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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

José Luís Tavares com dobradinha

O poeta está de volta e em grande:  ao prémio Pedro Cardoso, atribuído a Tenpu di Dilubri pelo Ministério da Cultura cabo-verdiano, junta-se agora o Prémio Literatura para Todos, com que o Ministério da Educação brasileiro distinguiu À bolina ao redor do natal.
Ao grande vate e amigo os nossos parabéns!!!
*
Mais informação aqui. Outros posts do Peão dedicados ao grande poeta aqui.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Prémio Camões distingue o poeta cabo-verdiano Arménio Vieira

A edição deste ano do Prémio Camões reconheceu a obra de Arménio Vieira, escritor nascido na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, no começo de 1941.
Sobre Arménio Vieira e a justeza desta premiação sugere-se a leitura dum texto doutro grande poeta cabo-verdiano (e português de adopção), José Luís Tavares, intitulado «Bouquet de estrelas para Arménio Vieira, dito conde, rei à nossa maneira».
*
PS: só existem 2 livros de Vieira publicados em Portugal - Poemas, África Editora, 1981; e No inferno, Editorial Caminho, 2001.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O poeta Jose Luís Tavares lança em Cabo Verde o seu “Lisbon Blue”

LisbonBlues8b O livro “Lisbon Blues”, do poeta cabo-verdiano José Luís Tavares, será lançado quinta-feira (21) em Cabo Verde (Praia). Entre outros prêmios, José Luís ganhou o de “Literatura para todos”, concedido pelo Ministério da Educação brasileiro, com a obra “Os Segredos dos Acrobatas”. Para leitura da sinopse e compra on-line (no Brasil), clique aqui. Saravá”, JL.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

E porque hoje se comemoram 32 anos da independência de Cabo Verde:

Aos amigos cabo-verdianos

São elas, as mães.
A sépia desenham-se
sobre os rios do mundo;
quando errantes asas
se acolhem ao repouso
desta página. Assim,
perto de nós, fica o eco
dos seus rostos; descendo
por um secreto desvão de nuvens.

À beira da água, rezam ainda;
perenes como a terra.
Sobre as colinas da manhã
são o mais alto nome do amor.

(in Paraíso apagado por um trovão,
2.ª ed., Cidade da Praia, Spleen Edições, 2004, p. 31)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Cidade do mais antigo nome

1.
Solidão poeirenta — daqui do alto
do forte só o vento mensurando
os haustos. Pode fevereiro ameaçar
arco-íris, que nem o céu acredita
em tais prodígios —

aqui o reflexo da poeira
é molde que plagia
o engano do primeiro dia.
Ou isso, ou a mudez que rifa
os segredos da infância.

O suspiro dos flashes não reclama
eco nem retorno — nasce-se para
a perdição, inda aos primeiros vagidos
seja a mão de deus a amparar-nos o sexo.

Amores?! Só os que perdeste sobre outras
areias, nas trevas onde se acotovelam
deuses ébrios. Agora a melancolia é digital
— manda-me o saldo das sete vidas
quando setembro aveludar esse trilho
por onde os aguaceiros rifam
a sorte do fotógrafo.

I.
Solidon xeiu di puera — li di altu
di forti so bentu ta midi
folgu. Febreru pode miasa
arku-da-bedja, nen si séu ka ta kridita
nes kusa ki ta intxi algen di spantu —

li raflekisu di puera
é forma di kopia
inganu di purmeru dia.
Ô kel li, ô kel kála ian ki ta poi
na rifa segredu di mininênsia.

Suspiru di flaxi ka ta raklama
éku nen ratornu — nansedu pa
perdison, inda na kel purmeru txoru
mon di diós ta sugura-nu dipadianti.

Amor ?! So kel ki riba dotu ria
bu perde, na treba undi ta kutubela
kes diós inviagadu. Gósi melankolia é dijital
— manda-m saldu di kes seti bida
ora ki setenbru poi bira sima veludu kes kaminhu
pa undi kel txubinha ta poi na rifa
sorti di futógrafu.

José Luís Tavares