Mostrar mensagens com a etiqueta Prémio Nobel da Paz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Prémio Nobel da Paz. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Hein?!


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu hoje o Prêmio Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos".

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A ditadura birmanesa enquanto problema internacional

A Prémio Nobel da Paz e símbolo pró-democracia na Birmânia, Aung San Suu Kyi foi condenada a mais ano e meio de prisão domiciliária pela junta militar que governa despoticamente o país há 40 anos.
A ONU condenou esta nova medida repressiva, mas num tom muito moderado (a China não deixou ir mais longe). É preciso reforçar a pressão internacional: em vésperas de eleições gerais, o afastamento de Suu Kyi é a prova de que se seguirá uma nova farsa eleitoral, uma vez que ela é a principal dirigente da oposição política no país.


Nesse sentido, a ONG internacional AVAAZ lançou esta petição, pedindo a investigação da junta militar birmanesa por crimes contra a humanidade. Falta pouco para atingir a meta das 150 mil assinaturas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Em que "especialista" devemos acreditar?

Sobre o Nobel da Paz temos de um lado os negacionistas do costume (por aqui e por aqui), por outro lado o editoral da prestigiadíssima revista científica Nature. Pode ler-se neste editorial:

[Sobre o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, IPCC] "Its important and altruistic work during the past two decades fully merits this year's Nobel Peace Prize"

[Uma frase que os negacionistas não vão deixar de tresler e distorcer; destaque meu] "And although not every individual scientist involved will fully agree with each sentence and each probability estimate in the IPCC's reports, few if any will seriously question that what the IPCC delivers is as good a chunk of scientific advice on climate change as anyone could hope to get."

[desque meu, novamente] "(...)the IPCC has compiled the strongest evidence so far that the current warming trend is the increasingly dangerous result of human activity. This is an apolitical statement."

Claro que os critícos deste Nobel vão dizer que tudo nele é politizado. Os termómetros, os aparelhos de medição do CO2, os satélites, os barómetros, são todos, como é sabido, instrumentos políticos. Tudo é uma conspiração política internacional, um "complot" que involve Al Gore, a Academia Sueca, a Nature (um antro de esquerdistas) e outras revistas científicas, o IPCC - que como o nome indica é intergovernamental - , o que coloca vários governos do mundo na conspiração, e ainda a comunidade científica internacional, toda a esquerda, todos os bloggers de esquerda e muitos dos de direita, uma grande parte dos cronistas de opinião... Bom o melhor é inumerar quem NÃO faz parte da conspiração: para além de alguns Insurgentes e alguns Blasfemos - deixa cá ver - ..., só me consigo lembrar mesmo da Administração Bush. No fim de contas, talvez seja mesmo uma GRANDE conspiração internacional, mas se há tanta gente que faz parte deste "complot" deve ser por uma boa razão.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Do pacifismo, para a mudança social

