segunda-feira, 14 de maio de 2007

Hotel Memória

O João Tordo tem um blogue. Diz que é o "lugar dos insones e dos dementes". Nós acreditamos.

Migrações

Os fenómenos migratórios constituem provavelmente a grande questão das próximas décadas. Chamo a atenção para o blogue do Phillippe Legrain (leia-se por exemplo este artigo que fez publicar no 'Financial Times'), que presta atenção regular de um interessante ponto de vista humanitário, político e económico.
As eleições francesas já passaram e Sarkozy ganhou com as propostas sobre imigração que se conhecem, mas vale a pena, para os interessados, dar uma vista de olhos no livrinho que o demógrafo François Herán publicou na colecção da République des Idées e a que o Rui Pena Pires faz referência n'"O Canhoto".

domingo, 13 de maio de 2007

As outras eleições: bowling Madeira

Cartoon de GoRRo (c) 2007

Para quem gosta de Manga

Diz o adágio popular que filho de peixe sabe nadar (também outro adágio popular diz que em casa de ferreiro espeto de pau, o que é fantástico com os adágios populares é que podemos sempre encontrar um para uma situação e outro para o contrário, mas isso agora não interessa nada). Pois Goro Miyazaki resolveu seguir as pisadas do pai, o genial Hayao Miazaki, o papa do Manga (quem não se lembra de "Conan, o rapaz do futuro"?, quem não amou "Conan, o rapaz do futuro"? - você aí ao fundo que levantou o dedo queira fazer o favor de abandonar a sala). Goro Miyazaki decidiu então lançar-se nos filmes de animação. Filmes é como quem diz, por enquanto fez um, o Gedo Senki ("Tales from Earthsea", em inglês), um excelente filme na boa tradição Manga. Não é um filme revolucionário, pelo contrário recupera os temas e os ambientes típicos dos filmes de Hayao Miyazaki. Curiosamente (Freud explica?) este primeiro filme de Miyazaki filho, Gedo Senki, passa-se num mundo quasi-apocalíptico e o héroi é um rapazito, o que faz lembrar precisamente Conan, a primeira série de TV realizada por Miyazaki pai. Mas podemos descansar, as semelhanças ficam-se basicamente por aí. Mesmo sem revolucionar (e parece-me que o Manga não precisa de revoluções por enquanto) Miyazaki filho apresenta algumas diferenças, um toque pessoal. Por exemplo, parece um pouco mais místico. Não que no estilo Manga não abundem figuras e refrências místicas, mas em Gedo Senki a estória dos Dragões sobe mais um degrau na escala do misticismo. Outro aspecto é a cor, as são diferentes do habitual. O céu não é o azul homogéneo habitual, tem nuances, variações de tom, que contribuem muito para o dramatismo do cenário. E a verdade é que eu gostava de escrever mais coisas sobre este filme, mas não percebo muito do assunto, nem quero desvendar eventuais surpresas. Mas gostei bastante de Gedo Senki, vale a pena ver, para quem gosta de Manga.

Mais blogues

Mais bons blogues de gente que pensa: Cyril Lemieux, Jean-Louis Fabiani (sociólogos), Phillipe Askenazy (economista) e Michel Onfray (filósofo).

