sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Hein?!


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu hoje o Prêmio Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos".

6 comments:

Paula Tomé disse...

Pois é... tb achei um bocadinho precipitado.

jrd disse...

Subscrevo a interrogação. Tomei a liberdade de "linkar".

Daniel Melo disse...

Sem dúvida, controverso.
Por norma, este prémio distinguia algum feito notável concreto ou uma carreira devotada à causa. Desta vez, nada disso sucedeu. Quebraram-se os critérios tradicionais. Ignoro se escritos se costumeiros, o que faz alguma diferença.
Seja como for, encerra alguma ambivalência: perplexidade pela ausência de resultados tangíveis (até Obama na 1.ª declaração se reconheceu surpreso), mas também pode ser visto como um estímulo para as iniciativas que Obama estava a levar a cabo - via diplomática para a resolução das questões 'quentes' no Médio Oriente (enfim, excepto o Afeganistão), negociação do desarmamento nuclear, ruptura com a anterior postura unilateralista de Bush e aposta na ONU e no multilateralismo, etc..
Talvez possa ter uma carga mais precipitada se atendermos ao conjunto doutros exemplos que porventura também mereceriam e precisariam dum reconhecimento agora, como certas personalidades que se opõem por via pacífica às ditaduras.
Enfim, mas este prémio sempre procurou ter um simbolismo político, e isso a Academia Sueca nunca o ocultou.

Manolo Piriz disse...

Pois é Paula. Não só precipitado como muito estranho. Principalmente se levarmos em conta que as candidaturas ao prêmio foram encerradas apenas poucos dias depois da posse de Obama. Creio que a Academia pirou de vez. Veja só o que deu também na Literatura.

Manolo Piriz disse...

jrd, leve o que quiser, pois já és da casa. Além disso, ele estará em boa companhia.

Manolo Piriz disse...

Ponha controvérsia nisso, Daniel.

Tudo bem que Obama é uma esperança de saídas negociadas para as muitas divergências e interesses que envolvem a diplomacia mundial. Entretanto, a sua escolha teve como única base as suas promessas de campanha à presidência dos EUA. Premiaram na verdade o esboço de uma pretensa obra e não a obra propriamente dita. O que vai um enorme abismo entre ambas as intenções. Enfim, esta escolha para além de politizada demais foi simbólica demais.