terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ainda a propósito do Jardim Botânico de Lisboa (e porque mais vale prevenir do que remediar)

Nb: vd. informação actualizada sobre o tema aqui.

A sério? Têm mesmo a certeza? E fugirão de quê? Das regalias principescas? Ah, tem gente que sofre!

Pela continuação duma experiência modelar de serviço público

Petição «Contra a extinção da DGLB [Direcção-geral do Livro e das Bibliotecas]»

Enviada à ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.

Para quem não acredita na excelência desta experiência, pode consultar este livro.

Afinal, os partidos pequenos também têm boas propostas para reduzir o despesismo

... oxalá o governo estude essas novas propostas e as saiba negociar

(se alguma crítica se pudesse apresentar aos partidos fora do centrão, seria que já deviam ter dado publicidade às suas propostas alternativas há mais tempo).

domingo, 14 de novembro de 2010

A esperança de um povo

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O que faz falta

Congresso do Associativismo e da Democracia Participativa

(Lisboa, ISCTE, 13-14/XI)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Garzón: não pode haver amnistia para crimes contra a humanidade

Telavive pediu a Londres para alterar a lei sobre jurisdição universal, para que os políticos israelitas possam viajar livremente pelo mundo, sem correrem o risco de serem detidos por crimes contra a humanidade. A Espanha também alterou a lei. O conceito de justiça universal está a regredir?
Vivemos um momento complexo. Nos anos 90, houve uma grande projecção da jurisdição universal. [...] Mas nestes últimos dez anos, e mais ainda nos últimos três, assistimos a uma inversão dessa tendência, no sentido de colocar limites. A justiça universal está em retrocesso. Eu não digo que isso é mau, nem bom. Porque a justiça universal é um caminho que se está a fazer, e ninguém tem a varinha mágica para dizer por onde se deve ir. O que é preciso é aceitar isso, e que é um caminho que temos de fazer todos juntos. Trata-se de um último reduto contra a impunidade. É esse o âmbito da justiça universal.
Mas parece que ela só funciona desde que não afecte interesses poderosos.
Isso vai ser sempre assim. Os interesses políticos, diplomáticos, económicos estão sempre presentes, quando se trata de justiça universal. Porque normalmente os casos têm uma grande transcendência subjectiva nos países respectivos. Quando se trata de países de segunda ordem, isso não importa. Mas quando são de primeira ordem, começam os problemas. Mas eu acho inaceitável que haja pressão política de um país sobre outro, para alterar uma lei.
Serão possíveis acções como a que lançou contra Pinochet?
Podem sempre fazer-se julgamentos dessa índole. Actualmente, em França, vão julgar-se casos contra a ditadura argentina. Também aconteceu em Itália. Existe sempre a possibilidade, porque o princípio da justiça universal é o último reduto contra a impunidade.
Há um caminho que está a ser feito.
Estamos a avançar. E nesse caminho a consciencialização das sociedades é cada vez maior. E isso que implica? Que as resistências do poder vão ser também maiores.
Baltazar Garzón, entrevista a Paulo Moura

Corrupção denuncie aqui

«Corrupção denuncie aqui» é o nome da página criada pela Procuradoria-Geral da República para os cidadãos registarem actos de corrupção e fraudes.
Gradualmente este fenómeno começa a ser visto com a gravidade que merece, pois tem prejudicado seriamente o país.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Donde vêm as ideias injustas

A vitória republicana na Câmara dos Representantes dos EUA foi na semana passada e já desapareceu dos noticiários. E no entanto os votos dos republicanos norte-americanos e os compromissos de Barack Obama com a nova maioria irão influenciar mais a nossa vida do que pensamos. Quando Paul Krugman, prémio Nobel da Economia, termina uma crónica no The New York Times sobre as consequências de uma vitória republicana com uma «tirada à Vasco Pulido Valente» (cfr. aqui) é porque devemos prestar atenção ao que se vai passar. A pressão republicana será para cortar nos impostos e no investimento público. Consequências: o défice aumenta ao mesmo tempo que o investimento público e o emprego diminuem. A História voltou e está em pé de guerra.