O fim da via

Finalmente consegui dispor de tempo para esboçar alguma coisa sobre as eleições presidenciais francesas. Na verdade, não é bem sobre as eleições que quero escrever, mas sobre algumas questões que me surgiram a propósito do que foi escrito e dito. Emergiu mais uma vez a eterna divisão ideológico-identitária entre direita e esquerda. Afinal, parece que há mesmo diferenças, apesar de muitos apregoarem o fim das ideologias e que, no fundo, as diferenças são apenas ao nível do estilo. Numa eleição fortemente mediatizada como esta, admito que o estilo possa ser um elemento importante. E, admito também, que face a um estilo duro, decidido e, de certo modo, autoritário de Sarkozy, faria sentido contrapor o estilo doce, sorridente e dialogante de Ségolène. E que face a um discurso determinado e radical, faria sentido contrapor uma mensagem conciliadora e, em certo sentido, conservadora. Digo bem, conservadora, sobretudo no que concerne às políticas sociais e económicas que passam fundamentalmente pela proposta de manutenção dos direitos adquiridos e pela conservação do Estado Social.
Embora não vá concretizar muito daquilo que propôs, não há dúvida de que a imagem e a mensagem do candidato da direita foi construída em torno de uma certa tónica de radicalidade, nomeadamente, nas políticas de fechamento e controlo da imigração e de abertura e liberalização da economia. E o que é extraordinário nestas eleições, é que esse ênfase radical ganhou com maioria absoluta. Desta vez o tal ‘centrão’ não optou pelo candidato mais moderado. Sarkozy conseguiu na 1ª volta roubar votos à extrema direita e na 2ª atrair o centro político. A direita institucional não hesitou em apoiar o seu candidato mais intempestuoso, a esquerda institucional apoiou o seu candidato mais ligth e perdeu.
Este desfecho repete o que já tinha sucedido nas últimas eleições presidenciais americanas. O partido republicano radicalizou-se através da sua indumentária neo-conservadora e ganhou face ao candidato mais moderado dos democratas. Nestas duas eleições a direita ganhou radicalizando-se, a esquerda perdeu vendendo-se ao centro. Será uma mera coincidência ou uma tendência que se generalizará noutros países? Não faço ideia, mas uma coisa tenho como certa, para a esquerda a terceira via deixou de ser a via para as vitórias eleitorais. Talvez esta constatação ajude a despir alguns complexos em assumir projectos mais radicais, ou seja, projectos verdadeiramente políticos!

sábado, 12 de maio de 2007

Prisa-papéis

Cartoon de GoRRo (c) 2007

sexta-feira, 11 de maio de 2007

MD - edição de Maio

Ver o índice e MUITO MAIS aqui.

You can do it yourself, you can do it yourself, ...



Felizmente para nós, pais, um senhor chamado (T. Berry) Brazelton decidiu um dia dedicar a sua vida ao entendimento das crianças. Por ocasião do seu 89º aniversário, a NPR falou com ele sobre a sua carreira e deixou-nos, entre outras coisas, o registo da suas sóbrias ideias sobre três elementos fulcrais do desenvolvimento: o sono, a comunicação e a diferença entre sexos. Vale muito a pena ouvir.

Razões para dizer bem da candidatura de Helena Roseta

1. A candidatura de Helena Roseta merece ser notada a sério, não pelo habitual entusiasmo da «Esquerda» que festeja com as derrotas desse perigoso direitista que é Sócrates (mesmo quando as ditas derrotas foram vitórias pessoais decisivas sobre a oposição interna), a mesma esquerda que alinha em rigorosamente tudo contra o governo e depois diz querer alianças camarárias sem ser capaz de enunciar qualquer projecto politico positivo para elas. Que obviamente não tem, como se vê nos programas que apresenta nas eleições e que os seus resultados medíocres reflectem.
2. O que torna interessante a candidatura de Roseta é ser realmente independente. Tem currículo próprio, experiência política própria, passado autárquico, conhece os partidos e a actividade cívica fora deles, em suma, é credível. Quem não gostar dos candidatos partidários, tem em quem votar.
3. Ainda é cedo para avaliar, e os sinais são contraditórios. Nem uma referência ao défice da CML (por sinal problema idêntico ao do país, nada a acrescentar ao que escrevi no Esplanar), a conversa sobre uma união da Esquerda como se fosse o PS a impedi-la (idem, como agora se comprova), a sugestão de processos disciplinares que no PS não há mesmo quando deveria haver (Felgueiras), uma pessoalização vaga, sem indicar se é candidata só para o biénio intercalar ou se tem um projecto mais longo, o que fará diferença na hora de avaliar a lista e o programa. Mas o princípio da candidatura depois de Sócrates não lhe ter respondido (como era sua obrigação, e fácil, dada a ideia da «frente» ser inviável), mais a mais sem o alegrismo de se candidatar a dizer mal «dos partidos» mantendo-se no lugar que um deles lhe dá, é sério e merece crédito. Por aí continue, na sua regeneração local tão necessária, os partidos, sobretudo os de poder e não apenas de contestação vácua, demagógica e oportunista, têm muito a ganhar com a concorrência de independentes a sério.
4. Mesmo para quem, como eu fiz no Esplanar, defende que Lisboa requer mudanças que a articulem com as políticas nacionais (coisa em que Roseta parece não acreditar), as notícias que dão António Costa como provável candidato do PS são preocupantes. Como diz Medeiros Ferreira (em grande, uma das raras vozes de Esquerda que deplora a violência ilegal anti-democrática como a que agora se ensaia em França, tal como se tenta em Portugal), o seu lugar no governo é demasiado importante para esta dança de cadeiras. Perdida uma boa candidata (autónoma) como seria Roseta, melhor seria que não se criasse um problema no governo para resolver outro na CML. A ver vamos. Para já, no entanto, o que conta é que, com os partidos responsabilizados e com independentes credíveis, a abstenção passa a ter menos justificação.

