terça-feira, 2 de junho de 2009

“O mundo está sentado sobre uma bomba-relógio social, política e econômica alimentada por uma crescente crise de direitos humanos”

Vídeo produzido pela Anistia Internacional



A Anistia Internacional (AI) divulgou o relatório anual sobre o estado de direitos humanos no mundo. No documento, a organização chama a atenção em favor de um Novo Acordo mundial em relação aos direitos humanos, dado o pouco investimento no assunto pelos líderes mundiais. Segundo o Relatório 2009, o mundo está “em plena crise de direitos humanos”, que, caso não consiga ser solucionada, agravará ainda mais os problemas sociais, políticos e econômicos.

A insegurança, as injustiças e a falta de dignidade estão afetando a vida de bilhões de seres humanos em todo o mundo. Apesar de muitos dos aspectos dessa crise serem anteriores à recessão econômica, é evidente que a crise nas finanças mundiais está agravando ainda mais a crise dos direitos humanos, que pode se transformar num barril de pólvora prestes a explodir, pois mais pessoas foram empurradas para a pobreza e aumentou o risco de que seus direitos básicos sejam violados. A seguir, alguns tópicos do relatório.

­África - A crise alimentar que marcou 2008 teve um impacto desproporcional sobre os grupos vulneráveis.

Ásia - Milhões de pessoas engrossaram as fileiras daquelas que já vivem na pobreza, pois o custo dos alimentos, dos combustíveis e de outros produtos básicos subiu de modo drástico em 2008.

Oriente Médio e no Norte da África - A crise financeira e a alta no preço dos alimentos atingiu quem já vivia imerso ou muito próximo da pobreza, enquanto que na Europa diversos Estados precisaram que o Fundo Monetário Internacional interviesse para apoiar suas economias. Por toda a região, o abismo que separa ricos e pobres continuou enorme.

América Latina e no Caribe - Mais de 70 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia - a pobreza, as desigualdades e a discriminação aumentaram o número de povos indígenas que veem seus direitos à saúde, à educação, à água potável e à moradia adequada lhes serem negados.

Aqui o Relatório 2009 completo.