sexta-feira, 14 de agosto de 2009

“Simply Cocaine”

simply cocaine

Só o nome bastou para que fosse detonada uma bomba em terras europeias. Somada a isso, a foto da campanha publicitária do inocente energético também deve ter causado urticárias nos conservadores de plantão. Mais informação aqui.

4 comments:

gdsantos disse...

O problema é mesmo a cocaína, não é o corpo da bela rapariga na imagem...

O consumo da cocaína está a disparar de uma maneira bastante acelerada.

Os miudos na europa e nos eua querem coca, e os conservadores de plantão não sabem o que fazer.

Manolo Piriz disse...

Mas, gdsantos, parece-me que toda a polêmica gira essencialmente em torno do nome da tal bebida, que segundo seu fabricante é composta basicamente por cafeína. O que o DrugScope pretende não deixa de ser a rigor um ato de censura inapropriado. Proibir o uso da palavra cocaína, a meu ver, é uma atitude isolada e totalmente ineficaz no combate ao uso de drogas pelos jovens. Claro que se trata de uma jogada de marketing da empresa em questão, agora mais fortalecido por essa ação. Já sobre o termo “conservadores de plantão”, quando me referi à bela gaja da foto, foi apenas uma ilação minha.

gdsantos disse...

Como dizes, a polêmica gira essencialmente em torno do nome da bebida (Simplesmente Cocaina) que despertou a atenção dos activistas anti-droga.

Eu notei apenas que a reacção contra esta bebida energética está a ser particularmente forte porque vivemos em tempos de subida dramática no consumo da cocaina.

Tanto miúdos como graúdos andam na coca. É a droga do início do século. Vê-se coca em todo o lado.

Adorei o termo 'conservadores de plantão'. É o máximo. No entanto, nao estou assim tao certo que os que estão contra o 'Simplesmente Cocaína' são assim tao conservadores!

Manolo Piriz disse...

Sim, gdsantos. Talvez os ativistas antidrogas entendam que o nome do produto seja de alguma forma uma apologia ao consumo de cocaína. Entretanto, não consigo desassociar essa atitude de uma ideia absolutamente conservadora. Neste caso específico, o conservadorismo é fragrante e bem perigoso, pois adota o critério da censura pura e simplesmente, sem qualquer outro questionamento. Sou defensor da política “harm reduction” (hoje adotada em muitos países e que, implicitamente, reconhecem que as drogas sempre estarão presentes) e até da liberação total do consumo das drogas consideradas leves. Obviamente que acompanhada de severas restrições aos miúdos, que deverão obedecer às mesmas normas que regulamentam o consumo de alcoólicos, por exemplo, mesmo porque a política truculenta da “war on drugs” tem se mostrado ineficiente na redução do consumo nos países onde ela foi adotada.