... poderia ser o título desta peça do Circo Ripopolo, que é de estrondo!
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Daniel Melo
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Labels: Circo Ripopolo, humor
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Daniel Melo
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Labels: anti-racismo, antifascismo, cartoon, cartoonista Boris Yefimov, Cultura
A geneticista americana Deborah Anderson levou o prêmio de Química do Ig Nobel 2008 ao comprovar que a Coca-Cola é um eficiente espermicida. Mas na mesma categoria, uma equipe de investigadores taiwaneses dividiu o prêmio por chegar a resultado completamente oposto. Ou seja: de que o refrigerante não funciona como contraceptivo. Segundo a americana, métodos diferentes utilizados nas pesquisas explicam a contradição. O Ig Nobel foi criado em 1991 pela revista de humor Annals of Improbable Research . O troféu tem como objetivo contemplar pesquisas que "não deveriam ter sido feitas e que não podem ou não devem ser repetidas". Só são premiadas investigações verdadeiras e que tenham sido publicadas. Mais.
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Sappo
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12:46
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Este provérbio popular ilustra ainda, penosamente, uma prática frequente entre quem lida com a coisa pública por cá. O recente caso das casas municipais de Lisboa atribuídas de modo discriccionário é disso exemplo. Este segredo de polichinelo tem pelo menos 20 anos, mas só agora teve honras de manchete e acompanhamento em vários media. Mais vale tarde que nunca. Aparentemente, começou como arma de arremesso contra a recandidatura de Santana Lopes a Lisboa, mas depressa se espalhou generosamente por várias vereações, atingindo deste modo a vereadora Ana Sara Brito, por ter beneficiado pessoalmente por esta prática quando era vereadora no mandato de Abecasis (parece que foi sob essa presidência que tudo começou).
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Daniel Melo
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11:59
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Labels: Câmara Municipal de Lisboa, caso das casas camarárias, democracia, escândalo político, Fernanda Câncio, Lisboa, media, política de habitação, Propostas por Lisboa, Rui Tavares
Tenho uma reunião urgente na segunda.
E a França vai entrar em recessão técnica muito em breve, por causa da crise financeira. Embora o governo, como lhe compete, recuse falar em recessão.
Ninguém está a salvo (nem de reuniões urgentes nem de recessões nem de palavras, mesmo recusando-as).
Álvaro de Campos está entre as minhas leituras obrigatórias -- é mais uma coisa urgente para fazer, entre a obliteração de dois bilhetes, um de autocarro e o outro de metro.
Boa sexta-feira de manhã para todos.
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andre
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Labels: Fernando Pessoa, quotidiano, Recessão
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Sappo
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Labels: eleições americanas
Este post da Cláudia sobre saudosismos «salazarentos» por parte de instituições do Estado, levou-me a outro momento nacional das férias em que conheci Guimarães.
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Anónimo
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Labels: Guimarães, saudosismos
Quarenta anos depois do massacre da Praça Três Cultura, ou Tlatelolco, que deixou dezenas de estudantes mortos, o governo do México ainda não respondeu quem ordenou a matança. A Anistia Internacional divulgou uma nota pedindo às autoridades mexicanas um maior empenho nas investigações para esclarecer definitivamente "questões inquietantes que permanecem sem resposta". Quatro décadas depois, ainda não há sequer consenso sobre o número de mortos. Naquela altura, o governo afirmou que “apenas” 30 pessoas morreram. Mas organizações internacionais e correspondentes estrangeiros que testemunharam os acontecimentos dizem ter contado mais de 300 cadáveres. O massacre ocorreu dias antes dos Jogos de Verão da Cidade do México, em 2 de outubro de 1968. Por volta das 18h, policiais, militares e homens à paisana rodearam a praça e abriram fogo contra os manifestantes, utilizando veículos armados, tanques de guerra e armas pesadas.
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Sappo
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Labels: América Latina, massacre de Tlatelolco, México
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Zèd
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Labels: cartoonista Siné, crise económica, economia
Com toda esta crise financeira a rondar o mundo, nada melhor do que ter dois candidatos à vice-presidência dos EUA brincalhões, para desanuviar nossas cabeças apreensivas e nos fazer rir às pencas. Em sua primeira entrevista à TV ABC, a senhora Palin afirmou ser especialista em política externa só porque poderia ver a Rússia de sua casa (no Alasca). Em outra entrevista à CBS, já no meio da atual crise, ela elogiou McCain por “defender a regulamentação dos mercados capitais”. "Mas McCain é contra a regulamentação. Daria pra você me citar alguma medida que ele tenha tomado para regular a economia", perguntou a jornalista super-curiosa. E Palin sem pensar um minuto sequer (tenho lá as minhas dúvidas se ela de fato é um ser pensante) lascou esta na cara da pobre jornalista: “Vou verificar e te falo depois". Já o vice de Obama não deixa por menos. Depois de pedir pra que um senador paraplégico ficasse de pé durante o seu discurso, Joe Biden se mostrou um profundo conhecedor de história americana contemporânea ao afirmar, na semana passada, que “Roosevelt foi à TV acalmar o mercado em 1929”. Até aí, tudo bem não fosse pequenos detalhes. Ah, esses malditos detalhes! Em 1929, não havia ainda a TV e muito menos Roosevelt era presidente. Mais aqui e aqui.