CML retrocede na betonização dos logradouros de Lisboa

Há males que vêm por bem: à indignação suscitada pelo alheamento dos poderes alfacinhas face à questão ambiental juntaram-se as inundações diluvianas na baixa da cidade na 6.ª passada, um derradeiro alerta sobre os perigos da abertura à impermeabilização total dos solos.
Ribeiro Telles parece que já pode descansar: haverá plafonds e regras para a impermeabilização dos logradouros e o seu Plano Verde será inserto no Plano Director Municipal.
Ainda bem que a edilidade reconheceu o erro em que incorria. Os termos precisos deste acordo serão divulgados amanhã.
ADENDA: segundo notícia de 10/XI, o acordo não é inteiramente satisfatório para a salvaguarda ambiental (é o acordo possível?) e nada foi dito sobre a impermeabilização em marcha e o plano de pormenor nos logradouros em torno do Jardim Botânico de Lisboa, que ameaça parte das árvores e o sistema de circulação de ar nessa área, alertam os Amigos do Botânico e o BE (embora Sá Fernandes pretenda preservar este espaço verde). Não esquecer que este foi recentemente classificado como monumento nacional, o que agrava a situação.

Novo festival cosmopolita em Lisboa

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Biodiversidade com novo plano internacional

Ministros de cerca de 200 países aprovaram, hoje, um novo plano global para travar a perda de biodiversidade do planeta, lançando ao mesmo tempo um sopro de ânimo sobre a diplomacia ambiental internacional.
Depois de anos de negociações, foi também aprovado um regime para a repartição dos benefícios do uso de recursos genéticos - como substâncias activas de plantas na indústria farmacêutica ou variedades genéticas para a produção de alimentos.
O plano estratégico ontem acordado fixa 20 objectivos para proteger a biodiversidade até 2020, com mecanismos para monitorizar o seu progresso. Um deles preconiza o alargamento das áreas protegidas terrestres de 12,5% para 17% da superfície do planeta. A área coberta por parques e reservas marinhas deverá subir de 1% hoje para 10% nos próximos dez anos.

Nb: sobre a importância da biodiversidade vale a pena ler o depoimento de Nuno Ferrand de Almeida, «Nunca se olha para o outro país que existe» (uma citação apenas: «alguma coisa vamos ter de mudar, porque a perda de recursos a que se está a assistir hoje, a perda dos serviços dos ecossistemas, não é compatível com a preservação do enorme nível de bem-estar que alcançámos»).

domingo, 7 de novembro de 2010

Uma festa dos sentidos

Esta tarde aproveitei para fazer uma experiência curiosa: ir a um Encontro com o Vinho, uma espécie de festa do vinho, onde os produtores se enclausuram em mini-pavilhões para mostrar orgulhosamente os seus néctares. Em redor, uma multidão efusiva, de nariz no ar, a ver onde parar ou a estender o seu cálice para provar vinhos dos mais diversos, desde verdes, brancos, tintos a espumantes e licorosos.
Este ano, o evento organizado pela Revista de Vinhos tinha a novidade de provas verticais de vinhos como o Soalheiro, mas infelizmente esta prova parece que esgotou o respectivo stock para domingo, o que foi desagradável para quem tenta degustar, há algum tempo, o Soalheiro Primeiras Vinhas. Provei um Soalheiro Dócil e não gostei nada, é daqueles que não é carne nem peixe. Também fiquei algo desiludido com o Passadouro tt reserva 2008 e o Passadouro br 2007, pois pareceram-me aquém do Passadouro tt 2007 e do Passa tt 2007, vinhos enérgicos e agradáveis. O generoso moscatel roxo Casa Agrícola Horácio Simões também não me convenceu, continuo a preferir o rival da Bacalhoa.
Tirando estes precalços e o facto de nem todo o vinho exposto estar à venda na loja à saída, é um espaço útil para se provar vinhos que nos tentam. Além disso, o Concurso "A Escolha da Imprensa" é outro chamariz, pois aí se apresentam vários vinhos premiados pela crítica especializada. Entre os que experimentei, gostei do Dona Berta tt, do Esporão tt e do Ermelinda de Freitas br. Não gostei do Loridos espumante rosé, pois sabe a framboesa, que é um sabor que não aprecio isolado no vinho, mas gosto do Loridos espumante vintage.
Aqui ficam umas notas despretensiosas, para quem também tenha interesse em conhecer novos vinhos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Happy Diwali!


