.jpg)
Há umas semanas atrás falei
aqui da exposição «Portugal nas trincheiras: a I Guerra da República», alertando para o seu final eminente. Agora, aproveito para referir uma excelente recensão à mesma por Eduardo Cintra Torres. A crítica começa pela foto que encabeça a mostra, nada representativa por ser mera propaganda, ainda por cima mal conseguida: um solitário soldado na planície de guerra esforçando-se por mostrar contentamento
(pela vitória militar). Depois refere-se ao facto da concepção seguir uma linha demasiado conservadora, omitindo a guerra entre alemães e portugueses em Angola e Moçambique, que redundaram em tantas mortes quanto na frente europeia. Na parte literária alude só a 3 escritores recorrentes
(Jaime Cortesão, André Brun e Hernâni Cidade), olvidando Augusto Casimiro, António Granjo, Carlos Selvagem e António de Cértima.Isto dito, a mostra tinha vários pontos de interesse, a começar pela encenação das trincheiras, os sons da guerra, a reconstituição da frente de batalha e a exibição contextualizada de muitos objectos e documentos de soldados e oficiais. Para quem quiser acompanhar os argumentos recomendo a leitura de «
Propaganda, 1918»
(Público, 7/V, p. 12-P2).
0 comments:
Enviar um comentário