segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Electricidade sem extras: assinar a petição da DECO pode ajudar a poupar 5% em 2011

A proposta de aumento médio de 3,8% na factura da energia eléctrica resulta de custos impostos ao sector que ganham uma dimensão insustentável. Exigimos cortes em várias áreas.
Em 2011, o custo da electricidade vai pesar mais no orçamento dos consumidores. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propôs, em Outubro, uma média de 3,8% de aumento na tarifa da electricidade.
Opções políticas e medidas legislativas condicionam a fixação das tarifas e levam a que a parcela dos «Custos de Interesse Geral» continue com um crescimento imparável. Em 2011, prevê-se um total de 2,5 mil milhões de euros de custos, um aumento superior a 30%, face a 2010. Por exemplo, na factura, por cada €100 pagos, €42 referem-se a «Custos de Interesse Geral», que podem e devem ser reduzidos. Alguns não têm relação directa com a produção e distribuição de energia eléctrica.
É indispensável e urgente repensar a política de taxas e sobrecustos que recai nas nossas facturas. Para 2011, a diminuição de 10% nestes custos levaria a uma redução de 5% na factura. 
Há muito que a DECO alerta para a situação no sector e exige uma redução dos custos de interesse geral, para que o preço a pagar pelos consumidores seja mais justo.

A DECO - Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores, associação sem fins lucrativos com estatuto de utilidade pública, compromete-se a entregar a presente petição junto da Assembleia da República.

Abram lá uma porta, não custa nada, que diacho

Mas então porque escreve artigos de opinião, ainda por cima contraditórios entre si?

Poderá parecer uma banalidade, mas a verdade é que cada vez mais se sente que o país precisa desesperadamente de mais actos, e não de mais palavras? (Belmiro de Azevedo dixit, Público, 27/XI)

Numa entrevista do Sr. Azevedo à revista “Visão” publicada a 28 de Janeiro deste ano, acusou Cavaco Silva de ser ditador por ter dispensado quando era Primeiro Ministro, quatro amigos seus e “ministros competentes. Mais, diz na mesma entrevista que Cavaco "é um tipo duro, mas não foi talhado" para ser Presidente da República, porque "é um homem do Governo, activo". Mas afinal vai votar no professor para o Governo ou para Presidente? [no artigo de opinião de ontem, declara o seu voto em Cavaco Silva nas presidencias de 2011] Ou está só a ser incoerente? (Andreia Peniche dixit, blogue Arrastão)

domingo, 28 de novembro de 2010

A partir de 55 mil euros por ano, mais dinheiro não compra mais felicidade

O dinheiro trás felicidade? E quando já se é rico, mais dinheiro trás mais felicidade? Descobri no Rue89 um trabalho empírico conduzido por Daniel Kahneman e Angus Deaton da Univerdidade de Princeton tenta responder as estas questões. Os investigadores distinguem duas medidas de bem-estar: O "Bem-estar emocional" mede os momentos de alegria, tristeza, stress, cólera ou afectos no quotidiano; a "Avaliação da Vida" mede o grau de satisfação consciente de um indivíduo com a sua própria vida. O estudo foi feito sobre uma base de dados do instituto Gallup, analisando as resposta de 450000 americanos. Analizando aquelas duas medidas de bem-estar relativamente aos rendimentos, o estudo mostra que embora a avaliação que uma pessoa faça da sua felicidade seja tanto maior quanto maiores são os seus rendimentos, o "bem-estar emocional" atinge o seu máximo com um rendimento de $75000 por ano (~55000€), e a partir daí estagna (ver figura em baixo). Ou seja, a partir desse valor não é por se ganhar mais dinheiro, que no dia-a-dia se vai ter um quotidiano mais feliz. Como dizem os autores do estudo "Rendimentos elevados compram a satisfação com a vida, mas não a felicidade". Outra conclusão é que os rendimentos baixos têm um efeito de amplificar a dor emocional associada a certas vicissitudes da vida, que é como quem diz, a dor quando se é pobre, dói mais.
Se outras razões não houvessem, esta seria uma razão para uma melhor redistribuição da riqueza: Quem já é rico que chegue não melhora a sua vida por ter mais dinheiro, quem não é rico sim, tem muito a ganhar.

Quando a causa é apelativa, o voluntariado surge

É esta a ilação que se pode retirar da forte adesão por parte dos jovens na nova campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, uma organização que recolhe alimentos para pessoas necessitadas. Tal foi a adesão que muitos jovens voluntários tiveram que ficar de fora. Afinal, o voluntariado juvenil em Portugal não é uma miragem, falta é conseguir cativá-lo. Cada vez mais este passará por causas, abraçadas por curtos períodos. No que parece ser uma tendência internacional, a confiar no que diz o investigador Bob Price para os EUA.

O Banco Alimentar é um caso português bem sucedido e já tem seguidores no estrangeiro. Isabel Jonet, a sua presidente, está de parabéns neste particular.