Hoje em Londres celebramos a dobrar, é noite de Guy Fawkes e Diwali. Acaba tudo com muito fogo de artifício, mas eu gosto particularmente da deliciosa festa indiana por cá celebrada com grande entusiasmo. Feliz Diwali a todos!

Novos caminhos para sair da crise (agenda)


Programa aqui. Mais informações no blogue CSI- Conferência Sindical Internacional.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O segredo das boas escolas

Qual é o segredo das boas escolas?
Ter bons directores, bons professores, uma boa relação com a comunidade. Os professores é que são o sistema educativo e não o Ministério da Educação. É senso comum. Aceitamos a diversidade nos restaurantes, na arquitectura, na música. Em todo o lado procuramos a diversidade, por que não na escola? Queremos que estas sejam todas iguais, mas não são máquinas, são organismos vivos.
Se tratamos os alunos como se não fossem indivíduos, com talentos reconhecidos, eles não podem interessar-se pela escola. O sistema educativo mata a criatividade das crianças. Os políticos não compreendem e acham que a solução está em normalizar tudo.

Não sabem que não resulta?
Não está a resultar, os alunos continuam a abandonar a escola. É preciso regressar às origens, a uma educação mais pessoal, mais comprometida, onde se criam oportunidades para as pessoas desenvolverem os seus talentos, seja na matemática ou a tocar violoncelo. A experiência diz-me que se descobrirmos uma coisa em que somos bons, conseguimos ser melhor em todas as outras em que somos menos bons.
Aposta nas artes e criatividade, contra os maus exemplos
As artes têm muito pouco peso nos currículos e eu fiz campanha, em toda a Europa, a favor da criatividade. Quando Tony Blair foi eleito, a tónica era "Mais educação, mais educação". Mas quando chegou ao Governo, as políticas que levou a cabo foi: mais exames, mais inspecção, mais avaliação, pagar aos professores conforme os seus resultados... Nas escolas, cresceu um clima de medo entre os professores. Não defendo que não deve haver metas, mas sempre defendi que deveria haver uma estratégia para desenvolver a criatividade. Foi criada uma comissão para estabelecer uma política nacional sobre criatividade.
Nos EUA há mais testes, mais avaliação dos professores, as escolas são penalizadas se não conseguirem os resultados esperados, há rankings que desmoralizam os professores e os directores. O que é que se ganha com isso? Fala-se de eficiência para a educação como para a indústria automóvel e não se pode aplicar esse conceito nas escolas. Tem sido um desastre e em Portugal provavelmente também.
Ken Robinson, entrevistado por Bárbara Wong,
a propósito do lançamento do seu livro O elemento

Manifesta 2010: promover a economia social faz ainda mais sentido em tempos de crise

Iniciou-se hoje a 8.ª MANIFesta- Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local, organizada pela rede associativa ANIMAR e as associações de Lafões e apoiada pelos municípios de São Pedro do Sul, Oliveira de Frades e Vouzela.
Para saber mais sobre este evento, que termina no próximo domingo, recomendo este post relativo à edição anterior.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eleições no mundo: boas e más notícias

> boa notícia: vitória de Dilma Roussef no Brasil

> má notícia: maioria do Partido Republicano na Câmara dos Representantes dos EUA

> país a necessitar urgentemente de eleições: Itália («“É melhor gostar de raparigas bonitas do que ser gay”»: Berlusconi dixit)

E essa repartição justa, está ou não a ser cumprida?

«Cavaco: preocupação deve ser “repartição justa dos sacrifícios”»

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pensando o elo complexo das identidades colectivas, para além da espuma dos dias

Para mais informações é favor ver o programa do evento.