quinta-feira, 10 de julho de 2008

Mudar de vida para não mudar de hábitos


Não obstante algum (ligeiro) desencantamento com Paris, a que a eleição de Sarkozy não será alheia, nem alguns parisienses tampouco, há algo que continuo a fazer com prazer nesta cidade: subir de bicicleta a rue Froidevaux. Aliás mereceu um dos meus primeiros posts, que estava até escrito na minha cabeça antes que me lançar na blogosfera. Entretanto mudei de casa, mas a Froidevaux continuou no meu caminho quotidiano. E eis que senão quando o meu chefe resolveu mudar de local de trabalho, e com ele toda a equipa. A ideia até era que eu o mudasse com ele, mas inenarráveis proezas de que só a napoleónica burocracia é capaz fizeram com que a história mudasse o curso. Pelo menos assim reza a versão oficial. Na realidade talvez o meu inconsciente, se é que ele existe, não tenha perdoado a alteração do trajecto de e para o trabalho, que por mais boa-vontade que tivesse não contemplava a Froidevaux. Mudei de emprego. Voltei a poder subir essa rua pela manhã, e que nesta altura do ano está tã' verde, tã linda. Sei também que o novo instituto onde trabalho agora vai mudar de instalações em breve. Tive o cuidado de verificar antecipadamente: a Froidevaux vai continuar no caminho. O único senão é que o trajecto vai ficando cada vez mais longo, seja...

5 comments:

Anónimo disse...

Boas pedaladas e bom trabalho, Zèd!

vallera disse...

compra um carro que ainda dás cabo dos joelhos ;-)

Manolo Piriz disse...

Boas e verdes pedaladas, Zéd.

A continuar assim, já podes começar a pensar no Tour de France 2009. São apenas 3000 km (é isso mesmo?) Creio que preparo físico não te faltará.

Zèd disse...

Em Paris a biciclete continua a ser o meio de transporte mais prático, mais barato, mais saudável, e sobretudo o mais rápido (sobretudo se contarmos com o tempo que leva a estacionar um carro, ou esperar pelos transportes públicos).

Se consiguirem eliminar todos os dopados, tenho uma chance no tour de 2009.

Victor disse...

O melhor desse caminho é cortar pelo cemitério Montparnasse passar pela campa do Proudhon e, à volta, comer uma salada "chez papa".