Também é de louvar a iniciativa prevista para 10 de Dezembro, em que as sobras alimentares dos restaurantes aderentes não serão deitadas ao lixo mas sim dadas a quem precisa. Valeu a pressão social neste sentido. Falta agora a ASAE não persistir em criar obstáculos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O mundo do livro no Portugal salazarista


Mais informações sobre esta iniciativa no blogue da livraria Culsete.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Colóquio Internacional de Homenagem a Maria Ioannis Baganha


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

2.ª greve geral unitária é hoje


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Saúde para todos devia ser direito social internacional

«Todos os anos cem milhões ficam pobres por se tratarem», por João Manuel Rocha.

Gente fina é outra coisa

É já amanhã

cartoon de Zé dalmeida

nb: informação actualizada aqui.; série completa de cartoons de Zé dalmeida sobre a greve aqui.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Afinal, também Portugal esteve sob ameaça

«EUA tinham planos para invadir os Açores em 1975», por Nuno Simas.

Heranças sociais da República

Arte, Política e Pensamento para o Século XXI é o nome dum ciclo de conferências da Fundação Gulbenkian, no âmbito das comemorações do centenário republicano, em complemento da mostra ResPublica 1910 e 2010 face a face.

Começou o ciclo este sábado, com o filósofo Bernard Stiegler («A coisa pública como processo de trans-inviduação») e com Marie-José Monzain («Cultura do possível e fundação da vida política»).

Ao invés de Frédéric Martel, que aqui referimos, Stiegler tem uma visão bem céptica da indústria cultural, considerando-a uma ameaça civilizacional na sua forma actual, produzida por um capitalismo hiper-industrial que compromete a individualização psíquica dos colectivos humanos. Propõe, em contrapartida, uma alternativa crítica centrada numa nova interacção entre política, criação, indústria e educação. Mais inf. e perfil aqui e aqui.

No próximo sábado, será a vez dos pensadores Jacques Rancière («A era da emancipação já passou?») e Georges Didi-Huberman («Povos expostos»). Novamente às 17h, e com transmissão em directo aqui.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Crónica do rei-poeta Al-Mu'Tamid (agenda)


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Atenção às novas ameaças à segurança mundial: tarjas e t-shirts!

As forças de segurança portuguesa não pouparam esforços para mostrar como atacar as novas ameaças à segurança mundial, e neutraliram duas delas na posse dum grupo de 36 filandeses: tarjas e t-shirts anti-NATO (felizmente que estes vikings tinham contado tudo no blogue deles, senão a coisa estaria tremida).
Sempre na dianteira, também conseguiram barrar a entrada a outra ameaça, uns folhetos dum tipo alemão que queria vir falar contra o nuclear. Sabe-se lá o que poderia sair desse papelusco, químicos radio-activos, ou, ou... fogo de dagrão, por exemplo. Ah, pois.
A outra acção foi reduzir o n.º de transportes públicos em Lisboa nos dias da Cimeira da NATO, para barrar as empregadas domésticas e outras pessoas perigosas que andam nesses meios transportando consigo lixívias e outros produtos assim tóxicos.
Ui, ui, quando se trata de lixívias, folhetos, tarjas e afins todo o cuidado é pouco...

Quando a democracia fomenta ditaduras

Milhares de documentos confirmam apoio dos EUA ao golpe de Pinochet
O Museu da Memória em Santiago do Chile acaba de receber 20.000 documentos que trazem novas informações sobre o envolvimento dos EUA no golpe que deu início à ditadura de Pinochet.
os documentos serão um contributo para os processos judiciais sobre violações de direitos humanos na ditadura que se prolongou até 1990 e em que foram mortos mais de 3000 opositores.

Cultura mainstream, a cultura da globalização?

Em torno da cultura mainstream, o sociólogo e jornalista francês Frédéric Martel lançou recentemente o livro Mainstream - enquête sur cette culture qui plâit à tout le monde. O crítico Tiago Bartolomeu Costa dedica-lhe uma recensão alongada e traça um perfil do director do portal Nonfiction.fr, exclusivamente dirigido aos livros de ensaio, o que é caso raro e de elogiar, obviamente.

A formação contínua e o papel da UNESCO

Ainda vemos a educação de adultos como uma utopia

(Adama Ouane, director do Instituto para a Aprendizagem ao Longo da Vida da UNESCO, entrevistado por Bárbara Wong).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A ascensão duma editora portuguesa

Nasceu no Porto, em 1944, e é hoje a maior editora portuguesa, depois da aquisição da Bertrand.
Descubra os segredos do êxito nesta entrevista de Vasco Teixeira, responsável editorial da Porto Editora, a Luís Miguel Queirós.

Onde pára a nova geração JEEP- jovem empresário de elevado potencial

Jovem dirigente do PS ganha o salário de assessor a tempo inteiro ao mesmo tempo que recebe subsídios do IEFP para criar o seu posto de trabalho. Empresa criada está inactiva.

(vd. «Assessor do PS na Câmara de Lisboa recebeu 41.100 euros indevidamente», por José António Cerejo)