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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Reflectindo sobre Dickens no bicentenário do seu nascimento

Começou hoje o Congresso Internacional «Dickens and His Time», que decorrerá na FCSH da Universidade Nova de Lisboa até sexta-feira.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Quando Dickens brindava com vinho do Porto (II)

- Passa-se alguma coisa com o senhor Snodgrass, senhor? - perguntou Emily, muito ansiosa.
- Não se passa nada, minha senhora - redarguiu o desconhecido. - Partida de críquete... jantar... festa de arromba.... canções fantásticas... Porto velho... clarete... muito bom, vinho belíssimo... O vinho, minha senhora, vinho...
- Não foi o vinho - murmurou o Sr. Snodgrass numa voz entrecortada. - Foi o salmão.
(Pode ser qualquer outra coisa, mas o vinho nunca é causa de nada nestas circunstâncias.)
- Não era melhor eles irem para a cama, minha senhora? - perguntou Emma. - Dois dos moços podem conduzi-los até lá acima.
- Eu cá não vou para a cama - declarou o Sr. Winkle, peremptório.

Charles Dickens, Os cadernos póstumos do Clube Pickwick,
Lisboa, tinta-da-china, 2009, p. 148 (v.o. de 1837)


domingo, 6 de dezembro de 2009

Quando Dickens brindava com vinho do Porto

O Sr. Tupman reiterou o seu desejo ardente de ir à festa; mas, não achando resposta nos olhos escurecidos do Sr. Snodgrass, nem no olhar absolutamente abstraído do Sr. Pickwick, concentrou-se com aplicação no vinho do Porto e na sobremesa que acabavam de chegar à mesa. O criado retirou-se, deixando o grupo apreciar aquele par de horas sossegadas que se sucedem ao jantar. [...]
Passaram o vinho e pediram mais. O convidado falava e os pickwickianos ouviam. O Sr. Tupman sentia cada vez mais vontade de ir ao baile. O semblante do Sr. Pickwick iluminava-se de uma expressão de filantropia universal; e o Sr. Winkle e o Sr. Snodgrass dormiam profundamente.
Lisboa, tinta-da-china, 2009, p. 52/3 (v.o. de 1837)


PS: livro da colecção Ricardo Araújo Pereira, que também o prefaciou e apresentou ao vivo e a cores!