Discussão importante

Esta entre o Miguel Madeira e o Tiago Mendes, sobre a progressividade do imposto sobre o rendimento (a partir da defesa da "taxa plana" pelo Tiago Mendes).

O futuro anunciado da história

Com a devida autorização do autor, nos próximos dias publico excertos de textos cuja versão integral se encontra na secção de crítica da revista Prelo, nº4 (INCM, 3ª série, Lisboa, Janeiro-Abril 2007). Uns aqui, outros no outro lado.
«Francis Fukuyama, Depois dos neoconservadores, Gradiva, Lisoa, 2007 (trad.: Mónica Ferro).
(...)
Desde o seu grande sucesso O Fim da História e o último homem é claro que Fukuyama pressupõe uma Filosofia da História teleológica, herdeira não tanto dos filósofos alemães de que habitualmente se socorre como de um determinismo (mitigado, nas suas obras) comum às ciências sociais mainstream de língua inglesa. Este pressuposto não quadra de todo com o sentido que nos últimos anos, como argumenta Fukuyama, o termo «neoconservador» adquiriu (e que o autor não admite ser, agora, possível alterar para ser melhor compreensível). Tal como hoje é usualmente entendido, o neoconservadorismo pressupõe um voluntarismo que em nome de um bm futuro se move contra o historicamente adquirido (em contraste, como Fukuyama argumenta, com o neoconservadorismo original de há 50 anos, que por isso se articulava melhor com as grandes tendências da política americana).
Insistindo aqui numa linguagem filosófica não muito presente no livro, dir-se-ia que os neocon’s da década de 1950 pensavam a partir de leis estáticas (como o anti-comunismo) atribuídas aos regimes demoliberais; e , para estes, Fukuyama apresentou em O Fim da História e o último homem algo como leis dinâmicas (uma tendência geral para o demoliberalismo, com apoios e resistências, a ver caso a caso e com generalização bastante limitada). Ora, quando o termo neoconservador significa, como hoje sucede, uma imposição voluntarista de regime, estamos nos antípodas das premissas neoconservadoras de há 50 anos e da Filosofia da História do próprio Francis Fukuyama. É apenas natural que a discordância se acentue nas questões concretas e, assim, a confusão de Fukuyama com o pensamento neoconservador como este é geralmente entendido se torne impossível.No geral, é mais um pequeno livro bem feito, como o anterior. Claramente estruturado, várias vezes em remissão directa para vários dos seus trabalhos anteriores, exposição histórica bem informada e análise equilibrada, tudo aspectos a valorizar (e raros) quando o assunto é a política externa norte-americana posterior a 11 de Setembro de 2001. Decerto não interessará anti-americanos militantes, a quem a compreensão das várias Américas presentes nos EUA não importa; e igualmente desiludirá os mais ardentes defensores da presente administração, a quem a crítica é sempre lesa-majestade. Talvez isso explique o fraco acolhimento crítico a este livro (a tradução, aparentemente apressada, em cima de um Inglês já muito coloquial, também não ajuda).
(...)»