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Sappo
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Labels: crise económica, eleições americanas
Le capitalisme financier n'est pas seulement anglo-saxon. Il est universel et a de beaux jours devant lui, tout simplement parce qu'il n'est pas une création arbitraire, comme pouvait l'être un système de type soviétique. Ce capitalisme-là est l'expression d'innombrables processus spontanés créés pour répondre aux besoins des êtres humains. Il remplit deux fonctions fondamentales : orienter les ressources d'épargne vers les activités où elles obtiennent la plus forte rentabilité et prendre en charge les risques de la manière la plus efficace. Certes, le capitalisme financier ne peut pas remplir ces fonctions de manière parfaite, parce que l'information ne peut jamais être parfaite. Mais il les remplit mieux que n'importe quel autre système imaginable.
Les difficultés actuelles ne sont en rien une manifestation de la faillite de ce système. En effet, la crise financière est essentiellement une crise de l'interventionnisme étatique. Elle résulte en particulier de l'extraordinaire instabilité de la politique monétaire américaine au début du XXIe siècle, politique monétaire qui n'est évidemment pas contrôlée par le marché, mais décidée arbitrairement par des autorités publiques.
Pour que ce capitalisme financier prenne fin, il faudrait ou bien que tout le système financier soit étatisé - ce qui est exclu - ou qu'il explose parce qu'il constituerait un système incohérent, ce qui n'est pas le cas. Sur le long terme, la crise actuelle apparaîtra comme un simple accident de parcours qui aura peut-être permis de liquider les entreprises financières les plus mal gérées et d'inciter les autres à mieux évaluer les risques. La plus grande menace vient du renforcement probable des réglementations.
E isso mesmo camarada! Para acabar com a crise, devemos acabar com a regulação dos Estados. E isso, mesmo se os mercados não conseguem entendê-lo : porque é que Wall Street esta em cada quando o congresso não aprova o Plano Paulson. Se o mercado (quem é esse?) fosse inteligente e realmente liberal, ele devia receber essa recusa (com a ajuda dos mais liberais dos republicanos) com champagne.
PS : o autor do texto citado chama-se Pascal Salin. Segundo me dizem é um dos economistas mais liberais por terras francesas.
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Victor
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22:12
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Zèd
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Labels: crise económica, economia, ideias ingénuas, neoliberalismo
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) denunciam que o desmatamento da Amazônia brasileira mais que dobrou em agosto na comparação com o mês anterior. Foram mais de 756 quilômetros quadrados de floresta derrubada. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, as responsáveis por este novo aumento da área desmatada são as campanhas eleitorais municipais (???). De certo, estão a usar todas essas árvores pra produzirem cartilhas de suas respectivas campanhas, não é senhor ministro?. Vai ser democrata assim no raio que o parta. Mais...
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Sappo
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Labels: Desmatamento da Amazônia, Meio Ambiente
Depois de um regresso algo frouxo, o Câmara Clara, de ontem, sobre a leitura infanto-juvenil resultou em aceso debate entre Isabel Alçada e Francisco José Viegas.
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Anónimo
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Labels: Câmara Clara, Francisco José Viegas, Isabel Alçada, leitura, Plano Nacional de Leitura
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Zèd
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Labels: crise económica, neoliberalismo
Segundo as primeiras sondagens, o projeto da nova Constituição do Equador foi aprovado por aproximadamente 70% dos eleitores no referendo realizado hoje, resultado que fortalece sobremaneira o presidente Rafael Correa e dá a ele carta branca pra promover as mudanças sociais e econômicas fundamentais ao país, carcomido por uma elite política corrupta e neoliberal. Com a aprovação do novo texto constitucional, os equatorianos iniciarão um regime de transição no qual uma comissão regulará as atividades do Estado até a realização de eleições gerais, inclusive para a Presidência, previstas para o início do ano que vem. Entre as mudanças aprovadas, destaco estas:
Propriedade - Além da propriedade pública e privada, o Estado deverá garantir o direito à propriedade comunitária, associativa, cooperativa e mista. O novo texto constitucional dá poderes ao Estado de expropriar terras não produtivas para a reforma agrária e os latifúndios serão proibidos.
Economia - A substituição da "economia de mercado" pela "economia social". Ou seja, caberá ao Estado o controle de setores considerados estratégicos, como o petróleo, mineração, telecomunicações, água e agricultura. Neste caso, o Banco Central deixará de ser autônomo e a política monetária será regulamentada pelo Poder Executivo.
Aborto - O direito à mulher de decidir quantos filhos pretende ter. Apesar de não despenalizar o aborto, o texto deixa brechas para a interrupção da gravidez.
União civil homossexual - A aprovação da união civil entre os homossexuais, com os mesmos direitos dos matrimônios heterossexuais.
Drogas - O uso de drogas passará a ser tratado como uma questão de saúde pública, não mais como ato criminoso. Qualquer tipo de punição aos usuários de drogas está proibido. Mais...
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Sappo
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03:19
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Labels: América do Sul, América Latina, Equador, Rafael Correa
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Zèd
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Labels: crise económica, economia, neoliberalismo
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Sappo
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Labels: crise económica, economia, mercados