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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Quando a democracia fomenta ditaduras

Milhares de documentos confirmam apoio dos EUA ao golpe de Pinochet
O Museu da Memória em Santiago do Chile acaba de receber 20.000 documentos que trazem novas informações sobre o envolvimento dos EUA no golpe que deu início à ditadura de Pinochet.
os documentos serão um contributo para os processos judiciais sobre violações de direitos humanos na ditadura que se prolongou até 1990 e em que foram mortos mais de 3000 opositores.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cimeira Ibero-Americana exige reposição da democracia nas Honduras

É uma declaração de peso, e bem clara, a que a XIX Cimeira Ibero-Americana aprovou a propósito da situação política nas Honduras. Aqui fica o essencial da mensagem político-diplomática:

«As chefes e os chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos condenam o golpe de estado nas Honduras e consideram inaceitáveis as graves violações dos direitos e liberdades fundamentais do povo hondurenho. Neste contexto, consideramos que a restituição do Presidente José Manuel Zelaya ao cargo para o qual foi democraticamente eleito até completar o seu mandato constitucional é um passo fundamental para o retorno à normalidade constitucional».

Aguarda-se, com expectativa, os próximos passos por parte dos usurpadores do poder.

Nb: na imagem, o presidente legítimo das Honduras, Manuel Zelaya, deposto pelas armas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eleições fraudulentas nas Honduras levantam fantasma da guerra civil

A qualquer momento, aguarda-se por uma declaração da XIX Cimeira Ibero-Americana sobre o assunto, por pressão de Espanha e Brasil. Por ora, Portugal procura uma posição de convergência «sobre a situação» nas Honduras, após o anúncio de ontem da vitória dos golpistas. Até agora só os EUA, Canadá e 4 países vizinhos as reconheceram, mas com a maioria dos países sul-americanos estão contra, incluindo os maiores (Brasil, Argentina, Chile), o que não é bom sinal. Desde logo porque havia um acordo com o presidente destituído de que este é que coordenaria o processo eleitoral. Depois, porque não se entende como se pode apoiar um poder que deu um golpe militar num governo legitimamente eleito. O presidente deposto considera que as eleições resultaram dum processo ilegal e ilegítimo. E os confrontos voltaram de imediato às ruas da capital hondurenha...