sábado, 13 de junho de 2009

Reeleição de Ahmadinejad agrada Israel

eleições no irã Parece contraditório mas não é. Segundo a lógica da direita (e da extrema-direita ) que governa Israel, quanto mais radicais forem seus inimigos mais argumentos ela terá para justificar um possível confronto armado. Ao atual governo israelense não interessa um presidente iraniano que promova o diálogo com os EUA e procure reduzir a tensão entre os dois países. Muito pelo contrário. Quanto mais hostis se mostrarem em relação ao Ocidente, melhor é para o premier israelense, Benjamin Netanyahu, que teria como justificar um ataque "preventivo". E Mir-Hussein Moussavi poderia ser esse homem, pois durante toda a sua campanha não se cansou de defender a necessidade de se combater a imagem "extremista" que o Irã tem no exterior. Isso por si só já seria algo de muito positivo e um grande avanço na política externa de Teerã.

Claro que Moussavi não seria sinônimo de grandes transformações internas como imaginam muitos, mesmo porque quem manda na República Islâmica são os aiatolás e cabe a eles de fato a decisão final sobre qualquer assunto de Estado. Porém, não tenho dúvidas de que o ex-primeiro-ministro derrotado (que não aceita a derrota e está a contestar o resultado oficial) seria, com certeza, mais cauteloso e equilibrado no trato das relações internacionais. Mas, enfim, o vitorioso ao que parece (com mais de 64 por cento dos votos - conoforme informação oficial) das eleições de sexta-feira foi o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad. Era tudo que Israel queria. Em outras palavras: juntou-se a fome com a vontade de comer. Vamos a ver no que isso vai dar. Mais aqui e aqui.

Foto AFP

2 comments:

jrd disse...

Para os Falcões, sempre assim foi ao longo da História: Quanto pior melhor...

Manolo Piriz disse...

É isso ai, jrd.

A loucura de ambos pode levar o mundo a consequencias perigosas