A blogofrase da semana

Sarkozy e' um ar condicionado que promove o aquecimento global.

pelo André Belo aqui no Peão

Desenvolvimento e resiliência social em África

Não é peão, mas é como se fosse, além de ser adepto da ferrovia.
Falo-vos do amigo e investigador cabindense Milando, que lança novo livro na próxima 6.ª feira, na Liv.ª Bulhosa, no lisboeta Campo Grande, às 18h. Terá apresentação dos profs. Oliveira Baptista e Enes Ferreira e conta com o patrocínio da Embaixada de Angola.
O livro trata das complexas questões do desenvolvimento, da cooperação e da resiliência social, tomando como exemplo as dinâmicas rurais de Cabinda. É editado pela Periploi e tem o apoio do Centro de Estudos Africanos (ISCTE).
Eis um resumo do ensaio, da contracapa:
"Este livro surge na sequência de um outro, do mesmo autor, publicado em 2005, pela Imprensa de Ciências Sociais, sobre «Cooperação sem Desenvolvimento», no qual analisa o complexo desenvolvimentista e os seus objectivos declarados e não declarados, em África, assim como questiona a viabilidade do próprio desenvolvimento, seja em que tipo de sociedade for.
O presente livro analisa o modo como o desenvolvimento institucionalizado, levado a cabo ou apoiado pelas elites políticas angolanas, afecta as representações e práticas sociais de populações rurais de Cabinda.
Por um lado, o desenvolvimento surge como uma máquina trituradora/reconstrutora de identidades e de culturas, com grande capacidade de integrar, gerir e perturbar as populações locais, levando a supor que estas estão condenadas a sucumbir rapidamente diante dos projectos desenvolvimentistas ou a entrar em processos de desagregação, lentos mas irreversíveis. Por outro, há sinais locais de resiliência social, que parecem exprimir processos de introversão defensiva, de regressão «tradicional» e de ulterior complexificação destas sociedades, configurando dinâmicas sociais que escapam sempre a qualquer análise linear. Assim, o desenvolvimento é analisado não como um choque de culturas, mas como um encontro de diferentes racionalidades culturais, de que resultam situações extremamente complexas e, quase sempre, imprevisíveis."
Mais informações nos blogues Koluki e Moçambique para todos.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

A ler

este artigo no Liberation de hoje sobre as razoes da derrota de Segolene e do Partido Socialista frances. O autor, Thomas Piketty, é um conceituado economista e foi conselheiro de Segolene para as questoes economicas.

Balanços

Depois de meses de suspense, Blair anunciou a sua saída do Governo britânico (e da liderança do Labour) para o próximo dia 27 de Junho. Sobre o legado de Blair, vale a pena ler o artigo de Polly Toynbee no The Guardian de hoje. Um excerto:

Many on the left got their disillusion in long before the 1997 election, refusing to vote for a New Labour they had already decided was betrayal. The left is always destined for betrayal because nothing can be enough.
But imagine if Labour's early disillusionists had been given a crystal ball that day to see what Blair would actually do in the next 10 years. The truth is, they would have been surprised: the Blair era did change the political climate as surely as Thatcher had done before. What better proof than Cameron's strange transmogrification into a caring, green, liberal-minded leader who claims wellbeing trumps wealth? He may be a wolf in sheep's clothing, but he thinks Conservatives can't win unless they look, sound and smell more like progressive social democrats.