Juro que não se tratou de 'provoquismo', antes, como dizia o Renato, de tentar animar a malta. Dado o adiantado da hora, já não deu para fazer texto prenunciador, que só vem agora, mea culpa. Entretanto, isto ficou bem animado, valha-nos isso.
A corrente mais ‘visível’ do pacifismo tem uma génese concreta: o pós-II Guerra Mundial, quando emergiu um movimento pacifista que, anos depois, e dado o contexto da Guerra Fria, lançaria campanhas mediáticas pelo desarmamento/ não proliferação de armas. O eixo principal era o anti-nuclear, mas não se ficava por aí: a corrida aos mísseis e às minas anti-pessoais, a proliferação de armas em geral. A imagem do post é o símbolo original para o Direct Action Committee Against Nuclear War, de 1958 (vd. aqui; a outra imagem colorida, que se eclipsou, é uma variante recente, há dezenas delas).
Algumas das mais importantes ONG’s na área dos direitos humanos e cívicos surgiram neste contexto: Peace Action e a Amnistia Internacional. Algumas das mais importantes convenções internacionais foram criadas por pressão da opinião pública organizada.
O pacifismo tem várias correntes, algumas bem antigas, como a moral judaico-cristã do “não matarás”, dando origens a vários seguidores (anabaptistas e Amish, etc.); o jainismo de matriz indiana; etc..
No século XIX, dentre as várias correntes internacionalistas firmou-se a da defesa da paz: vd. o International Peace Bureau (f.1891, Prémio Nobel da Paz em 1910), que tinha ligações com outros movimentos emancipadores. Filantropos como o norte-americano Andrew Carnegie tentaram reforçar a paz com leis e organizações internacionais (em 1910 fundou a prestigiosa Carnegie Endowment for International Peace).
Mais recentemente, Gandhi preconizava que não havia uma via para a paz, a paz é que era a via ela mesma. A mudança e a luta são os fundamentos da boa acção humana, e ele foi um bom exemplo disso. A acção directa é, pois, um dever ético, político e social, devendo ser uma acção orientada para melhorar as condições dos desfavorecidos e para salvaguardar a segurança e sustentabilidade de todos.
No pós-II Guerra Mundial surgiram outras ONG’s relevantes, como a Pax Christi International (f.1945), a Physicians for Social Responsibility (f.1961, Prémio Nobel da Paz em 1981), etc..
Há correntes que concebem a paz com programas de desenvolvimento e cooperação comunitários, que podem ir até ao nível nacional (ex. da Foundation for P.E.A.C.E., f.1979) ou mesmo internacional (ex. da Foundation for Self-Sufficiency in Central América), ou através de fundações como a de Carter ou as ligadas a instituições universitárias, como a Joan B. Kroc Institute for International Peace Studies (f.1986), integrada na Univ. Notre-Dame/ Paris, o MA-Peacestudies da Univ. Innsbruck, ou o United States Institute of Peace.
A auto-defesa e o recurso à violência para defesa em situações extremas de grande conflitualidade são aceitáveis, mas isso não quer dizer que a principal preocupação não seja tentarmos neutralizar as causas dessa violência: a intolerância, as ideologias da violência, os ultranacionalismos e fundamentalismos, a ausência de condições condignas de vida, etc..
O pretexto foi a guerra no Iraque, mas ultrapassa claramente essa questão: o Iraque foi ocupado supostamente por ter armas de destruição maciça (quando a via devia ter sido as inspecções e o mandato da ONU); hoje, o Irão e a Coreia do Norte estão à beira de terem armas nucleares e a comunidade internacional preocupa-se legitimamente com isso. O Paquistão já as tem e é uma ditadura, etc., etc.. É a ONU e mediadores respeitados que devem ser apoiados com vista à resolução de graves conflitos, e não os agentes mais belicistas.
Enquanto pacifista estou ao lado dos que denunciaram a mortandade devastadora das Guerras Napoleónicas (sim, já vem daí esta história), a «carne para canhão» da I Guerra Mundial, a ameaça nazi a que os Aliados não ligaram até terem a serpente a entrar-lhes casa adentro (foram dos 1.ºs a fazer esta denúncia); ao lado dos que denunciaram a Guerra Fria e a sua vertigem belicista; ao lado dos que denunciam hoje a nova corrida armamentista, com os EUA de novo a querer gastar rios de dinheiro para criar escudos anti-não sei o quê no espaço, a China e o Japão a aumentarem brutalmente o arsenal bélico, etc.. Estou ao lado da ONU e de todas as ONG’s e iniciativas que pretendem conciliar, ir para as negociações, pressionar para conversações.
A ONU tem uma University for Peace, na Costa Rica, e instituiu o Dia Internacional da Paz, que calha a 21 de Setembro. Até lá teremos muito tempo para debater.
Nb: para mais informação vd. historial internacionalista ap. IPB, Nonviolence.org e Wikipedia.
PS: não vejo ligação entre pacifismo e multiculturalismo e o lamentável caso referido pelo Hugo é sinal de ultraconservadorismo, mais do que de multiculturalismo: já por cá tb. ocorreram casos similares, bem recentes até, do marido agressor ‘poder’ bater na mulher porque era tradição, era costume, era o chefe de família e não consta que Portugal seja um país multiculturalista, é mais multimarialvista. Já a interculturalidade parece-me um conceito mais interessante para se debater, não achas Hugo?