vd. aqui), a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica marcou para hoje uma concentração nacional frente ao MCTES, a fim de entregar a sua proposta de alteração ao Estatuto de Bolseiros de Investigação, estatuto esse cuja reforma está em preparação no ministério.Essa proposta regula-se pelos seguintes princípios:
"-garantir que todo o pessoal de investigação científica veja reconhecido o trabalho que desenvolve e dignificada a sua condição, beneficiando de um conjunto de direitos sociais básicos;
-acolher na legislação nacional as recomendações constantes da Carta Europeia do Investigador;
-travar e inflectir a tendência para uma diminuição da atractividade das carreiras científicas;
-garantir uma maior responsabilização das chamadas instituições de acolhimento;
-permitir uma adequada articulação com o conjunto do edifício legislativo que enquadra e regula a actividade da generalidade dos trabalhadores científicos;
-prever uma adaptação às modificações introduzidas no sistema científico e tecnológico nacional pela implementação do Tratado de Bolonha".
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Daniel Melo
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terça-feira, 17 de julho de 2007
Universidades no estado gasoso
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Daniel Melo
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Labels: cartoonista GoRRo, ensino superior, humor
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Contra uma política reactiva
A propósito desta citação feita pelo Hugo num comentário a este post, gostaria de fazer algumas considerações.
A afirmação em causa participa de uma concepção de desenvolvimento que não partilho. Pelo contrário, entendo que a política não deve ser meramente reactiva às tendências sócio-económicas e demográficas que ocorrem em certos territórios. Um dos poucos factores de dinamismo que o Interior conheceu nestas últimas duas décadas foram protagonizados pelas cidades médias e, principalmente, pelas que detinham instituições de ensino superior. O impacto que estas tiveram foi extraordinário e, em parte, foi devido ao seu papel que certas zonas urbanas cresceram de forma relevante. Avaliar a importância destas instituições a partir da inversão negativa de uma mera taxa de frequência é um erro político gravíssimo. Em Lisboa, e nos maiores centros urbanos do litoral, o encerramento de uma ou de outra instituição de ensino superior não representaria uma mossa assinalável, mas o encerramento do único instituto ou universidade situado numa cidade ou em toda uma região terá, sem dúvida, consequências muito profundas.
Mais do que reactiva a acção política deverá ser capaz, ou pelo menos, tentar inverter algumas tendências e não contribuir para o seu reforço. Isso requer algum investimento por parte do Estado? Claro que sim! Mas haverá alguma política de desenvolvimento digna desse nome que não contemple algum investimento? Ou então assuma-se que o Interior não é uma prioridade política e encerre-se de vez a metade oriental do país. Sairia muito mais barato!
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Renato Carmo
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Qualificação e desenvolvimento
Por este motivo, e tendo por base a experiência que adquiri ao nível da formação no ensino superior e na formação profissional, entendo que todos os cursos deveriam obrigatoriamente ter uma componente de estágio profissionalizante em organizações portuguesas ou no estrangeiro, independentemente do aluno vir a escolher a via de investigação. É muito importante o contacto com a realidade profissional. Esta via seria um meio adequado de promover as ligações (que são imprescindíveis) entre as universidades e as empresas e outras instituições públicas. Deveria valorizar-se os melhores alunos de modo a possibilitar uma continuidade profissional na organização onde desenvolveram o estágio. E, neste âmbito, o Estado teria um papel central na definição dos protocolos com as empresas.
É importante que estas últimas em conjunto com as instituições de ensino se impliquem na garantia das oportunidades profissionais dos seus formandos. Neste sentido, convinha que se incentivasse a mobilização de sinergias fundamentalmente a nível regional. Durante os anos que leccionei no Instituto Politécnico de Beja, uma das coisas que mais me preocupava era o facto de a maior parte dos alunos não vislumbrar qualquer futuro na sua região. Nesta questão é particularmente relevante o papel das cidades universitárias. Em, grande medida, esse estatuto deveria advir não só do facto de estas deterem estabelecimentos de ensino superior, mas, principalmente, por conseguirem gerar nichos de excelência a partir do envolvimento com uma série de agentes locais (públicos e privados).
Volto a frisar mais uma vez: são necessárias políticas integradoras que articulem diferentes sectores (educação, investigação, formação profissional, empresas, instituições públicas, cidades, desenvolvimento regional, etc.), que impeçam com que a qualificação caia em saco roto.
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Renato Carmo
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Labels: cidades, desemprego qualificado, desenvolvimento, ensino superior, qualificações
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Massificação sem democratização, eis a questão
«[Em Portugal] a lógica reprodutora continua a verificar-se, na medida em que o campo escolar, enquanto regulador da competição social, actua como um mecanismo de selecção social. Neste campo, as diferentes classes e grupos sociais agem em função dos seus recursos e competências, dos seus horizontes sociais e expectativas de status. Ora, o que se nota é que existem grupos sociais que tiram maior proveito deste jogo, na medida em que possuem recursos e capacidades adquiridas que lhes facultam uma inscrição no campo mais vantajosa, com beneficios em termos de capitais escolares e simbólicos».
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Renato Carmo
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Labels: democratização, ensino superior, massificação, reprodução social
terça-feira, 13 de março de 2007
Curta nota sobre o desemprego dos licenciados
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Hugo Mendes
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Labels: desemprego, ensino superior, Novas Oportunidades, serviços
domingo, 4 de março de 2007
O estado (social-educativo-laboral) da nação
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Hugo Mendes
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Labels: emprego, ensino secundário, ensino superior, qualificações
Sobre a "mobilidade intelectual"
Este discurso miserabilista sobre a empregabilidade dos licenciados, que o Hugo refere nos posts anteriores, é um reflexo claro da crise do modelo universitário português. E a solução não é a que muitos apregoam.
Há um ano, o presidente da PT-Inovação tentou convencer uma audiência de investigadores portugueses nos Estados Unidos que o problema da universidade portuguesa residia na desadequação da formação dos engenheiros, um exemplo que lhe era mais próximo. Para o responsável pela área de inovação de uma das maiores empresas portuguesas, os engenheiros formados nas universidades portuguesas não são suficientemente especializados. Durante dois dias, muitos tentaram mostrar-lhe que o problema era o oposto. E nem a presença, no mesmo painel da conferência, do responsável pela inovação da Microsoft serviu para ilustrar que o excesso de especialização conduz, inevitavelmente, a uma menor capacidade de adaptação às mudanças de paradigma.
Responsável da Microsoft esse que tem um Ph.D. em biologia. Repito: um indivíduo com um Ph.D. em biologia é o responsável pelo sector de inovação da maior empresa de software do mundo. A isto, pode chamar-se "mobilidade intelectual". A outra mobilidade de que ninguém fala e que a universidade portuguesa está longe de facultar aos seus alunos, quando os obriga a frequentar disciplinas de uma só área científica.
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João Caetano
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sábado, 3 de março de 2007
Ainda a "sociedade do conhecimento": o problema é a sub-qualificação, não a sobre-qualificação dos portugueses

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Hugo Mendes
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Labels: desigualdades sociais, ensino superior, qualificações

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