P.S.: Toynbee escreve ainda que "In schools results improved, but his legacy will be transforming them all soon into extended schools, with breakfast and tea clubs, after school homework help, aiming to give all children the sport, arts and tutoring that private schools offer the few". Haja alguém que reconheça que isto - algo semelhante ao que o Ministério da Educação actual implantou sob a designação de Actividades de Enriquecimento Curricular no primeiro ciclo do ensino básico - é uma medida de esquerda. É que actividades que dantes eram fornecidas pelo privado e pagas como tal são agora gratuitas e ao alcance de todas as crianças, independentemente da sua origem social e da capacidade económica dos seus pais.
Mas, claro, já sabemos, para muitos isto faz apenas parte da "destruição da escola pública"...Long live the "double speak".

Rue89

Se houve uma boa notícia em França no 6 de maio, essa foi a criação dum novo espaço jornalístico, o Rue89. Esse jornal em linha reúne principalmente pessoas oriundas do Libération. Os primeiros dias mostram que é um projecto a seguir. Há entrevistas interessantes com investigadores e esse espaço dá um lugar importante aos blogs e aos leitores.

O Karmona como nunca o viu

Cartoon de GoRRo (c) 2007
(nb: inspirado na exposição «O corpo humano como nunca o viu»,
patente no Palácio Condes do Restelo, em Lisboa)

Memória da escravatura

Comemora-se hoje em França o fim da escravatura, em referência à segunda e definitiva abolição da escravtura em França. Segunda, a de 1848, porque já durante a Revolução Francesa a escravatura tinha sido abolida (1794) para depois ser re-estabelecida em 1802. Quem, senão o Bonaparte seria capaz de tamanha enormidade? Essa enormidade conduziu aliás à revolta dos escravos e independência do Haiti. A 27 de Abril de 1848 foi decretada então a abolição da escravatura no território francês, mas a data de 10 de Maio foi escolhida por a nesse dia de 2001 ter sido aprovada a lei Taubira, que declara a escravatura como um crime contra a humanidade. No entanto há um movimento que pretende a comemoração do fim da escravatura a 23 de Maio, e não a 10. Este movimento é composto essencialmente por franceses oriunudos das Antilhas, por regra franceses descendentes de escravos. A razão desta divergência é simbólica, e revela toda a importância dos "pequenos" simbolismos. Entre a aprovação e o decreto da abolição em Abril de 1848 e a sua aplicação efectiva passou algum tempo e os escravos tomaram conhecimento da abolição. A 23 de Maio, na Martinique, e a 24 de Maio, na Guadeloupe, e depois noutras colónias francesas, houve um levantamento popular dos escravos, o que levou os governadores das colónias a anteciparem-se aos procedimentos legais e admnistrativos e declararem a abolição sem serem cumpridos os trâmites, sob pressão popular. A questão que se discute é portanto a de decidir se se deve comemorar o dia em que as instituições da República, na capital, reconhecem o crime da escravatura ou se o dia em que os próprios escravos tomam consciência da sua liberdade, se erguem e ganham o seu primeiro dia de liberdade efectiva. Deve comemorar-se o ponto de vista do estado que foi esclavagista ou do ponto de vista do escravo que alcançou a sua liberdade? Pour moi c'est simple, c'est le 23 Mai!

Nota: O colectivo "Comité Marche du 23 Mai 1998" vai buscar o seu nome ao seu momento fundador, quando em 1998 pelo 150° aniversá do 23 de Maio, dezenas de milhares de pessoas, mais de 40.000 só em Paris, antilheses na maior parte, se manifestaram pela adopção de 23 de Maio como data para comemoração da memória da escravatura. A mobilização foi uma supresa para todos, a começar pelos organizadores.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Genética? Ena, g'anda seca!

Bom, como é uma seca foi parar ao Peão lado b. Para quem tiver estômago para um debate sobre Genética, determinismo genético, eugenismo, a ética da coisa e outras questões conexas, escrevi um post longo sobre o assunto no lado b deste blogue (eu avisei que era longo).